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Terceiro trimestre traz nova janela para IPOs no Brasil, avalia especialista

Eduardo Luque também vê um bom nível de liquidez no mercado e um cenário de juros ainda propício para os investimentos em ações

24 junho 2021 - 19h14Por Redação SpaceMoney

O terceiro trimestre de 2021 se apresenta como uma nova janela para as ofertas iniciais de ações no mercado brasileiro, os chamados IPOs, de acordo com Eduardo Luque, sócio-diretor do Grupo IRKO, que vê um bom nível de liquidez no mercado e um cenário de juros ainda propício para os investimentos em ações.

O ano de 2020 teve 28 IPOs no Brasil, o maior número desde 2007, quando foram realizados 64 lançamentos. Luque ressalta que há uma diferença no perfil das companhias que abriram capital há 14 anos e as de agora: as da geração 2020 são de menor porte e têm uma atuação em segmentos mais diversos.

A tendência de aquecimento no mercado de ações vem se mantendo em 2021 - foram 24 IPOs realizados até o mês de maio. Além disso, há ao menos outras 34 empresas na fila para também estrear na B3.

Em abril, no entanto, a piora da pandemia e a redução do apetite dos investidores por risco reduziram o ritmo de estreias na Bolsa. Assim, muitas empresas decidiram adiar seus IPOs, diante da exigência do mercado por descontos maiores nos preços das ações. Agora, Luque prevê uma nova janela de oportunidade para a captação de recursos.

"Existem empresas com boas teses para captar no mercado, visando à sustentação de seu crescimento e à geração de novos negócios", avalia.

"Além disso, mesmo com a perspectiva de alta da Selic, os juros ainda permanecem em um patamar que favorece o investimento em ações, em detrimento da renda fixa", completa.

O sócio-diretor da IRKO lembra ainda os dados positivos sobre o desempenho da economia, divulgados no início do mês - o PIB brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre, acima das expectativas do mercado.

Também contribui para esse cenário uma tendência clara de consolidação em alguns mercados, segundo o executivo. Neste contexto, ele cita os setores de saúde, infraestrutura, varejo e tecnologia.

E, para as companhias que, ainda assim, decidirem adiar a estreia na bolsa, Eduardo Luque sugere outras alternativas para financiar a expansão. "Ainda existe a possibilidade de emitir dívida de crédito privado para a captação de recursos, considerando o atual patamar de liquidez do mercado", diz.

Tags: B3, IPO

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