domingo, 03 de julho de 2022
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Receio contamina setores

Varejistas recuam até 6% diante de nova cepa do coronavírus, em meio a temor de novos lockdowns

Dúvidas sobre a eficácia das vacinas contra a variante podem afetar a confiança do consumidor, dizem analistas

26 novembro 2021 - 14h40Por Investing.com
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Por Ana Beatriz Bartolo, da Investing.com - As empresas de varejo sofrem com a preocupação do mercado com a nova cepa do coronavírus, identificada na África do Sul.

Por volta das 14h20, os papéis da Magazine Luiza (SA:MGLU3) caíam 5,63%, a R$ 8,21, os das Lojas Americanas (SA:LAME4) recuavam 3,28%, a R$ 5,61, e os da Via (SA:VIIA3) se desvalorizavam 4,20%, a R$ 5,70.

As ações do Mercado Livre (NASDAQ:MELI) em Nova York recuavam 0,62%, a US$ 1.265,10, enquanto os BDRs (SA:MELI34) negociados na B3 (SA:B3SA3) perdiam 4,50%, a R$ 58,64.

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No varejo de vestuário, as Lojas Renner (SA:LREN3) caíam 5,65%, a R$ 29,03, enquanto a Marisa (SA:AMAR3) despencava 6,10%, a R$ 3,85.

Avaliação

Felipe Vella, analista técnico da Ativa Investimentos, explica que essa nova cepa de Covid-19 tem mutações mais agressivas e que “o maior receio do mercado, é que as vacinas não sejam tão eficazes contra essa variante”, o que diminui a confiança.

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“O Varejo tem um impacto bastante importante por causa de um aumento na ponta longa dos juros. Quanto maior o risco Brasil, mais a ponta de juros sobe e mais o varejo sofre“, explica Vella.

Essa preocupação com a eficácia das vacinas também é compartilhada por Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos.

“Se os imunizantes são eficientes contra essa nova variante, no curto prazo não há grandes mudanças, porque o Brasil está em um ritmo bom de vacinação e isso não deve impactar o ritmo de liberação dos lockdowns”, comenta o especialista.

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Porém, Franchini pontua que no médio prazo, isso pode afetar a confiança do consumidor, pois o varejo depende das pessoas frequentando os estabelecimentos físicos: “não podemos pensar só no comércio digital”.

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