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Recuo

Vendas do comércio varejista caem 0,6% em março, diz IBGE

Sete das oito atividades recuaram, na série com ajuste sazonal

07 maio 2021 - 09h22Por Redação SpaceMoney

Dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que as vendas do comércio varejista caíram 0,6% em março, na comparação com o mês de fevereiro - quando foi registrada alta de 0,5%. O setor encerra o primeiro trimestre do ano também com um recuo de 0,6%.

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista teve alta de 2,4% frente a março de 2020, acumulando no ano um recuo de 0,6%. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi 0,7%, mantendo crescimento desde outubro de 2017 (0,3%).

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas caiu 5,3% frente a fevereiro. Com isso, intensificou o ritmo de queda da média móvel do trimestre (-1,5%) ante o trimestre encerrado em fevereiro (-0,7%).

De acordo com o Instituto, em relação ao mês de fevereiro, as vendas caíram em 22 estados da federação. Os destaques são Ceará (-19,4%), Distrito Federal (18,1%) e Amapá (-10,1%).

Sete das oito atividades recuaram, na série com ajuste sazonal

O recuo de 0,6% no volume de vendas do varejo, em março de 2021, na série com ajuste sazonal, teve taxas negativas em sete das oito atividades pesquisadas, com destaque para Tecidos, vestuário e calçados (-41,5%), Móveis e eletrodomésticos (-22,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-19,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,9%), Combustíveis e lubrificantes (-5,3%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%).

A única taxa positiva veio de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,3%).

Quatro das oito atividades do varejo tiveram taxas positivas frente a março de 2020

Na comparação com março de 2020, o comércio varejista teve crescimento de 2,4%, com taxas positivas em quatro das oito atividades.

A principal contribuição veio de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (30,0%), que mostra ganho de ritmo frente a fevereiro (2,1%), com impacto de 3 pontos percentuais na taxa geral.

Com isso, o setor acumula ganho de 12,8% no ano. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 5,4%, acima do registrado em fevereiro (2,2%).

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,1%) registraram a décima variação positiva consecutiva e somou 1,3 p.p. da taxa geral. No primeiro trimestre do ano, o segmento acumulou variação de 11,3%.

O acumulado nos últimos doze meses (8,9%) reflete estabilidade, uma vez que o resultado até fevereiro também foi de 8,9%.

Móveis e eletrodomésticos (11,9,0%) acumula 1,6% no trimestre, após crescimento de 0,7% em fevereiro. O acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 8,2% (fevereiro) para 10,0% (março), inverte a trajetória de redução de ganhos registrada de novembro de 2020 até fevereiro de 2021.

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,0%) teve a primeira alta após 14 meses consecutivos de queda. O acumulado do ano foi de -7,9%. O acumulado nos últimos 12 meses (-14,8%) ficou acima do patamar de fevereiro (-16,6%).

No comércio varejista ampliado

O setor de Veículos, motos, partes e peças cresceu 27,6% em relação a março de 2020, assinalando a primeira taxa positiva após dois meses de taxas negativas. Para o varejo ampliado, o setor representou a segunda maior influência no indicador interanual (5,4 p.p. do total de 10,1%).

Com isso, o setor acumulou no primeiro trimestre 0,3%, apresentando no indicador dos últimos 12 meses (-12,8%) perda de ritmo desde março de 2020, mês em que se inicia o período de pandemia no Brasil.

Com crescimento de 33,4%, o segmento de Material de Construção completa uma sequência de dez meses de crescimentos consecutivos. No acumulado do ano, a taxa foi de 20,4%.

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