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BTG eleva preço-alvo da CSN para R$ 13, mas mantém recomendação neutra

22 junho 2020 - 15h09Por Investing.com

Investing.com - Apesar de potencialmente se beneficiar da alta nos preços do minério de ferro, da queda dos preços de transporte e da fraqueza do real, o decepcionante ritmo de desalavancagem da CSN faz com que o BTG Pactual (SA:BPAC11) mantenha recomendação neutra para a empresa em relatório sobre mineração e siderurgia publicado hoje (22). O preço-alvo, no entanto, passou de R$ 10 para R$ 13.

Às 1507, as ações da Companhia Siderúrgica Nacional (SA:CSNA3) eram negociadas negociadas a R$ 11,02, queda de 1,69%.

Segundo o banco, os planos de desalavancagem da empresa devem ser impactados ainda pela queda na contribuição do aço, cujo consumo doméstico, muito focado em segmentos de consumo como automóveis e eletrodomésticos, deve ser impactado pela desaceleração econômica.

Para Leonardo Correa e Caio Greiner, analistas responsáveis pelo relatório, a empresa deve ser negociada a 1x EV/Ebitda em 2020 e terminar o ano com dívida líquida de R$ 31 bilhões e cerca de 5x dívida líquida/Ebitda, com pouco avanço em 2021. O objetivo da empresa de R$ 23 bilhões e menos de 3x em 2021 parece é visto como exagerado, mesmo com supostos US$ 1 bilhão vindos da venda de ativos.

O banco pontua ainda a posição favorável da CSN em termos de liquidez, com a rolagem recente de R$ 1,7 bilhão em suas dívidas de curto prazo, e posição de caixa suficiente para cumprir as dívidas de curto prazo.

Minério de Ferro

O relatório também traça o cenário do mercado de minério de ferro, que opera em déficit após as interrupções no fornecimento ultrapassarem à queda na demanda até agora no ano.

Os preços mais uma vez superaram os US$ 100 por tonelada, nível que o BTG não considera sustentável, pois retomadas na capacidade de produção podem pressionar o preço a cair entre US$ 10 e US$ 15 no segundo semestre. A Covid impactou a produção de países como África do sul, Canadá, Peru e Brasil.

A China representa cerca de 70% do mercado de minério de ferro e, com a retomada da economia no país e o recente pacote de investimento em infraestrutura aprovado pelo governo, o consumo deve acelerar.

Em suma, o banco revisou sua previsão para 2020, agora a US$ 83,5 (anteriormente a US$ 78 por tonelada), e para 2021, agora a US$ 75 (ante US$ 70).

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