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Destaques: dados dos EUA e melhores previsões para o petróleo

16 junho 2020 - 09h01Por Investing.com

Por Geoffrey Smith 

Investing.com - O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, atualizará o Congresso sobre suas expectativas para a economia dos EUA, como também a mais recente ação de estímulo do Fed, que sustenta tendência de alta das ações. 

Os dados de vendas no varejo e produção industrial da economia dos EUA de maio serão divulgados, assim como o índice de preços da habitação do NAHB. 

O Banco do Japão também reforçou seus empréstimos diretos a empresas, e a Agência Internacional de Energia diz que a demanda por petróleo se recuperará mais rapidamente do que se pensava inicialmente. 

Aqui está o que você precisa saber nos mercados financeiros na terça-feira, 16 de junho.

1. Powell no Congresso dos EUA

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, testemunhará perante o Comitê Bancário do Senado em seu relatório semestral ao Congresso sobre o estado da política monetária, a partir das 11h (horário de Brasília).

Powell deve divulgar as primeiras previsões do Fed para a economia dos EUA este ano, tendo deixado de fazê-lo em março devido à incerteza causada pela pandemia.

O presidente provavelmente também discutirá a eficácia do estímulo do Fed, que ganhará outra perna a partir de hoje na forma de compras diretas de títulos corporativos individuais. O Fed comprará de acordo com um índice desenvolvido internamente, composto por todos os títulos no mercado de dívida corporativa de US$ 9,6 trilhões de empresas qualificadas. O emissor deve ter uma classificação de grau de investimento em 22 de março e os títulos devem ter um vencimento restante inferior a cinco anos.

O anúncio do Fed de Nova York de que essas compras serão iniciadas nesta semana foi suficiente para garantir que as ações em Wall Street fechassem em território positivo na segunda-feira, apesar de operar em baixa antes do anúncio do programa pelo Fed.

2. Vendas no varejo, dados de produção industrial dos EUA

Powell irá testemunhar no contexto de um novo despejo de dados da economia dos EUA em maio. Espera-se que as vendas no varejo, que serão divulgadas às 9h30, tenham se recuperado 8% em maio, após a queda recorde de 16,4% em abril, com as vendas do núcleo do varejo subindo modestos 5,5%. As vendas do núcleo do varejo caíram por três meses seguidos - a primeira vez em oito anos.

Os dados de vendas no varejo serão seguidos pelos números de produção industrial às 10h15. A indústria se recuperou mais rapidamente do que o consumo na China, onde o surto de coronavírus aconteceu primeiro, mas os economistas esperam um aumento de apenas 2,9% na produção em maio.

A Associação Nacional de Construtores de Casas também divulgará seu índice do mercado imobiliário para o mês às 11h. Espera-se que o número suba de 37 para 45 no último mês.

3. Ações devem abrir em alta com apoio do Fed

O mercado de ações em Wall Street deve abrir em alta, ainda apoiado pela promessa de ação do Fed para apoiar os mercados de crédito na segunda-feira. Também há rumores de que o governo Trump prepare um projeto de lei adicionando US$ 1 trilhão em gastos de infraestrutura, mas, como essas histórias surgiram repetidamente desde antes da eleição de Trump, não está claro o quão real o plano é agora.

Às 8h14, o contrato de Dow Jones Futuros subia 431,5 pontos, ou 1,68%, enquanto o contrato do S&P 500 Futuros tinha ganhos de 1,14% e os contratos do Nasdaq 100 ganhavam 1,07%.

As ações a serem observadas na terça-feira incluem o Groupon, que divulga balanço trimestral, e a Tesla (NASDAQ:TSLA), com a informação do Financial Times de que a fabricante de veículos elétricos teria alcançado um importante acordo de fornecimento de cobalto com a gigante de mineração Glencore (LON:GLEN).

4. Banco do Japão aumenta estímulo antes de outras reuniões de Bancos Centrais

O Banco do Japão aumentou o tamanho do seu programa de empréstimos diretos para empresas para o equivalente a US$ 1 trilhão, em relação aos US$ 700 bilhões anunciados originalmente.

As notícias tiveram pouco efeito sobre o iene, já que os traders já precificaram essa ação. No entanto, apoiaram o apetite ao risco nos mercados externos, reforçando as esperanças de novas ações do banco central ao longo da semana.

Além da nova compra de títulos do Fed e da ação do BoJ, o Banco da Inglaterra e o Banco Nacional Suíço devem anunciar novos estímulos em suas reuniões regulares de política na quinta-feira. Além disso, Fabio Panetta, do Banco Central Europeu, sugeriu que o BCE pode seguir o Fed na compra de dívidas dos chamados 'Anjos Caídos', até agora excluindo empresas com rating lixo de suas próprias compras de dívida corporativa.

5. AIE vê recuperação mais acentuada na demanda por petróleo

A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu suas previsões para destruição da demanda de petróleo este ano em seu último relatório mensal sobre o mercado global da commodity.

A AIE revisou sua previsão de demanda média com incremento de 500.000 barris por dia. Agora, estima que a demanda caia em média 8,1 milhões de barris por dia (b/d), em vez dos 8,6 milhões de b/d previstos no mês passado. Essa ainda é a maior queda anual de todos os tempos desde que a AIE começou a compilar seus dados.

A AIE também estava mais otimista em relação a 2021, projetando um aumento de 5,7 milhões de b/d na demanda. Isso sugere que o mercado se reequilibrará mais rapidamente do que muitos pensam, uma vez que a oferta provavelmente será restringida por dificuldades financeiras na indústria de shale dos EUA.

O contrato futuro do petróleo WTI, negociado em Nova York, subia 1,94% às 8h22, a US$ 37,84 por barril, enquanto os futuros do petróleo Brent, cotado em Londres e referência mundial do preço da commodity, tinha ganhos de 2,09%, a US$ 40,55 por barril.

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