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BDRs

Com os BDRs, agora você pode investir nas gigantes empresas estrangeiras

19 novembro 2020 - 17h44Por Francis Wagner

É isso mesmo: agora, você, investidor pessoa física, pode investir em empresas gigantes e globais, como Apple, Disney, Amazon e Facebook. Depois de um longo tempo, é possível fazer isso aqui do Brasil, não sendo mais restrito a investidores qualificados.

Quer saber mais sobre esse tipo de investimento? É só acompanhar este artigo até o fim.

O que são BDRs?

BDR (Brazilian Depositary Receipt), também conhecido como Certificado de Valores Mobiliários, é um título que permite que os brasileiros possam alocar seu capital em empresas estrangeiras.

Para isso, não existe mais a necessidade de abrir uma conta em corretoras de valores do exterior. Essa operação pode ser feita aqui no Brasil, por meio do home broker da sua corretora.

Além disso, essa operação evita o alto custo de taxas associado ao envio de dinheiro para o exterior, por exemplo. Outra vantagem é que os acionistas que efetuam a compra de BDRs do Brasil têm os mesmos direitos que os acionistas estrangeiros, como juros sobre capital próprio (JCPs) e dividendos.

Tipos de BDRs

É importante saber que há dois tipos de BDRs: os patrocinados e os não patrocinados.

A característica principal de um BDR patrocinado é o fato de que a empresa original, de fora do Brasil, declare a uma instituição depositária, como um banco, por exemplo, a intenção de ter suas ações negociadas no Brasil. A companhia pode emitir e até mesmo cancelar os BDR conforme a demanda dos investidores locais das ações originais que estão no exterior.

No caso dos BDRs não patrocinadas, quem faz a solicitação para emitir as ações a serem negociadas não é a empresa estrangeira e, sim, a instituição depositária. Não existe um acordo direto entre a instituição depositária e a empresa detentora das ações originais, uma vez que as negociações são feitas com ativos que já estavam circulando no mercado do país de origem.

Toda a divulgação da empresa estrangeira para os investidores brasileiros, bem como todas as informações relevantes corporativas e financeiras, fica sob a responsabilidade de quem está emitindo os BDR’s.

É essencial ter conhecimento que todas os BDRs, sendo elas patrocinadas ou não, estão atreladas à variação do ativo no país de origem das ações e, portanto, sujeitas a oscilações do mercado em tempo real, sendo elas patrocinadas ou não.

Nova Regra

Agora ficou mais fácil investir no exterior, sendo que antes essa modalidade só estava liberada para investidores qualificados.

Entraram novas regras em vigor no dia 22 de outubro, possibilitando a compra de apenas um recibo de cada empresa; anteriormente, eram negociados somente lotes com 10 ou 100 recibos.

Além disso, todo investidor pessoa física pode investir em BDRs Nível I. Ou seja, não somente investidores que possuem mais de 1 milhão de reais investidos.

Vantagens

Os BDRs possuem diversas vantagens. A seguir, listo três que, na minha visão, são as principais:

Facilidade para investir: O investimento pode ser feito pela sua própria corretora;

Possibilita investimento em ações de outros países: Ações de empresas Americanas, Chinesas, Europeias e muito mais;

Maior diversificação: A possibilidade de diversificar ainda mais a carteira, com mais de 600 novos ativos disponíveis no mercado brasileiro.

Desvantagens

Como qualquer opção de investimento, toda vantagem vem com uma desvantagem. Então, conheça as três principais desvantagens dos BDRs:

Falta de liquidez: Como é uma modalidade não tão conhecida no Brasil, acaba tendo uma menor liquidez do que outras ações negociadas na bolsa;

Tributação dos dividendos: No Brasil, os dividendos são isentos de I.R. Já nos outros países há uma tributação em até 5%;

Alto Risco: Como as ações não seguem o Ibovespa, estão expostas em outros países, moedas e, muito mais, tendo um maior risco de mercado, ou seja, alta volatilidade.

Com a possibilidade de diversificar ainda mais o portfólio, você vai investir nessa nova modalidade e virar sócio das principais empresas do mundo?

Leia outros artigos de Francis Wagner:
https://spacemoney.com.br/uma-introducao-aos-fundos-de-investimento-parte-2/
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