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Braskem: plano de desalavancagem é chegar a menos de 3,5x no fim de 2021

06 agosto 2020 - 14h55Por Investing.com

Braskem

Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - Em teleconferência da Braskem (BRKM5) com analistas e profissionais de imprensa relativa aos resultados do 2º trimestre, o grande foco foi o plano de desalavancagem e de alocação de capital da companhia. Receberam destaque, ainda, as situações do México e de Alagoas, além das estratégias para o segundo semestre.

A empresa confirmou, na conferência, o projeto de desalavancagem e geração de caixa, com o objetivo de chegar abaixo de 3,5x ao fim de 2021. Para isso, algumas estratégias mencionadas são a venda e a monetização de ativos secundários; um esforço significativo para reduzir o Capex, que deve ser de US$ 600 milhões em 2020, contra meta anterior de R$ 721 milhões; a redução dos custos fixos em aproximadamente 10% em relação a 2019; e a monetização dos créditos de PIS/Cofins. 

Em relação ao perfil da dívida, porém, a Braskem reportou ter liquidez suficiente para cobrir o pagamento das dívidas com vencimento nos próximos 43 meses.

A administração da companhia não trouxe novidades sobre a situação do México depois da abertura de um processo de investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo uma unidade da Braskem no país. A empresa ressaltou, porém, que essa questão é prioridade para os próximos meses.

Em relação aos impactos do acidente geológico em Alagoas, a Braskem informou que a questão está em andamento, mas que, até agora, a companhia já fez a realocação de mais de 4,7 mil famílias, o que corresponde a 70% do total. Além disso, a empresa destacou que tem um time técnico estudando a população e o meio ambiente.

Demanda petroquímica

Houve ainda comentários em relação à demanda petroquímica no período que está por vir. Na visão da companhia, o terceiro trimestre já apresenta potencial: “Se você olhar para o mercado agora, os estoques ainda estão abaixo da média. Nós ainda temos espaço para preenchimento de estoque na cadeia de valor”. Por isso, a companhia disse prever um forte crescimento na demanda no terceiro trimestre, ao redor de 10%. Os executivos destacaram, ainda, que o terceiro trimestre normalmente é o mais forte do ano em termos de demanda. Em junho, já foi possível observar no Brasil uma média quase igual à do ano passado.

A grande estratégia de crescimento da Braskem é a diversificação, tanto de produtos como geográfica. Assim, a companhia alega querer aumentar sua exposição fora do Brasil, aumentar o investimento em gás e investir em pré-sal. Vale mencionar ainda o projeto de diversificar as fontes de fornecimento de etano, que atualmente se concentra no México.

Outro ponto abordado foi o impacto da Covid-19 nas operações da companhia no trimestre. No Brasil e nos EUA a capacidade utilizada sofreu reduções por causa da menor demanda e de efeitos de estoque na cadeia de produção de petroquímicos e de plástico. Essa utilização cresceu consideravelmente em junho, sobretudo por causa da demanda do mercado e de oportunidades de exportação.

A pandemia também afetou as vendas da Braskem, sobretudo a venda de químicos no Brasil, que retornou aos níveis normais em junho.

Por volta das 14h37, as ações da petroquímica avançavam 2,27% a R$ 23,93, após operar no vermelho na abertura. Os ganhos estão acima da alta do Ibovespa, que subia 1,03% a 103.857 pontos.

Resultados

O resultado financeiro no trimestre foi negativo em 2,42 bilhões de reais, 164% pior do que um ano antes. Nesse sentido, a empresa tinha no fim de junho exposição líquida em moeda estrangeira no montante de US$ 2,85 bilhões.

Em outra frente, a Braskem fez provisão adicional de 1,6 bilhão de reais referente ao acidente em Maceió.

Por último, a Braskem teve queda nas receitas. A receita líquida da companhia no trimestre, de 11,2 bilhões de reais, foi 16% menor do que um ano antes.

Assim, o resultado operacional da petroquímica medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente somou 1,655 bilhão de reais, alta de 2% ano a ano.

-Com participação da Reuters

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