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Pão de Açúcar

Com prejuízo de R$ 130 milhões, Pão de Açúcar recua mais de 7%

14 maio 2020 - 12h44Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - As ações do Pão de Açúcar operam com forte queda na B3 nesta quinta-feira. O grupo controlador de rede de supermercados anunciou ontem, após fechamento do mercado, prejuízo líquido de R$ 130 milhões no primeiro trimestre, após lucro de R$ 126 milhões obtido na mesma etapa de 2019, refletindo impacto da compra do grupo colombiano Almacenes Éxito, que ofuscou a alta das vendas do período. Em termos ajustados, o GPA (SA:PCAR3), dono das bandeiras Pão de Açúcar e Extra, teve lucro líquido consolidado atribuível aos controladores de R$ 65 milhões, queda de 60% sobre o desempenho de um ano antes. A expectativa do mercado era de lucro líquido de R$ 212 milhões. Por volta das 12h45, os papéis recuavam 7,36% a R$ 59,20. A aquisição do Éxito ocorreu em meio à reorganização dos ativos do controlador do GPA, o francês Casino. Em novembro, a reestruturação de ativos do Casino na América Latina foi concluída, permitindo à empresa brasileira registrar receitas na Argentina, Colômbia e Uruguai.

Avaliação dos analistas

Para o BTG Pactual (SA:BPAC11), os números da operação do Brasil não foram uma grande surpresa e, apesar do resultado mais fraco devido à consolidação de Éxito, enxergam tendência positiva para a empresa nos próximos trimestres, que deve se beneficiar do aumento do tráfego no curto prazo devido às medidas de isolamento social para combater a pandemia a Covid-19, que beneficia a companhia por ter operações em serviços essenciais. Há também tendência positiva pela conversão de lojas de hipermercado para o formato cash and carry, fechamento de lojas não rentáveis, monetização de ativos não essenciais e expansão e reforma da bandeira Pão de Açúcar, que acoplou com uma avaliação relativamente atraente (11x P / E 2021E), justificando a classificação de compra no nome. A XP Investimentos avalia que os resultados do primeiro trimestre ficaram abaixo das estimativas. O EBITDA reportado pela empresa veio 30% do esperado pela corretora, negativamente impactado por maiores despesas relacionadas tanto à integração dos ativos na América Latina quanto aos gastos associados aos ajustes operacionais em meio à pandemia, e uma rentabilidade abaixo do esperado na operação internacional (Grupo Éxito). Os analistas esperam uma reação negativa ao resultado, com destaque em relação à linha de “Outras despesas” e ao resultado da operação internacional, que serão temas importantes a serem discutidos com a administração durante a teleconferência de resultados. Por ora, eles acreditam que o resultado reportado pode acarretar em revisões negativas de estimativas por parte do mercado. A recomendação segue de compra.

Mais informações sobre o balanço

No balanço, o GPA afirmou que mantém plano de expansão, mas que por conta das incertezas geradas pela pandemia de Covid-19 “algumas alterações de prazos ou eventuais postergações podem ocorrer”. A receita líquida da companhia disparou 55% no período, para 19,7 bilhões de reais. A empresa teve resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 1,19 bilhão de reais, crescimento de 38% na base anual. Sem ajustes, o Ebitda subiu cerca de 13%, para 918 milhões de reais. O investimento do GPA no Brasil subiu 29,4% no período, para 591 milhões de reais, impulsionado por expansão de 70,5% nos gastos com novas lojas e compras de terrenos e alta de 33% nos desembolsos para reformas e conversões.
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