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Como conseguir empréstimo

5 dicas para conseguir um empréstimo em meio à pandemia

11 maio 2020 - 18h01Por Carolina Unzelte
Sabemos que o ideal é não precisar de crédito — mas, em momentos atípicos, ele pode ser necessário para fechar as contas no final do mês. Com a pandemia afetando postos de trabalho e salários, quase 40% dos trabalhadores CLT pretendiam contratar um empréstimo nos próximos meses, segundo pesquisa do GuiaBolso de abril.  Para ajudar você neste processo, preparamos essa SpaceDica especial para usar este recurso da melhor maneira possível e com planejamento financeiro. 

1. Avalie a necessidade

O primeiro passo é entender se o crédito pessoal é a única saíde. E, para isso, a ponta do lápis é essencial, aconselha Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil. "Apesar de não ter linhas de crédito especiais para pessoa física durante a crise, como há para empresas, algumas contas, como impostos, estão sendo postergadas em certos estados", diz.  Compilar gastos é importante também caso o empréstimo se mostre necessário, como explica a planejadora financeira Myrian Lund, da Planejar. "Pelo menos pelos próximos 3 meses, é necessário ter uma ideia dos gastos", diz. Assim, é possível perceber quando vai faltar dinheiro e ir com antecedência à instituição financeira, com tempo para negociar. 

2. Fuja do caminho mais fácil

Cartão de crédito, empréstimo pré-aprovado: as modalidades que oferecem dinheiro rapidamente são as mais caras, explica Myrian. O que mais importa é prestar atenção à taxa de juros oferecida, para evitar acumular uma dívida muito maior do que o capital emprestado.  "Se você está pensando em parcelar a conta do cartão, pode ser que valha mais a pena pegar crédito para pagá-la de uma vez", diz a planejadora financeira. "Mesmo que seja no mesmo banco, um empréstimo negociado com o gerente traz mais vantagens". 

 3. Barganhe

Uma dica prática para começar a negociar é um bom começo com o agente financeiro. O primeiro a informar é quanto dinheiro você precisa e como vai pagar: quantas prestações, quanto tempo de carência deseja e todos os detalhes. "Eles podem ser revistos em caso de continuidade de dificuldades", diz Miryan Lund. "Mas é importante ser sincero".  Também justifique a razão pela qual o crédito é necessário. Por último, explique como pretende pagar o empréstimo. "Isso ajuda a demandar com argumentos, tornando mais fácil negociar a taxa", conta a especialista. 

4. Atente-se aos números

O primeiro deles é, claro, a taxa de juros, que, razoavelmente, giram entre 2% e 3%, afirma Lund. "Bancos digitais e agências de microcrédito estão ávidos por ocupar o mercado", lembra Pellizzaro. "Assim, eles têm linhas de crédito com juros mais atrativos".  Outro número importante nesse processo é a sua pontuação no Serasa, que informa sua capacidade como pagador. Variando até 1000, o razoável é que ela esteja acima de 600, para que você consiga não apenas o empréstimo, mas negociar suas condições.

5. Renegocie

"O crédito é um remédio que você pode precisar sempre, por isso é importante não cair na inadimplência", alerta o presidente do SPC. Caso você perceba que não vai conseguir honrar as parcelas, é melhor repactuar: exponha suas dificuldades e negocie a margem de carência, recomenda Pellizzaro. Além de comprometer a possibilidade de outros empréstimos por algum tempo, cair na inadimplência é ainda mais graves em casos em que há prestação de garantia, com imóvel, por exemplo. "Na hora do desespero, as pessoas cedem, mas esse tipo de empréstimo exige muito cuidado", diz Myrian Lund. "Só opte por isso se tiver certeza de que consegue pagar".
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