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B3 sobe após lucro de R$ 1,02 bilhões, e BTG eleva alvo para R$ 50

15 maio 2020 - 12h38Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - Depois de reportar lucro de janeiro a março de R$ 1,025 bilhão, um salto de 69,1% ante mesma etapa de 2019, as ações da B3 (SA:B3SA3)operam com forte valorização na bolsa paulista, com os analistas avaliando positivamente o resultado do período. Em termos recorrentes, o lucro de R$ 1,157 bilhão foi 57% maior. Os números fizeram o BTG Pactual (SA:BPAC11) elevar o preço-alvo para R$ 50,00. Por volta das 12h37, os papéis somavam 3,6% a R$ 39,18. A volatilidade severa dos mercados financeiros oriunda dos desdobramentos da crise do coronavírus turbinou as receitas do primeiro trimestre da operadora de infraestrutura de mercado, que reafirmou meta de pagar aos acionistas até 150% do lucro aos acionistas em 2020. “Os altos volumes transacionados em nossos mercados, decorrentes da volatilidade intensa no trimestre, foram traduzidos em sólido desempenho financeiro e forte geração de caixa”, afirmou no relatório de resultados o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da B3, Daniel Sonder.

Visão dos analistas

O BTG Pactual destaca que os números do primeiro trimestre foram muito fortes e até agora dados para abril e meados de maio têm surpreendido positivamente, principalmente no segmento Bovespa. O banco atualizou o modelo para incluir o primeiro trimestre e os números de volume mais recentes, o que em geral leva a um aumento do EPS de 12% e 4% para 2020 e 21. Com isso, elevou o preço-alvo de R$ 48 para R$ 50 devido aos melhores números. Para os analistas, embora a B3 definitivamente não seja barato em 23x PE2021, seus grandes atributos (margens altas, baixa alavancagem financeira, fluxo de receita constante) mantêm positivos no estoque. A recomendaçao é de compra no nome. Já o UBS vê resultados alinhados com suas expectativas, com o EBITDA ajustado 8% acima da UBSe que compensou as perdas financeiras no trimestre (devido à variação do câmbio). Os pontos positivos: maior RPC dos contratos de índices de ações, receitas de financiamento melhores que o esperado, opex abaixo do esperado e taxa de imposto efetiva (devido à distribuição de IoC e hedge de câmbio). Os pontos negativos ficaram para as receitas de balcão. Os volumes já eram conhecidos e incorporados em as projeções: ADTV de ações foi de R$ 28,9 milhões no 1T20 (+ 48% no trimestre); enquanto os derivativos ADV (incluindo índices de ações) foram de 7,2 milhões (+ 17% no trimestre). O RPC diminuiu 1% no trimestre e -8% no comparativo anual.

Balanço

A receita líquida da companhia no período somou 1,9 bilhão de reais, com alta de 38,2% ano a ano, impulsionada pelo segmento de renda variável. Com isso, o despempenho operacional da B3 medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) evoluiu 61,6%, para 1,569 bilhão de reais, com a margem Ebitda disparando 12 pontos percentuais, a 82,4%. O aumento dos volumes do mercado à vista de ações compensou a frustração das expectativas de estreias de várias companhias no pregão, uma vez que a enorme volatilidade dos mercados fez mais de 30 delas a adiarem ou cancelarem seus planos de ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês). A B3 elevou a previsão de despesa de 2020 atrelada ao faturamento, da faixa de 105 a 125 milhões de reais para a de 145 a 165 milhões, mas manteve a projeção para despesas ajustadas, depreciação, amortização e investimentos, além da meta de distribuir de 120% a 150% do lucro aos acionistas.
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