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Destaques: desemprego nos EUA e queda no petróleo

15 outubro 2020 - 09h24Por Investing.com

Por Geoffrey Smith - Investing.com -- As novas medidas contra coronavírus da Europa derrubam as ações. Os mercados dos EUA devem abrir em baixa à medida que Mnuchin fala sobre as chances de estímulo.

Os pedidos de seguro desemprego serão divulgados. Biden lidera Trump por 11 em uma nova pesquisa, mas as águas estão turvas por novas controvérsias sobre seu filho Hunter. E especialistas técnicos da Opep se reúnem para discutir o estado do acordo de restrição de produção com a Rússia e outros países produtores e exportadores de petróleo.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na quinta-feira, 15 de outubro.

1. Mercados europeus caem com disseminação do vírus

As ações europeias despencaram à medida que a França e o Reino Unido apertaram as medidas para impedir a disseminação do coronavírus. O governo da França impôs toque de recolher nas principais cidades na noite de quarta-feira, enquanto os londrinos serão proibidos de se reunir com pessoas de outras famílias a partir do fim de semana.

As medidas surgem em meio a uma sensação crescente de que o continente está atrasado no controle da propagação do vírus. A alemã Angela Merkel teria dito, após uma reunião com políticos locais na quarta-feira, que as medidas que eles aprovaram "não são fortes o suficiente para prevenir um desastre".

Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o euro caía 0,3%, saindo de uma mínima de duas semanas, enquanto o índice de referência Stoxx 600 caía 2,1%. O rendimento do título alemão a 10 anos, a referência livre de risco da região, despencou para o menor valor desde março, em -0,62%.

2. Pedidos de seguro-desemprego ainda estão presos acima de 800 mil

A reação na Europa também refletiu em parte o desapontamento com os comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, na noite de quarta-feira, de que praticamente descartou qualquer acordo sobre um pacote de estímulo antes das eleições do próximo mês.

Os temores sobre o estado da economia dos EUA podem ser revividos com a publicação às 9h30 dos dados iniciais de pedidos de seguro-desemprego desta semana, que devem ficar parados acima de 825.000, um declínio insignificante em relação à semana passada. Espera-se que os pedidos contínuos tenham caído mais acentuadamente, pois as pessoas perdem a elegibilidade para os benefícios ou deixam a força de trabalho.

A pesquisa mensal de negócios do Fed da Filadélfia será divulgada ao mesmo tempo.

Durante a noite, houve sinais de fraqueza na economia chinesa, com a inflação dos preços ao produtor caindo para -2,1% no ano, um claro sinal de que as empresas estão lutando para recuperar qualquer tipo de poder de precificação após a pandemia.

3. Ações devem abrir em baixa à medida que os ganhos dominam

As ações dos EUA estão apontando para uma abertura em baixa, estendendo as perdas de quarta-feira que foram desencadeadas pelo aparente colapso das negociações de estímulo e por uma perda muito maior do que o esperado da United Airlines no terceiro trimestre. As ações da United caíam 1,5% no pré-mercado.

Às 8h30, os futuros do Dow caíam 248 pontos, ou 0,9%, enquanto os do S&P 500 caíam 0,9% e os do Nasdaq caíam 1,3%. Todos os três ainda estão claramente em território positivo para o mês, mas agora recuperaram cerca de metade de seus ganhos desde o final de setembro.

As ações que provavelmente estarão em foco mais tarde incluem Charles Schwab e Kimberly-Clark (NYSE:KMB), ambas as quais devem publicar resultados trimestrais, juntamente com a Taiwan Semiconductor e a Roche. A gigante francesa de luxo LVMH também apresentará os números do terceiro trimestre após o sino.

4. Biden mantém a liderança nas pesquisas enquanto o NY Post desperta nova polêmica

Os mercados ficaram inquietos na quarta-feira também com a publicação de uma reportagem do New York Post que parecia confirmar o contato entre o candidato presidencial democrata Joe Biden e representantes de uma empresa ucraniana de que seu filho Hunter fazia parte do conselho.

A história reforça as suspeitas conservadoras de tráfico de influência por Biden enquanto ele ainda era vice-presidente de Barack Obama, embora sem prová-las.

No entanto, de maior significado potencial é a reação das redes sociais Facebook e Twitter, que suprimiram a história em suas redes, citando as circunstâncias suspeitas em que o material foi obtido. A reação deles provocou novos gritos de preconceito anticonservador no Vale do Silício em um estágio crucial da campanha eleitoral. Uma pesquisa do Wall Street Journal e da NBC indicou que Biden ainda está à frente do presidente Trump por 11 pontos percentuais nacionalmente, faltando menos de um mês para o dia da votação.

5. Quedas do petróleo; peritos técnicos da Opep se reúnem

Os preços do petróleo caíram na onda geral de aversão ao risco nos mercados mundiais durante a noite, o que reavivou os temores usuais sobre a fraqueza da demanda global.

Às 8h30, os futuros do petróleo dos EUA caíam 2,5%, a US$ 40,02 o barril, enquanto os futuros do Brent caíam 2,3%, a US$ 42,33 o barril, revertendo efetivamente todos os ganhos obtidos em um mercado com queda maior que a esperada nos estoques de petróleo dos EUA na semana passada.

Os dados de estoque do governo, previstos para as 11h30, são esperados para corroborar com os números do American Petroleum Institute.

Mais longe, especialistas técnicos do bloco de exportadores de petróleo ‘Opep+’ se reunirão em Viena para avaliar o estado de seu pacto de restrição à produção. Os ministros devem revisar o pacto em uma reunião na terça-feira, em um cenário de especulação de que eles podem empurrar um aumento programado na produção que deve começar no início do próximo ano.

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