sábado, 04 de dezembro de 2021
btg cai

BTG despenca após acusação de vazamento de alterações na Selic

03 outubro 2019 - 13h00Por Investing.com
Investing.com - O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) e da Polícia Federal realizam um mandado de busca e apreensão na sede do banco BTG Pactual (SA:BPAC11) em São Paulo. Batizada de Estrela Cadente e baseada na delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, a operação investiga vazamento de resultados do Comitê de Política Monetária (Copom) entre 2010 e 2012. O vazamento envolveria fundos do BTG. As informações são do jornal O Globo. As ações do BTG Pactual (SA:BPAC11) chegaram a desabar mais de 10% no Ibovespa após a divulgação da notícia. Às 11:41, as ações da instituição financeira são negociadas a R$ 52,01, queda de 7,59%

A operação Estrela Cadente

O MPF-SP apura fornecimento de informações sigilosas relacionadas à variação na taxa básica de juros - Selic - após as reuniões do Copom. As informações seriam repassadas pela cúpula do Ministério da Fazenda e do Banco Central para um fundo de investimento administrado pelo BTG Pactual (SA:BPAC11), que teria tido ganhos extraordinários com o vazamento. São investigadas pelos procuradores e policiais possíveis práticas de corrupção passiva, corrupção ativa, informação privilegiada e lavagem de dinheiro.

Segunda operação em menos de dois meses

No dia 23 de agosto, o BTG (BPAC11) foi alvo de outra operação da Polícia Federal, também baseada no acordo de delação premiada de Antonio Palocci. O objetivo era identificar os beneficiários da planilha "Programa Especial Italiano", como eram chamadas pelo setor de propinas da construtora Odebrecht as entregas de valores ilícitos a autoridades. A delação de Palocci já foi homologada pelo ministro do STF Edson Fachin, que fatiou as informações e as enviou para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba para facilitar medidas investigativas. Na época, foram cumpridos manados de busca e apreensão na casa de André Esteves, sócio do banco, e também na casa de Maria da Graça Foster, ex-presidente da Petrobras (PETR4) no governo Dilma Rousseff.
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