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Avaliação

Tributação de dividendos pode levar a desvalorização de ações, segundo XP

Medida foi proposta pelo Ministério da Economia na última segunda-feira (21)

24 junho 2021 - 11h51Por Redação SpaceMoney

Na última segunda-feira (21), o Ministério da Economia definiu uma proposta que prevê tributação de dividendos em 20% com uma faixa de isenção de R$ 240 mil ao ano, equivalente a R$20 mil ao mês. Hoje, todos os pagamentos de dividendos são isentos de tributos.

Segundo análise da XP Investimentos, essa medida pode levar os investidores a venderem suas ações e investirem em outros ativos com rendimento mais atrativo.

O impacto mais direto da tributação, segundo a corretora, seria a diminuição do valor recebido em dividendos pelos acionistas, uma vez que uma parte iria para o pagamento de impostos. Outro possível impacto seria a desvalorização das ações.

No dia seguinte a notícia, as maiores pagadoras de dividendos sob a cobertura da XP fecharam em queda:

Maiores pagadores de dividendos da XP em queda no dia 22 de junho

 

Mas a XP pondera. Segundo a corretora, há outros fatores mais positivos a serem considerados.

"O projeto de tributação seria acompanhado de uma redução em 5% no imposto de renda de empresas, valor que pode ser usado para reinvestir na própria companhia. Isso estimularia um crescimento maior de seus negócios, e num prazo maior de tempo, levaria à valorização do preço das suas ações. Portanto, para investidores de longo prazo, que investem com base no fundamento das empresas, essas mudanças podem ser positivas", diz o relatório.

O plano inclui uma isenção de R$ 20 mil mensais, ou seja, apenas dividendos recebidos acima desse valor seriam tributados. O saldo médio do investidor Pessoa Física (PF) é de R$ 142,6 mil, segundo XP Monitor. Dessa forma, a proposta visa tributar grandes fortunas, enquanto pequenos investidores continuariam isentos.

"Por último, como mencionamos no início, trata-se de um tema que tem sido debatido faz alguns anos. Ela ainda está sob análise do Planalto, precisa ser aprovada pelo Congresso, e ainda pode sofrer mudanças ao longo de todo o processo. Portanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido para as mudanças entrarem em vigor", conclui.

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