Menu
Busca sexta, 17 de setembro de 2021
Blue3 - Cotações
Blue3 - Cotações Mobile
ibovespa futuros

Perdas com balanços e tensões EUA-China derrubam Ibovespa Futuros

15 maio 2020 - 09h36Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - A extensão do banimento da empresa chinesa de telecomunicações Huawei de operar nos EUA até 2021 por decreto presidencial adicionou sentimento de aversão a risco nos mercados em dia de cautela com enxurrada de divulgação de indicadores econômicos sombrios que vão mostrar a intensidade da crise econômica provocada por medidas de combate à pandemia de coronavírus. Com isso, a sessão desta sexta-feira começa com queda de 0,55% aos 79.018 pontos para Ibovespa futuro às 09h19, com o dólar somando 1,00% a R$ 5,8664. Futuros de Nova York apresentam baixa de mais de 1%. Investidores já repercutem dados de atividade da China e zona do euro, divulgados no início da manhã pelo horário de Brasília. Indicadores da economia americana, como produção industrial e vendas do varejo, devem mostrar extensão da crise nos Estados Unidos. Por aqui, além de todo aspecto da econômico, a política segue no radar. Além disso, a temporada de balanços pode pesar negativamente depois de resultados com prejuízos bilionários no primeiro trimestre do ano de empresas como Petrobras, JBS, Suzano e CSN.

- Cenário Interno

Auxílio a Estados O Ministério da Economia quer mais um veto no projeto de ajuda a Estados e municípios, citando o risco de o Brasil ser considerado um país em default caso prevaleça trecho do texto que impede a União de executar garantias e contragarantias em 2020 caso a renegociação de dívidas dos entes regionais com bancos seja inviabilizada por culpa das instituições. Em notas divulgadas à imprensa nesta quinta-feira, técnicos da pasta argumentaram que o trecho produz um cenário em que a União, como garantidora dos contratos dos entes subnacionais, não honraria a garantia dos seus compromissos junto aos credores no país e fora dele. Articulação O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conversou nesta quinta-feira com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto e defendeu que seja retomado o diálogo entre os Poderes e em todas as esferas da administração na busca de uma solução para a crise do coronavírus. A relação de Maia e Bolsonaro vinha enfrentando um estremecimento, com duros ataques do presidente da República ao deputado, tendo como pano de fundo a disputa pelo apoio do grupo político conhecido como “centrão”. “Acho que o diálogo e a construção de caminhos em conjunto geram uma maior esperança dos brasileiros nesse momento”, disse Maia a jornalistas após o encontro com Bolsonaro.

- Cenário Externo

China – Produção Industrial A produção industrial da China aumentou pela primeira vez neste ano conforme o país ressurge lentamente das paralisações devido ao coronavírus, embora o consumo tenha permanecido fraco em meio às perdas de emprego. A produção industrial cresceu 3,9% em abril sobre o ano anterior, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, contra expectativa de alta de 1,5% em pesquisa da Reuters e queda de 1,1% em março. Após meses de isolamento, a China está reabrindo sua economia uma vez que o surto fica sob controle. A produção de petróleo, carvão, metais e eletricidade aumentou depois que as fábricas retomaram as operações em abril. China – Banco Central O banco central da China manteve inesperadamente a taxa de juros de seu financiamento de médio prazo para instituições financeiras nesta sexta-feira, mesmo depois que as autoridades aceleraram recentemente o ritmo de flexibilização monetária para combater a pior desaceleração econômica em décadas. O Banco do Povo da China disse que manteve a taxa da ferramenta de empréstimos a médio prazo de um ano (MLF, na sigla em inglês) para instituições financeiras CNMLF1YRRP=PBOC em 2,95%, inalterada em relação às operações anteriores. A taxa de juros já está em seu nível mais baixo desde que a ferramenta de liquidez foi introduzida em setembro de 2014. Zona do Euro A economia da zona do euro teve no primeiro trimestre a contração mais intensa já registrada em relação aos três meses anteriores, como esperado pelos mercados, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira que mostraram o resultado das paralisações devido ao coronavírus. A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que a estimativa preliminar para o Produto Interno Bruto dos 19 países que usam o euro foi de contração de 3,8% na comparação trimestral e de 3,2% ante o ano anterior, como esperado por economistas. A Eurostat informou que essa foi a queda mais forte desde que os registros começaram em 1995. Na base anual, o declínio foi o mais acentuado desde o terceiro trimestre de 2009. A França registrou a contração trimestral mais forte, de 5,8%, seguida dos recuos de 5,4% da Eslováquia e de 5,2% da Espanha. A produção da Itália encolheu 4,7% no trimestre, entrando oficialmente em recessão após recuo de 0,1% no último trimestre de 2019. A Alemanha, maior economia da zona do euro, teve contração do PIB de 2,2% no período.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,62%, a 20.037 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,14%, a 23.797 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,07%, a 2.868 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,32%, a 3.912 pontos A sexta-feira mostra-se positiva para os principais mercados de ações da Europa, com o DAX, de Frankfurt, avançando 0,84% aos 10.424 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE soma 0,55% aos 5.772 pontos. Já em Paris, o CAC recua 0,02% aos 4.272 pontos.

COMMODITIES

A jornada desta sexta-feira foi marcada por uma nova importante valorização nos preços dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de operações, com data de vencimento para setembro deste ano, somou 3,33% a 668,00 iuanes por tonelada, renovando o recorde. O total representa um avanço de 21,50 iuanes em relação ao valor de liquidação da véspera, que foi de 646,50 iuanes por tonelada. No mesmo sentido, mas em menor intensidade, a sessão também teve valorização para as cotações futuras dos papéis do vergalhão de aço, que são transacionados na bolsa de mercadorias de Xangai, também na China. O contrato com mais liquidez, e entrega no mês de outubro deste ano, somou 7 iuanes para 3.464 iuanes por tonelada. Já o de setembro, segundo mais operado, também avançou 7 iuanes para 3.541 iuanes por tonelada. O barril do petróleo registra ganhos nesta sexta-feira nos principais mercados. O barril do tipo Brent, de Londres, soma 1,96%, ou US$ 0,61, a US$ 31,74. Já em Nova York, o WTI avança 2,10%, ou US$ 0,57, a US$ 28,13.

MERCADO CORPORATIVO

- Petrobras (SA:PETR4) A Petrobras teve prejuízo líquido de 48,5 bilhões de reais no primeiro trimestre, após grande baixa contábil devido a uma revisão das premissas de longo prazo para o petróleo Brent, registrando uma perda muito maior que os quase 37 bilhões de reais do quarto trimestre de 2015, quando a companhia ainda se recuperava das denúncias de corrupção da Lava Jato. Também em 2015 pesaram nos resultados da companhia baixas contábeis de dezenas de bilhões de reais relacionadas ao declínio dos preços do petróleo e à perda do grau de investimento naquele ano. No primeiro trimestre deste ano, a empresa lançou uma baixa contábil de 65,3 bilhões de reais ao reavaliar ativos principalmente de exploração e produção, considerando preços mais baixos do petróleo, devido a uma crise global causada pela pandemia do novo coronavírus, que reduziu a demanda pela commodity. “Estamos assumindo agora que o preço do Brent de longo prazo será em média 50 dólares/barril, contra 65 dólares/barril anteriormente”, afirmou a Petrobras, em seu balanço financeiro trimestral, que projeta o valor médio neste ano de 25 dólares/barril. - JBS (SA:JBSS3) A JBS passou de lucro para prejuízo no primeiro trimestre, uma vez que a forte valorização do dólar atingiu em cheio a linha financeira da companhia, o aumento da receita a despeito dos primeiros impactos do coronavírus. A companhia de carnes anunciou nesta quinta-feira que teve prejuízo de 5,9 bilhões de reais entre janeiro e março, ante lucro de 1,09 bilhão de reais um ano antes. Essa variação foi ditada sobretudo pelo resultado negativo de 8,2 bilhões de reais na linha “variações cambiais ativas e passivas”, que também tinha ficado no vermelho, mas em apenas 172 milhões de reais um ano antes. No plano operacional, a receita líquida da JBS somou 56,5 bilhões, alta de 27,3%, com crescimento em todas as linhas de negócios no comparativo anual, com destaque para JBS USA Beef (+21,8%), Pilgrim’s Pride (+33,5%), ambas impactadas pela variação cambial, e Seara (+39%). - Localiza (SA:RENT3) A Localiza divulgou nesta quinta-feira aumento no lucro líquido do primeiro trimestre, desempenho que não registrou impacto completo do fechamento de lojas e restrições à circulação geradas pela epidemia de Covid-19 no final de março. A companhia teve lucro líquido de 231 milhões de reais no trimestre, alta de 9,5% sobre o desempenho de um ano antes puxada principalmente pelo forte desempenho do período anterior às medidas de quarentena adotadas em vários Estados do país. A empresa informou em fato relevante que a tarifa diária média por carro caiu de 69,22 reais O resultado medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Localiza no trimestre subiu 17,6% na comparação anual, para 632,7 milhões de reais. - Fleury (SA:FLRY3) A rede de clínicas de medicina diagnóstica Fleury teve queda no lucro do primeiro trimestre, já acusando os primeiros efeitos da pandemia do coronavírus, embora tenha alertado para grandes oportunidades de ganho de receita e de produtividade com a regulamentação da telemedicina. A companhia anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de 58,7 milhões de reais entre janeiro e março, queda de 36,6% ante mesma etapa de 2019. O resultado também veio abaixo da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de 72,65 milhões de reais para o período. A receita líquida do período até cresceu 1,9% ano a ano, para 713,9 milhões de reais, mas em ritmo inferior ao das despesas operacionais, de 9,7%, para 78,9 milhões de reais.

- CPFL

A CPFL Energia (SA:CPFE3) anunciou lucro líquido de 904 milhões de reais no primeiro trimestre, crescimento de 58,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o indicador de geração de caixa (Ebitda) subiu 10,8% para cerca de 1,7 bilhão de reais. Em relatório na noite de quinta-feira, a companhia que atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição, comercialização e serviços de energia, disse que colaborou com o lucro, além do bom desempenho do Ebitda, “o ganho registrado no resultado financeiro em função da marcação a mercado de dívidas”. A dívida líquida da empresa, a segunda maior distribuidora do Brasil em volume de energia vendida, somou 15,1 bilhões de reais (+1,4% ante o mesmo período do ano passado) e alavancagem atingiu 2,21 vezes dívida líquida/Ebitda (-18,3%). As vendas de energia elétrica da empresa, controlada pela chinesa State Grid (maior empresa de energia elétrica do mundo), totalizaram 17.442 GWh, uma redução de 1,6%.

- TAESA

A transmissora de energia Taesa (SA:TAEE11) registrou lucro líquido de 364,2 milhões de reais no primeiro trimestre de 2020, avanço de 128,2% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira. A empresa afirmou que o resultado foi impulsionado pelos maiores investimentos e pelo aumento dos índices de inflação, destacando o balanço como “sólido” em meio à crise causada pela pandemia de coronavírus. Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da transmissora no primeiro trimestre foram de 312,7 milhões de reais, crescimento de 0,6% no ano a ano.

- CSN (SA:CSNA3)

A CSN divulgou nesta quinta-feira prejuízo abaixo do esperado pelo mercado para o primeiro trimestre, embora o resultado tenha mostrado quedas nas vendas de aço e minério de ferro na comparação anual, impactadas pelos efeitos da pandemia de coronavírus. A companhia teve prejuízo líquido de 1,3 bilhão de reais ante lucro de 87 milhões em igual etapa de 2019. Analistas, em média, esperavam prejuízo de 2,8 bilhões de reais, segundo dados da Refinitiv. A empresa também que reduziu sua projeção de investimento este ano em 39%, de 1,8 bilhão para 1,1 bilhão de reais. A CSN teve um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 1,33 bilhão de reais, queda de 23% na comparação anual e abaixo dos 1,47 bilhão de reais esperados, em média, por analistas, segundo a Refinitiv.

- B3

A volatilidade severa dos mercados financeiros oriunda dos desdobramentos da crise do coronavírus turbinou as receitas do primeiro trimestre da B3 , que reafirmou meta de pagar aos acionistas até 150% do lucro aos acionistas em 2020. A operadora de infraestrutura de mercado anunciou nesta quinta-feira que seu lucro da janeiro a março somou 1,025 bilhão de reais, um salto de 69,1% ante mesma etapa de 2019. Em termos recorrentes, o lucro de 1,157 bilhão de reais foi 57% maior. “Os altos volumes transacionados em nossos mercados, decorrentes da volatilidade intensa no trimestre, foram traduzidos em sólido desempenho financeiro e forte geração de caixa”, afirmou no relatório de resultados o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da B3, Daniel Sonder.

- CCR (SA:CCRO3)

A CCR está postergando alguns investimentos inicialmente previstos para este ano e planeja pedir aditivos a contratos de concessão para compensar as perdas oriundas da crise provocada do coronavírus. Devido às medidas de isolamento social para conter a Covid-19, doença causada pelo vírus, a companhia disse na semana passada que no começo de maio teve queda de cerca de 20% em algumas das principais rodovias que administra no país. Nas concessões de mobilidade urbana a queda na movimentação de passageiros foi 74% menor e nas concessões de aeroportos, as quedas comparativas foram de 96,8%. “Entendemos que a situação atual pode ser classificada como de força maior, o que permite aditivo aos contratos de concessão”, disse à Reuters nesta quinta-feira o gestor de relações com investidores da CCR, Marcus Vinícius Vieira. “Será objetivo de pleito nosso.”

- Suzano (SA:SUZB3)

A Suzano teve prejuízo líquido de 13,4 bilhões de reais no primeiro trimestre, afetada pelo forte impacto da desvalorização do real contra o dólar na dívida em moeda estrangeira do grupo, informou a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo nesta quinta-feira. A linha de variação cambial da Suzano foi negativa em 12,4 bilhões de reais em meio à valorização de 29% do dólar ante o real do período. A companhia frisou que o impacto sobre o resultado terá “efeito caixa somente nos respectivos vencimentos” da dívida de empresa. Além disso, a empresa apurou resultado de operações com derivativos negativo de cerca de 9 bilhões de reais, também afetado pelo câmbio.

- Energisa (SA:ENGI4)

A elétrica Energisa registrou lucro líquido de 518,7 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 351,7% em relação a igual período do ano anterior, informou a empresa nesta quinta-feira. Segundo comunicado da Energisa, o resultado foi impactado positivamente pelo registro contábil de 440,5 milhões de reais da marcação a mercado do bônus de subscrição atrelado à 7ª emissão da companhia. No trimestre, os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa foram de 929 milhões de reais, alta de 2,7% na comparação anual. A Energisa destacou que teve um avanço de mercado acima da média do consumo nacional, mas que a pandemia de coronavírus alterou a tendência de crescimento a partir da segunda quinzena de março.

- Cyrela (SA:CYRE3)

A Cyrela teve lucro líquido de 28 milhões de reais no primeiro trimestre, uma queda ante os 48 milhões de reais em resultado positivo obtido no mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira. A empresa registrou geração de caixa de 13 milhões de reais, também forte queda em relação aos 150 milhões de um ano antes. O resultado foi apoiado por entrada de 28 milhões de reais em recursos gerados por venda de ações da rival Tecnisa (SA:TCSA3). A companhia afirmou que não espera pressões no caixa para os próximos 12 meses, tendo encerrado o primeiro trimestre com 1,67 bilhão de reais em liquidez.

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro O presidente começa a sexta-feira recebendo André Luiz de Almeida, Ministro da Justiça e Segurança Pública; e Jorge Antonio de Oliveira, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral. Em seguida, participa do lançamento da Campanha de Conscientização e Enfrentamento à Violência Doméstica. Na parte da tarde, se reúne com o ministro da Educação, Abraham Weintraub e, em seguida, com Fernando Azevedo (Defesa). - Paulo Guedes - Reunião com representantes do Banco Central do Brasil; - Videoconferência com secretários do Ministério da Economia. *Com contribuição de Reuters
Dicas valiosas sobre investimentos e notícias atualizadas,
cadastre-se em nossa NEWSLETTER!

ou fale com a SpaceMoney: 

Baixe nosso app: