sábado, 02 de julho de 2022
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Avaliação

XP: 76% dos resultados dos balanços do terceiro trimestre vieram acima das expectativas até agora

Empresas dos setores de agro, alimentos e bebidas, financeiro, imobiliário, saúde, transporte e logística e bens de capital reportaram lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização acima das projeções

08 novembro 2021 - 11h00Por Redação SpaceMoney
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A divulgação dos resultados das empresas listadas na Bolsa referentes ao terceiro trimestre deste ano começou na semana do dia 22 de outubro. Até agora, 60% dessas companhias já reportaram seus resultados.

De acordo com relatório da XP produzido por Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head do Research, e Jennie Li, estrategista de Ações, os resultados do período podem ser classificados como sólidos até agora.

76% das empresas reportaram lucros operacionais (Ebitda) acima do esperado, 5% foram em linha, e os 19% restantes abaixo do estimado pela corretora.

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Quanto à receita, 67% das empresas superaram as expectativas da XP, 24% foram em linha e 10% vieram abaixo.

Quanto aos setores, empresas de Agro, Alimentos e Bebidas, Financeiro, Imobiliário, Saúde, Transporte e Logística, e Bens de Capital reportaram lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização acima das projeções.

De destaques negativos, a maioria das empresas de Mineração e Siderurgia e Elétricas desapontaram estimativas.

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Os resultados vêm a reboque de um momento em que os mercados no Brasil andaram na contramão do mundo.

No cenário externo, discussões ao redor da retirada de estímulos monetários por parte do banco central americano (o Federal Reserve), preocupações que uma crise imobiliária possa tornar a desaceleração econômica na China ainda mais aguda, e uma crise energética global afetaram os mercados pelo mundo.

Domesticamente, incertezas quanto à trajetória fiscal e manutenção (ou não) do teto de gastos, pressões inflacionárias levando a taxas de juros mais alta, preocupações com uma crise hídrica, projeções menores para o crescimento em 2022, e o aumento de tensões políticas pressionaram os ativos brasileiros.

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Como resultado, o índice Ibovespa caiu -12% no terceiro trimestre, explicado parcialmente pela queda nos preços das commodities, especialmente os preços do minério de ferro.

As preocupações com um crescimento econômico mais lento na China e o episódio de Evergrande afetaram a commodity, que atingiu o mínimo do ano em US$ 92/tonelada, queda de mais de 50% em relação ao pico de US$ 237/ton em maio, tendo se recuperado para cerca de US$ 100/ton.

Essa queda nos preços foi o principal fator por trás das revisões do Lucro por Ação (LPA) em 2021.

Além disso, com a deterioração do cenário macro doméstico, houve estresse no mercado de juros também, segundo os analistas.

A taxa fixa DI de 10 anos no Brasil deu um salto de +200 pontos-base, de 9% ao ano para 11% ao ano. E as taxas de juros reais também dispararam, para 4,9% em setembro. Essa alta nas taxas de juros eleva o custo de capital das empresas, e afeta diretamente seu preço justo., explicam

Revisão de lucros começou a cair marginalmente

Com a piora no macro cenário doméstico e queda nos preços de algumas commodities, as projeções de lucros para daqui a doze meses, 2022 e 2023, começaram a estagnar e cair marginalmente.

Desde o início da temporada de resultados ao final de outubro, as estimativas do consenso para o Lucro Por Ação (LPA) do Ibovespa para os próximos 12 meses, para 2021 e para 2022, praticamente andaram de lado, com quedas entre -0,2% e -0,7%.

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