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Com aumento no prejuízo, ações da Oi caem mais de 10% nesta quinta-feira

15 agosto 2019 - 12h37Por Investing.com
Investing.com - Na parte da manhã desta quinta-feira na bolsa paulista, as ações da Oi (SA:OIBR3) são negociadas com forte queda de 9,66% a 1,31. No início do pregão, os papéis da companhia de telecomunicações chegaram cair 10,35% a R$ 1,30. Na noite de ontem, a empresa divulgou prejuízo líquido para o segundo trimestre maior do que o esperado por analistas, em resultado pressionado por aumento nos custos do serviço da dívida e fraqueza do real. A empresa teve prejuízo trimestral de R$ 1,559 bilhão, em comparação a um prejuízo de R$ 1,258 bilhão no mesmo período do ano anterior. Analistas esperavam, em média, um prejuízo líquido de 437 milhões de reais, segundo dados Refinitiv. A Oi (SA:OIBR4), que entrou com pedido de falência em junho de 2016 para reestruturar aproximadamente R$ 65 bilhões de dívida, registrou receita líquida de R$ 5,091 bilhões de, queda de 8,2% em relação ao ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), um indicador de desempenho operacional, caiu 22%, para 1,218 bilhão de reais. Projeções compiladas pela Refinitv apontavam Ebitda de 1,432 bilhão de reais. A dívida líquida da Oi (SA:OIBR4) no final de junho atingiu 12,6 bilhões de reais, 25,5% acima do ano anterior. O BTG Pactual (SA:BPAC11) não viu grandes surpresas no resultado da Oi (SA:OIBR4), com as receitas e Ebtida seguindo pressionados. Mesmo com os números ruins, o banco mantém a recomendação estratégica de compra de olho em uma eventual fusão ou aquisição. A equipe espera que o PLC 79, que traz um marco regulatório para o setor, avance no curto prazo. Além disso, a venda de ativos não essenciais da companhia, como a Unitel, deve favorecer os negócios. A Oi (SA:OIBR4) chama atenção para o aumento do prejuízo. Os analistas explicam que houve deterioração nas três linhas de negócios da companhia, com destaque para a queda no segmento residencial, com redução anual de 12% na base de telefonia e de 8% em banda larga. Em mobilidade pessoal e no B2B a piora decorre, principalmente, da redução da tarifa interconexão. A retração no tráfego de voz e o encolhimento da base de clientes pré-pago também pesaram neste trimestre, levando ao decréscimo de 22% no EBITDA de rotina, frente ao mesmo período de 2018. Soma-se a isso a maior despesa financeira e o prejuízo foi 32% maior em um ano, chegando a R$ 1,6 bilhão.
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