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Alta da bolsa reflete queda dos juros, diz gestor; ganhos futuros vão depender do crescimento da economia

15 maio 2019 - 09h14Por Angelo Pavini
A maior parte da alta do Índice Bovespa nos últimos anos é fruto de uma reavaliação dos preços das ações diante de uma taxa de juros mais baixa, e não de uma melhora efetiva da economia do país e das empresas, afirma Pedro Maia, sócio diretor do Banco BTG Pactual e responsável pela estratégia do fundo de ações Absoluto. Segundo ele, a continuidade da alta vai depender agora da aprovação da reforma da Previdência e, mais que isso, da retomada do crescimento da economia brasileira, que não será tão acelerada. Maia define a aprovação da reforma da Previdência como a continuidade do processo de ajuste iniciado em 2015 que tirou o país do caminho do precipício. Esse processo permitiu a queda dos juros da economia e, com juros menores, o valor das ações sobe. “Com a taxa de desconto usada para calcular o valor presente das empresas menor, o desconto é menor e o preço das ações hoje sobe”, explicou, durante o 21º Fórum de Investimentos Luz Previdência. Segundo Maia, 80% do ganho das ações foi motivado pelo ajuste dos preços à nova taxa de desconto mais baixa. Daqui para frente, o gestor diz que não sabe o vai acontecer com a bolsa. Mas provavelmente os preços não vão mais refletir esse ajuste dos juros, pois não há muito mais espaço para reduções significativas da taxa. A alta das ações deve depender mais agora do crescimento da economia brasileira, que deve enfrentar alguns desafios. O primeiro é o fato de a reforma da Previdência, assim como outros relativos ao ajuste fiscal, é contracionista, ao cortar os gastos do governo, reduzindo uma parte da demanda da economia, que já anda fraca pelo desemprego elevado. As empresas também têm capacidade ociosa elevada, e não vão precisar investir para aumentar a produção, o que reduz outro motor do crescimento econômico. “Não vamos ter uma taxa de investimento muito grande”, diz. Assim, a retomada do crescimento após a aprovação da reforma da Previdência não vai ser tão forte, o que pode até ser bom para evitar pressões inflacionárias, afirma Maia. “Mas o que fez a bolsa subir nos últimos três anos não estará mais aí, que é a queda dos juros”, explica. O investimento em ações terá assim de acompanhar o desempenho das empresas e seu lucro. “Isso elimina aquela pergunta que sempre ouvimos, se é hora de entrar na bolsa”, diz. O post Alta da bolsa reflete queda dos juros, diz gestor; ganhos futuros vão depender do crescimento da economia apareceu primeiro em Arena do Pavini.
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