Ibovespa

Com aversão ao risco, Ibovespa derrete mais de 5% e dólar sobe para R$5,10

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O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, fechou o pregão desta sexta-feira (27) em baixa, seguindo o movimento das bolsas internacionais. Por volta das 14h30, as perdas eram de 4,91%, aos 73.896,20 pontos.

O dólar comercial encerrou o dia em alta, registrando valorização de 2,22% ante o Real e cotado a R$ 5,107. No fim da semana passada, a divisa norte-americana teve leve alívio ante o real, com o acordo entre o Federal Reserve e o Banco Central.

Ontem, o Ibovespa teve o terceiro pregão de alta seguido, com alta de quase 4%. Na semana passada, o circuit breaker, mecanismo que pausa as negociações de modo a tentar conter a volatilidade, foi acionado duas vezes.

Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

No Japão, o Nikkei teve alta de quase 4%. A Bolsa de Xangai encerrou o pregão com leve alta de 0,26%.

Na Europa, DAX 30 fechou no campo negativo, caindo mais de 3%. O índice CAC 40 também teve queda, de mais de 4%. O FTSE 100 cedeu mais de 5%.

Em Nova York, Dow Jones perdeu mais de 4%. S&P 500 e Nasdaq tiveram baixa na casa dos 3%.

Leia mais: No Japão, ações fecham em alta e Índice Nikkei 225 avança 3,88%

Coronavírus

A pandemia do novo COVID-19 continua a avançar. No Brasil, o número de casos é de chega a 3400, com 92 mortes registradas. No mundo, são mais de 550 mil ocorrências, com quase 25 mil óbitos.

Hoje, os Estados Unidos superaram a China em número de casos: 85 mil casos no país norte-americano, enquanto a nação asiática contabiliza 81 mil.  O presidente Donald Trump prometeu cooperação com o líder chinês, Xi Jingping, no combate à pandemia.

No Brasil

No cenário interno, o Ministério da Economia anunciou um pacote para conter os estragos econômicos do surto da nova doença. A série de medidas, que deve somar R$ 750 bilhões, incluiu crédito para pequenos e médios empresários.

Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a distribuição de vouchers para trabalhadores informais durante o período de calamidade pública, no valor de R$ 600. O projeto também modifica regras do BPC, benefício voltado para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.