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Destaque: novas projeções da OCDE e dados do petróleo

10 junho 2020 - 09h03Por Investing.com
Por Peter Nurse Investing.com - A OCDE fez uma reavaliação bem negativa do impacto da Covid-19 para a economia global este ano, enquanto o mercado fica de olho nos dados de inflação e estoques de petróleo dos EUA. Isso abre o caminho para a revisão das projeções da economia que o Federal Reserve deverá divulgar. Esse deverá ser o principal evento do dia. Ontem, após fechamento em baixa dos principais itens, o índice Nasdaq destoou e subiu para seu recorde histórico. Veja o que você precisa saber nos mercados financeiros na quarta-feira, 10 de junho. 1. Fed vai dominar as atenções A reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) termina ainda quarta-feira e o comunicado que sair dessa reunião será o grande foco dos investidores hoje. O Fed, juntamente com o Tesouro e o Congresso, deu trilhões de dólares em apoio às empresas que foram forçadas a interromper as atividades por causa da Covid-19. "Não haverá mudanças nas taxas", escreveram analistas da Nordea em artigo na semana passada. "O Fed claramente rejeitou a ideia de entrar em terreno negativo e também afirmou que os juros permanecerão inalterados 'até que a economia tenha resistido a eventos recentes e esteja no caminho certo para alcançar o máximo emprego e estabilidade de preços'. Essas metas estão longe de serem alcançadas no momento pelo Fed.” Assim, o foco estará parcialmente em ferramentas de orientação futura, como controle da curva de rendimento, e em parte em projeções econômicas atualizadas, principalmente após o choque do relatório de emprego de sexta-feira. 2. Coronavírus deverá provocar a pior recessão em 100 anos - OCDE A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico revisou quarta-feira suas previsões para os danos que a pandemia de coronavírus provavelmente causará à economia global, e as notícias não são boas. "Os impactos econômicos são terríveis em todos os lugares", resumiu a OCDE em seu Panorama Econômico, dizendo que a economia global está se encaminhando para sofrer a pior recessão fora do tempo de guerra em 100 anos. "A recuperação será lenta e a crise terá efeitos duradouros, afetando desproporcionalmente as pessoas mais vulneráveis". A OCDE disse que o crescimento global se contrairá em 7,6% em 2020, assumindo que haja uma segunda onda de infecções por Covid-19. Se uma segunda onda for evitada, ainda haverá uma queda de 6% este ano. Esses números sugerem mais que o dobro da devastação para a economia global do que sua previsão anterior divulgada no início de março, antes que toda a extensão da crise se tornasse aparente. Também são piores do que a previsão de contração de 5,2% em 2020 que o Banco Mundial ofereceu na segunda-feira, em seu último relatório Global Economic Prospects. 3. Inflação no radar Os dados do índice de preços ao consumidor dos EUA para maio serão divulgados às 9h30 e a previsão é de alta de 0,2% em maio, na comparação com o mesmo mês do último ano, mas deve recuar 0,1% contra abril. Os preços totais ao consumidor caíram 0,8% em abril, a queda mais acentuada desde o final de 2008, após a queda dos preços da energia. O núcleo da inflação, que exclui os preços de energia e alimentos, deve aumentar 1,3% na comparação com maio passado, mas ceder 0,1% frente a abril. Hoje mais cedo, dados mostraram que os preços ao produtor da China registraram a maior queda de quatro anos, caindo 3,7% em relação ao ano anterior. É o menor número desde março de 2016. 4. Índices indicam abertura mista; Nasdaq em máxima histórica A bolsa de valores dos EUA deve abrir sem direção única, com o índice Nasdaq Composite liderando o caminho. Às 7h30, os futuros do Dow Jones 30 cediam 113 pontos, ou 0,4%, enquanto os futuros do S&P 500 recuava 0,3% e o Nasdaq 100 futuros era negociado com ganhos de 0,1%. O Nasdaq terminou ontem em sua máxima histórica pelo segundo dia consecutivo, após romper brevemente acima da marca de 10.000 pela primeira vez. Os ganhos vieram de fortes altas em ações relacionadas à tecnologia, um dia após o índice se tornar o primeiro dos principais índices de Wall Street a confirmar um novo bull market. 5. Dados de estoques de petróleo Os preços do petróleo eram negociados em baixa nesta quarta-feira, após American Petroleum Institute informar ontem que os estoques de petróleo dos EUA subiram 8,4 milhões de barris na semana encerrada em 5 de junho. Isso foi bem diferente da expectativa de pequeno recuo que o mercado projetava e aumenta o medo de um excesso de oferta. A atenção agora se volta para os dados oficiais dos estoques semanais de petróleo bruto, que deverão ser divulgados às 11h30. A expectativa é de um declínio de 1,74 milhão barris para a semana que termina em 5 de junho, em comparação com um declínio de pouco mais de 2 milhões de barris na semana anterior. Os estoques de gasolina também devem cair 71.000 barris, em comparação com uma alta de 2,8 milhões de barris na semana passada. Às 7h30, o WTI recuava 2,7%, para US$ 37,89 por barril, enquanto o Brent caía 2,2%, para US$ 40,27 por barril. O think tank australiano Institute for Economics and Peace alertou na quarta-feira que o impacto do coronavírus pode "resultar no colapso da indústria de óleo de shale nos EUA, a menos que os preços retornem aos níveis anteriores".
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