sexta, 03 de dezembro de 2021
JHSF

BB mantém recomendação de compra e eleva preço-alvo da JHSF a R$ 9,90

28 agosto 2020 - 09h24Por Investing.com

Investing.com - Depois da análise dos resultados do segundo trimestre e do cenário de custos de capital e premissas de crescimento, com foco no desempenho das operações do aeroporto e do segmento de incorporação, o Banco do Brasil Investimentos revisou seu preço-alvo de 2021 para as ações da JHSF, para R$ 9,90, de R$ 5,10, e manteve recomendação de compra em relatório distribuído nesta quinta-feira (27).

Com o novo preço-alvo, o potencial de valorização das ações da incorporadora é de 34,5% em relação ao fechamento de quarta-feira.

Nesta quinta-feira, os papéis da JHSF (JHSF3) fecharam com leve alta de 0,27% a R$ 7,38. No ano, as ações acumulam queda de 9,11%.

Ainda que tenha sofrido fortes impactos da pandemia de Covid-19, sobretudo pelo fechamento de shoppings, hotéis e restaurantes, o BB enxerga com bons olhos a performance da companhia no trimestre.

A avaliação positiva da situação da JHSF é puxada sobretudo pelo braço de incorporação, em que a receita líquida teve alta de 389,1% em relação ao mesmo período de 2019, atingindo R$ 231,8 milhões, devido ao aumento das vendas da Fazenda Boa Vista, com margens mais altas mesmo com os custos de vendas e obras. Nesse âmbito, o Banco do Brasil (SA:BBAS3) destaca ainda o lançamento do Fasano Cidade Jardim e o pré-lançamento do Boa Vista Village.

Outro setor que se destacou foi o aeroporto executivo, que seguiu funcionando durante a pandemia e alcançou receita de R$ 3,9 milhões.

Outros destaques do trimestre, na visão do BB, são o fechamento de acordo entre a JHSF e a XP Inc (NASDAQ:XP)para a implementação do empreendimento Villa XP no Parque Catarina e a conclusão do follow-on da JHSF, com arrecadação de R$ 433,1 milhões.

Nem tudo, no entanto, foi positivo. O fechamento dos shoppings causou queda de 82,4% nas vendas dos lojistas no trimestre em comparação ao 2T19 e, consequentemente, queda de 74,6% na receita líquida da companhia. Assim, a margem Ebitda ajustada foi de 49,1% no 2T20, contra 59,3% nos mesmos três meses do ano passado, mesmo com a queda das despesas operacionais.

Além disso, a paralisação dos shoppings fez com que a companhia suspendesse a cobrança de aluguel de lojistas em abril e maio e aplicou descontos em junho, assim como nas taxas de condomínio e do fundo de promoção.

E não foi apenas a paralisação dos shoppings que atingiu a companhia, uma vez que ela também atua no setor de hotéis e restaurantes: um dos mais impactados pela pandemia de Covid-19. A receita líquida do segmento caiu 88,2% em relação ao mesmo período de 2019. No entanto, o início das atividades em Trancoso no final deste ano e do Fasano Itaim em São Paulo, previsto para 2022, devem trazer bons resultados, na visão do banco.

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