Menu
Busca quarta, 20 de outubro de 2021
Blue3 - Cotações
Blue3 - Cotações Mobile
Ibovespa futuro

Após sequência de altas, Ibovespa futuro inicia a quinta em queda

04 junho 2020 - 09h27Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - O índice futuro do Ibovespa começa a sessão desta quinta-feira estável, com leve perda de 0,14% aos 92.592 pontos às 09h13, com o dólar subindo 0,45% a R$ 5,0850. Após uma sequência bastante positiva, a atração pelo risco deve diminuir em um cenário de avaliação do momento. As atenções estão voltadas para o Banco Central Europeu, que anunciou mais estímulos para os mercados, enquanto mantém as taxas referência para a política monetária inalteradas. Os protestos antirracistas em meio à reabertura da economia nos EUA seguem em segundo plano para os investidores, assim como a troca de farpas retóricas entre EUA e China. Em segundo plano nos últimos dias, as questões relacionadas à crise política ainda merecem atenção do investidor, que não pode deixar de lado questões como a aliança do governo com o Centrão e a questão do auxílio para cidadãos, estados e municípios. - Cenário Interno Concentração bancária O Banco Central divulgou nesta quinta-feira que a concentração bancária no Brasil caiu levemente em 2019, com as cinco maiores instituições — Banco do Brasil (SA:BBAS3), Itaú, Bradesco (SA:BBDC4), Caixa Econômica Federal e Santander (SA:SANB11) — detendo 81,0% dos ativos totais do segmento bancário comercial, contra 81,2% em 2018. Em seu Relatório de Economia Bancária, o BC destacou ainda que esse grupo passou a responder por 83,7% das operações de crédito no segmento, sobre 84,8% no ano anterior. Em relação aos depósitos totais, houve queda para 83,4% do total, sobre 83,8% em 2018. Covid-19 O Brasil registrou nesta quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo, um novo recorde de mortes em decorrência do coronavírus, com 1.349, e atingiu o total de 32.548 óbitos, informou o Ministério da Saúde. Os novos casos somaram 28.633, elevando o acumulado para 584.016. O Brasil é o segundo país com maior número de casos de coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que contam com cerca de 1,8 milhão de infecções, segundo contagem da Reuters. Além disso, é o quarto com maior número de mortes em decorrência da Covid-19, abaixo somente dos EUA, Reino Unido e Itália —mas deve superar os italianos, que possuem 33.601 óbitos, nos próximos dias, já que no país europeu a pandemia está e forte desaceleração. Emissão no exterior O Tesouro Nacional emitiu 3,5 bilhões de dólares no mercado externo nesta quarta-feira, sua primeira incursão do tipo desde novembro e que contou com forte demanda, levando as taxas de retorno para baixo do inicialmente estimado. Foram emitidos dois papéis novos: 1,25 bilhão de dólares em títulos de cinco anos, com vencimento em 2025 (Global 2025) e taxa de retorno de 3%, e 2,25 bilhões de dólares em papéis de 10 anos, com vencimento em 2030 (Global 2030) e retorno de 4%. As indicações iniciais para as tranches eram de retorno de 3,5% e de 4,6%, respectivamente, segundo o IFR, serviço de informações financeiras da Refinitiv, mas a forte demanda pelos títulos levou as taxas para baixo. À noite, o Tesouro informou que o Global 2025 foi emitido com cupom de juros de 2,875% ao ano e um spread de 263,1 pontos-base acima da Treasury, título do Tesouro norte-americano, além de preço de 99,425% do seu valor de face. Já o Global 2030 saiu com cupom de juros de 3,875% ao ano, spread de 324,3 pontos-base acima da Treasury e preço de 98,977% do seu valor de face. - Cenário Externo BCE O Banco Central Europeu anunciou na quinta-feira que aumentará o tamanho do seu principal programa de compra de bônus de combate à pandemia em 600 bilhões (US$ 672 bilhões), aumentando seus esforços para apoiar uma economia da zona do euro que deverá encolher em mais de 8% este ano. O BCE também disse, após sua reunião regular do conselho, que estenderá as compras no âmbito do Programa de Compra de Emergência Pandêmica até junho do próximo ano. A autoridade monetária da zona manteve suas principais taxas de juros, como esperado. China O comércio da China ainda enfrenta muitas incertezas e fatores de instabilidade, disse o Ministério do Comércio nesta quinta-feira, quando questionado se as críticas do Ocidente à resposta de Pequim ao surto de coronavírus prejudicará seus laços econômicos. “O lado chinês tem se oposto de forma persistente à politização das questões econômicas e de comércio”, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, em entrevista online. Ele disse que o ministério está monitorando de perto e estudando a situação em relação ao comércio, mas não deu detalhes Zona do euro As vendas no varejo da zona do euro caíram a um novo recorde em abril, mas não com tanta força como esperado, com quedas em quase todos os itens, incluindo alimentos e bebidas, durante um mês inteiros de restrições devido ao coronavírus. As vendas nos 19 países que usam o euro caíram 11,7% em abril sobre março e 19,6% na comparação anual, informou a agência de estatísticas Eurostat nesta quinta-feira.As expectativas do mercado eram de recuo de 15,0% e 22,3% respectivamente, de acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas. O declínio mensal foi o mais acentuado desde que a Eurostat iniciou a coleta de dados em 1999, depois de recuo de 11,1 em março.  A leitura anual, que antes de março não era negativa desde o final de 2013, foi a mais fraca já registrada nos dados iniciados em 2000. BOLSAS INTERNACIONAIS Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,36%, a 22.695 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,17%, a 24.366 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,14%, a 2.919 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,04%, a 3.982 pontos. A quinta-feira é positiva para os principais índices acionários da Europa. Em Frankfurt, o DAX registra alta de 0,44% aos 12.541pontos, com o FTSE, de Londres, avança 0,22% aos 6.395 pontos. Já em Paris, o CAC soma 0,43% a R$ 5.044 pontos. Em Nova York, o contrato Dow Jones 30 Futuros caía 48 pontos ou 0,18%, enquanto o S&P 500 Futuros perdia 0,36% e o contrato futuro do Nasdaq 100 caía 0,1%. COMMODITIES A jornada desta quinta-feira foi marcada por um importante movimento negativo nos preços dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade de Dalian, na China. O ativo com o maior volume de operações, com data de vencimento para o mês de setembro deste ano, perdeu 2,12% aos 737,00 iuanes por tonelada, o que representa queda de 16 iuanes em relação aos 753 iuanes de liquidação da véspera. Na mesma direção, a sessão teve movimento de recuo para as cotações dos papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na bolsa de mercadorias da cidade de Xangai, também na China. Assim, o contrato de maior liquidez, com entrega para o outubro de 2020, apresentou reco de 34 iuanes para um total de 3.606 iuanes por cada tonelada do produto. Já o de janeiro de 2021, segundo mais procurado, caiu 28 iuanes, para 3.430 iuanes para cada tonelada do produto. O barril do petróleo também tem movimento negativo nesta quinta-feira. O tipo Brent, referência negociada em Londres, recua 0,63%, ou US$ 0,25, para US$ 39,56. Já em Nova York, o WTI registra perdas de 1,23%, ou US$ 0,48, a US$ 36,79. MERCADO CORPORATIVO - Via Varejo (SA:VVAR3) O conselho de administração da Via Varejo aprovou na quarta-feira oferta de até 297 milhões de ações, com distribuição primária e esforços restritos, que deve ser precificada em 15 de junho. A operação consiste na oferta pública primária de, inicialmente, 220 milhões de papéis, que pode ser acrescida em 35% (77 milhões ações) para atender eventual excesso de demanda, de acordo com o fato relevante disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira. Considerando o preço de fechamento da ação da dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio na véspera, de 13,48 reais, a oferta equivale a cerca de 4 bilhões de reais, se considerada a colocação do lote de ações adicionais. A Via Varejo disse que os recursos líquidos com a operação serão destinados a investimentos em tecnologia e logística, inovação e desenvolvimento, bem como otimização da estrutura de capital da companhia, incluindo reforço de capital de giro. A oferta tem como coordenadores Bradesco BBI, BTG Pactual (SA:BPAC11), BB Investimentos, Bank of America, Santander, Safra e XP Investimentos. - Petrobras (SA:PETR4) A Petrobras informou que concluiu na quarta-feira uma emissão de 3,25 bilhões de dólares em títulos no mercado internacional, segundo comunicado da companhia. A operação envolveu 1,5 bilhão de dólares em títulos com vencimento em 2031 e 1,75 bilhão de dólares com vencimento em 2050. O rendimento para o investidor será de 5,6% ao ano para os títulos com vencimento em 2031 e de 6,9% ao ano para os que vencem em 2050. A Petrobras disse que os recursos levantados serão utilizados para "propósitos corporativos gerais", sem detalhar. - CSN (SA:CSNA3) A agência de classificação de risco Moody’s mudou, de estável para negativa, a perspectiva do rating da CSN, argumentando que os riscos de crédito da siderúrgica seguirão elevados diante da baixa demanda por aço. “A alteração da perspectiva dos ratings da CSN reflete a expectativa de que o risco de refinanciamento da empresa seguirá elevado nos próximos 12 a 18 meses apesar dos esforços recentes para rolar os vencimentos da dívida de 2020, e de que as métricas de crédito seguirão fracas como consequência da queda acentuada na demanda de aço no Brasil”, afirmou a Moody’s. Para a instituição, a disseminação do coronavírus, a deterioração da perspectiva econômica global, a queda dos preços de petróleo e o declínio dos preços de ativos estão criando efeitos combinados sem precedentes. “A CSN continuará dependendo de eventos de liquidez externos para poder reduzir seus níveis de endividamento e risco de refinanciamento de forma mais estrutural e significativa”, afirmou a agência. - B3 A B3 anunciou nesta quarta-feira que passou a classificar como perda possível o caso de uma multa imposta pela Receita Federal referente a ágio, para fins fiscais, na fusão BM&F e Bovespa, que deu origem à companhia em 2007. O cálculo usado para contabilizar o ágio da operação tem sido alvo de disputa há cerca de uma década entre a B3 e a Receita, que aplicou diversas multas na companhia desde então. Inicialmente, a B3 alegava que as chances de ser derrotada no caso eram remotas, razão pela qual não fez provisões. “Após a avaliação, em conjunto com os seus assessores legais, da sentença desfavorável em primeira instância na ação anulatória (...) a B3 passará a atribuir risco de perda possível aos referidos processos em suas demonstrações financeiras”, afirmou a companhia em fato relevante. A empresa, porém, reforçou que não implicará em provisão contábil dos valores das multas. “A B3 reafirma seu entendimento de que o ágio foi constituído regularmente, em estrita conformidade com a legislação fiscal, e informa que já opôs embargos de declaração à sentença”, acrescenta o documento. Os autos de infração aplicados pela Receita que versam sobre Imposto de Renda Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), multas e juros somam vários bilhões de reais. - JBS (SA:JBSS3) A Justiça do Trabalho em Santa Catarina concedeu liminar que obriga a JBS a recontratar funcionários indígenas que foram demitidos de uma de suas fábricas no mês passado, segundo decisão obtida pela Reuters. Na decisão, o juiz do Trabalho Adilton Detoni afirmou que as “demissões são discriminatórias, devendo ser promovida a reintegração dos demitidos”. A JBS não comentou o assunto. A empresa demitiu os 40 funcionários indígenas da fábrica de Seara (SC), “pela impossibilidade de manutenção do transporte entre a comunidade da Aldeia Terra Serrinha e a fábrica” gerada pelo aumento do custo provocado pelas medidas sanitárias após a epidemia de Covid-19, segundo consta da decisão. - Acordo Comercial – Brasil e Estados Unidos O Comitê de Assuntos Tributários (“Ways and Means”) da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos disse nesta quarta-feira que se opôs ao plano do governo Trump de expandir os laços econômicos com o Brasil, sob a liderança do presidente Jair Bolsonaro, dado seu histórico no que diz respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente. O presidente do Comitê, Richard Neal, e seus colegas democratas no Comitê afirmaram, por meio de uma carta ao representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, que o governo Bolsonaro vem mostrando “uma total desconsideração pelos direitos humanos básicos”. “Nós nos opomos fortemente a buscar qualquer tipo de acordo comercial com o governo Bolsonaro no Brasil. O aprimoramento do relacionamento econômico entre os EUA e o Brasil, neste momento, iria minar os esforços dos defensores dos direitos humanos, trabalhistas e ambientais brasileiros para promover o estado de direito e proteger e preservar comunidades marginalizadas”, escreveram eles. AGENDA DE AUTORIDADES - Jair Bolsonaro O presidente da República tem como único compromisso oficial desta quinta-feira reunião com os ministros Braga Netto, (Casa Civil); André Luiz de Almeida (Justiça e Segurança Pública); Fernando Azevedo (Defesa); Ernesto Araújo (Relações Exteriores); Jorge Antonio de Oliveira (Secretaria-Geral); Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo); Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional); e José Levi Mello do Amaral Júnior (Advogado-Geral da União). - Paulo Guedes - Videoconferência - Reunião do Conselho Nacional de Política Energética; - Reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto; - Reunião com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. *Com contribuição de Reuters
Dicas valiosas sobre investimentos e notícias atualizadas,
cadastre-se em nossa NEWSLETTER!

ou fale com a SpaceMoney: 

Baixe nosso app: