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Política

Stuhlberger e Xavier: eleição de 2022 não deve ter grande impacto no mercado

Cenário independe da vitória de Lula ou Bolsonaro, dizem os executivos

24 maio 2021 - 18h28Por Investing.com

Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - O resultado da eleição presidencial de 2022 não deve ter impacto significativo sobre o mercado, independentemente da vitória de Lula ou Bolsonaro, de acordo com Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset e gestor do Fundo Verde, e Rogério Xavier, sócio da SPX Capital.

Em painel da Money Week, evento organizado pela EQI Investimentos, os gestores compartilharam a visão de que o mercado tenderia a ver o lado positivo de ambos os resultados. No mercado “cínico”, nas palavras de Xavier, “as pessoas vão usar o argumento de que o Lula não é tão ruim assim e que, se ele ganhar, vai ser o presidente de seu primeiro mandato, com responsabilidade fiscal.”

No caso de uma vitória de Bolsonaro, “as pessoas vão entender que é uma continuação com Paulo Guedes, então acho que vão ver como positivo”, continua Xavier.

Stuhlberger vai na mesma linha: “Acho que o mercado vai acreditar que tudo vai ser positivo, e o depois é o depois”.

Inflação nos EUA

Um dos maiores debates nos mercados atualmente é a disparada da inflação dos Estados Unidos: enquanto o Federal Reserve insiste que o movimento é transitório, muitos investidores temem uma inflação estrutural. 

A alta recente, segundo Stuhlberger, foi motivada pela alta das commodities e pela recuperação mais rápida do que o previsto da economia norte-americana.

Segundo o gestor, caso o Fed esteja errado em sua leitura, isso significaria que toda a estrutura de taxas de juros está errada. E isso teria consequências significativas para os mercados.

“Na medida em que os EUA vão precisar elevar seu juros, eles vão chupar a poupança do mundo para eles e vai sobrar menos recursos para as economias emergentes”, explica Xavier. Isso, por sua vez, acarretaria em desvalorização das moedas e níveis de inflação e juros acima do que está sendo precificado no mercado.

Ambos os gestores, no entanto, acreditam que, mesmo que o Fed esteja equivocado, isso não será sentido pelos mercados de imediato, mas nos próximos seis meses. “Assim, os países emergentes ainda têm uma janela para aproveitar esse estímulo monetário do mundo desenvolvido e fazer seu dever de casa”, pontua Xavier.

Situação dos mercados

Os temores acerca da inflação têm causado quedas em partes do mercado acionário. No entanto, Stuhlberger não vê esse movimento como preocupante: “O que sofreu muito foram setores que estavam em uma certa bubble mania, como tecnologia, SPARCs, certas empresas de growth… O preço do S&P está perto do all time high, e o Nasdaq está um pouco abaixo, mas não tanto.”

Nesse sentido, uma pequena elevação na taxa de juros, na visão do gestor, não seria muito prejudicial. "No fundo temos um cenário em que, se a inflação não sair de controle, esse ambiente vai ser bom para o mercado de equities como um todo”, completa.

O Brasil, no entanto, corre o risco de ficar de fora da festa caso não faça sua lição de casa, aponta Xavier, que defende a urgência na pauta de reformas e privatizações, além de investimentos na educação.

Os dois gestores concordam que o cenário estrutural, de longo prazo, não é muito confiável, mas que o curto prazo pode ser positivo para as economias emergentes, com a aproximação do fim da pandemia e a aceleração da vacinação. Nesse sentido, Stuhlberger destaca a melhora na percepção do mercado em relação a PIB e relação dívida bruta/PIB.

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