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CCR

CCR tem queda de mais de 2%; lucro do 1º trimestre caiu 19%

15 maio 2020 - 16h01Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - As ações da CCR (SA:CCRO3) operam com queda na bolsa paulista, acima da baixa do Ibovespa, na tarde desta sexta-feira na B3. A concessionária de rodovia anunciou, na noite de ontem após fechamento do mercado, que teve lucro líquido de R$ 289,7 milhões entre janeiro e março, queda de 19% ante mesma etapa do ano passado e abaixo do consenso de R$ 485 milhões. Mas, a receita líquida da companhia subiu 8,2% ano a ano, a R$ 2,38 bilhões. Por volta das 15h11, os papéis recuavam 2,09% a R$ 11,21. O Ibovespa registrava perdas de 0,76% a 78.409 pontos. Visão dos analistas Para a XP Investimentos a CCR apresentou resultados superiores às expectativas, com o EBITDA atingindo R$ 1,6 bilhão, 10% acima da estimativa e 6% acima do consenso de mercado, enquanto o lucro líquido reportado ficou em linha era esperado. De acordo com a corretora, a diferença foi impulsionada principalmente pelo tráfego superior à estimativa nas rodovias, com queda no tráfego comparável de 1,4% a/a (ex-ViaSul) vs. projeção de queda de aproximadamente de 4%, e tráfego de passageiros superior ao esperado no segmento de mobilidade urbana (3% maior). Tais resultados foram parcialmente compensados ​​por despesas financeiras líquidas maiores que a estimativa da equipe. Os analistas mantêm a recomendação Neutra para as ações da CCR, tendo em vista que enxergam Ecorodovias (SA:ECOR3) como o ativo mais atrativo dentro do setor. As ações estão negociando a uma TIR real de ~9,5%, o que se compara com ~13,5% para Ecorodovias Balanço Já o desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 1,467 bilhão de reais, um aumento de 6,1%. A margem Ebitda ajustada na mesma base caiu 1,6 ponto percentual, para 61,1%. A CCR fechou março com dívida líquida de 13,8 bilhões de reais, o que equivalia a 2,4 vezes o Ebitda ajustado, índice pouco menor do que os 2,6 vezes de um ano antes. A CCR está postergando alguns investimentos inicialmente previstos para este ano e planeja pedir aditivos a contratos de concessão para compensar as perdas oriundas da crise provocada do coronavírus. Devido às medidas de isolamento social para conter a Covid-19, doença causada pelo vírus, a companhia disse na semana passada que no começo de maio teve queda de cerca de 20% em algumas das principais rodovias que administra no país. Nas concessões de mobilidade urbana a queda na movimentação de passageiros foi 74% menor e nas concessões de aeroportos, as quedas comparativas foram de 96,8%. “Entendemos que a situação atual pode ser classificada como de força maior, o que permite aditivo aos contratos de concessão”, disse à Reuters nesta quinta-feira o gestor de relações com investidores da CCR, Marcus Vinícius Vieira. “Será objetivo de pleito nosso.” A CCR também está adiando para 2021 alguns dos investimentos inicialmente previstos para este ano, disse o executivo, uma vez que a companhia ajusta seu orçamento e contas financeiras diante do atual cenário, para reforçar sua liquidez. A companhia contratou em abril 700 milhões de reais para reforçar seu caixa, que era de 5 bilhões de reais no fim de março, acrescentou Vieira.
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