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Brasileirão 2020: quais são os impactos na economia com o adiamento dos jogos

27 maio 2020 - 17h40Por Redação SpaceMoney
Por Gabriel Mecca, da Red Ventures* O que a companhia aérea Gol, a Tim, a escola de idiomas Wizard e as bandeiras de cartão de crédito têm em comum? Todas são empresas que patrocinam o futebol brasileiro e estão sendo bastante afetadas por conta da paralisação dos jogos. A pandemia do coronavírus fez com os eventos esportivos fossem cancelados e isso não tem impactado apenas na conta dessas empresas, mas de todo país. Para piorar a situação, o futebol é uma das atividades que mais irá demorar para retornar. Em São Paulo, partidas no Allianz Parque e Arena Corinthians costumam ter uma média acima de 28 mil pessoas. No Rio Grande do Sul a situação é bastante parecida nos estádios de Grêmio e Internacional. Isso sem contar o Flamengo, o time a ser batido atualmente, que tem médias acima dos 50 mil pagantes. Não há como prever quando esse número de pessoas poderá se reunir novamente. Para ficar mais claro o quanto as partidas de futebol impactam no economia nacional, confira a lista com alguns setores que deixam de ser consumidos por conta da ausência da bola rolando nos campos de futebol. 1 - Bares e Restaurantes É muito comum entre as pessoas que não conseguem comprar ingressos, acompanhar as partidas de futebol em bares ou restaurantes. Os estabelecimentos colocam grandes televisões e transformam os lugares em verdadeiras arquibancadas. O consumo de cerveja e comida aumenta, e acaba estimulando o consumo das pessoas. Segundo pesquisa da Abrasel (Associação de Bares e Restaurantes), cerca de 40% dos bares e restaurantes de São Paulo podem fechar por conta da pandemia causada pelo coronavírus. Dentre eles estão os estabelecimentos mais simples perto dos estádios que dependia da movimentação em dias de jogos. 2 - Patrocinadores Há um motivo para grandes empresas colocarem suas marcas nas camisas dos jogadores, placas de publicidade e até no nome dos campeonatos. Isso acaba gerando retorno para essas empresas. Por conta disso, o investimento acaba sendo pesado no futebol. Em 2019, a TV Globo faturou R$ 1,860 bilhão graças a cotas de publicidade. As empresas param de ter exposição em horário nobre na televisão e o retorno acaba não acontecendo. Uma empresa como a Gol, uma das principais companhias aéreas do país, perde muito com a paralisação dos jogos. Primeiro pelo acordo de cotas publicitárias já foi fechado para 2020. Logo, o contrato foi assinado, mas a marca não será exposta. O cenário fica ainda pior quando o comércio para. 3 - Clubes Existem milhares de clubes de futebol no mundo, mas são poucos que possuem uma vida financeira saudável, sem atraso de salários e com lucros que permitem alto investimento em contratação de jogadores. Sem jogos de futebol, não há dinheiro. O que deixa os diretores financeiros desesperados. Um clube como o Corinthians, por exemplo, joga em seu estádio de três a quatro vezes por mês. Em jogos com um bom público, a bilheteria ultrapassa R$ 1 milhão. Levando em consideração que as rendas de bilheteria são usadas para pagar a dívida do estádio, o clube deixa de faturar cerca de R$ 4 milhões num mês. Logo, a parcela daquele mês não será paga. Dificultando ainda mais a quitação da dívida. Um outro caso prático do problema financeiro que a paralisão gera aos clubes é o São Caetano. O dinheiro que iria entrar de premiação e patrocinaodores ao término do campeonato estadual, iria ajudar o clube a jogar o campeonato brasileiro deste ano. Com o cancelamento dos jogos, o dinheiro acabou não chegando aos cofres do clube, forçando a desistência. Além disso, muitos clubes estão tendo que demitir funcionários por conta da falta de dinheiro. Times de bastante tradição no Rio de Janeiro, como o Flamengo e o Vasco, enxugaram a folha de pagamento. 4- Profissionais de Imprensa Deve ser levado em consideração os profissionais que fazem a cobertura diária de clubes e campeonatos. Sem acontecimentos, não há notícia. Isso acaba afetando na audiência das emissoras especializadas. Os canais da televisão a cabo estão com menos audiência do que a TV Aparecida, segundo levantamento da Kantar Ibope Media. Para tentar atrair público, os canais esportivos abriram o sinal para qualquer pessoa poder acompanhar a programação. Isso significa muitas pessoas assistindo, mas não pagando por esse serviço. 5 - Transmissões  Sem jogos, sem transmissões. A TV aberta se limita a televisionar eventos da seleção brasileira de muitos anos atrás. O mesmo caminho toma os canais de TV por assinatura. Em 2019, a TV Globo, a maior detentora de direitos de transmissão, faturou aproximadamente R$ 2 bilhões, segundo o relatório da própria empresa. Sem jogo, também não há compra ou assinatura de pay per view por parte do torcedor. Em 2019, a média mensal de faturamento foi de R$ 157 milhões. A TV Globo embolsou pouco mais de US$ 1 bilhão com o pay per view, e mais 650 milhões foram distribuídos aos clubes. Como o futebol é um evento que mobiliza milhares de pessoas, provavelmente será um dos últimos entretenimentos a retomar a normalidade. Não será fácil para os clubes, federações, confederações e todos que estão no ciclo do esporte recuperar o prejuízo. * este conteúdo é de responsabilidade da Red Ventures.
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