quarta, 22 de maio de 2024
Ações

SLC Agrícola (SLCE3) rebate acusações contidas em relatório da ONG Earthsight

As acusações de desmatamento em uma área da Fazenda Palmares, na Bahia, na visão da SLC Agrícola, são "equivocadas"

12 abril 2024 - 20h02Por Lucas de Andrade
SLCSLC

Nesta sexta-feira (12), a SLC Agrícola (SLCE3) rebateu acusações contidas em um relatório da ONG britânica Earthsight, intitulado “Fashion Crimes” (Crimes na Moda), com investigações sobre casos de desmatamento e grilagem na região do Cerrado. 

Em comunicado, a empresa reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável em seu negócio e na sociedade em geral. 

Esclareceu que a área no Estado da Bahia, região de Capão Modesto, relacionada ao caso de conflito de posse, refere-se à reserva legal de uma área que operamos como arrendatários e está situada a quarenta quilômetros de distância das operações desenvolvidas pela companhia.

As áreas de reserva legal e preservação permanente não fazem parte do escopo do contrato de arrendamento, de acordo com a SLC Agrícola, e, portanto, são de responsabilidade do proprietário sua manutenção e preservação.

“Quando arrendamos a área, avaliamos que a documentação do imóvel estava adequada junto ao cartório de registro de imóveis, bem como a regularidade para o fim que a área se propõe como compensação de reserva legal (condição que se mantem até o presente)”, declarou a companhia, em comunicado.

As acusações de desmatamento em uma área da Fazenda Palmares, na Bahia, na visão da SLC Agrícola, são “equivocadas“.

“A empresa demonstrou por meio de mapas, enviados à Earthsight, que a área foi afetada por incêndio em 2022. Além disso, a empresa evidenciou, com esses mapas, que a área está em plena recomposição de sua mata nativa e biodiversidade, pois a legislação brasileira não permite o plantio em área de reserva legal”, detalhou.

A SLC Agrícola reforçou que todas as conversões de áreas com vegetação nativa foram realizadas dentro dos limites legais e que segue as determinações dos órgãos ambientais Estaduais e Federais.

Com relação às multas que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) teria aplicado à companhia por possíveis desmatamentos, a SLC Agrícola informa que recorreu de todas as autuações administrativamente, com fortes argumentos e documentos que contestam os motivos alegados.

As multas estão em tramitação, sem julgamento definitivo até o momento. 

A empresa diz seguir valores e princípios claros, cumpridos por toda a equipe, da direção aos colaboradores mais recentes. “Por isso, mais uma vez, condenamos afirmações infundadas que buscam prejudicar a reputação e o histórico de sucesso da agricultura brasileira e da SLC Agrícola”, concluiu.