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Projeções

XP: segunda queda consecutiva do setor de serviços eleva riscos de contração do PIB no 4º tri

Recuo de 1,2% foi surpresa negativa para a XP, que esperava uma retração de 0,5%, e principalmente ao consenso de mercado, que acreditava em um crescimento de 0,1%

14 dezembro 2021 - 11h14Por Redação SpaceMoney

As receitas reais do setor de serviços contraíram 1,2% entre setembro e outubro, após ajuste sazonal, uma surpresa negativa em relação às projeções da XP (-0,5%) e principalmente ao consenso de mercado (+0,1%), segundo Rodolfo Margato, economista da corretora.

Em comparação a outubro de 2020, a atividade de serviços registrou crescimento de 7,5% (XP: 8,6%; consenso: 9,6%). Consequentemente, o efeito de carrego estatístico para o setor terciário no 4º trimestre corresponde a uma acentuada queda de 1,5% frente ao trimestre imediatamente anterior, após ajuste sazonal.

Do lado positivo (e exceção entre os agrupamentos da Pesquisa Mensal de Serviços), os serviços prestados às famílias seguem em trajetória de recuperação, inclusive com aceleração no ritmo de alta entre setembro e outubro (de 1,6% para 2,7%).

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Essa dinâmica, de acordo com Margato, ainda reflete os benefícios da reabertura econômica e aumento da interação social. A XP afirma esperar que tais serviços permaneçam em trajetória ascendente até o início de 2022.

No entanto, as demais categorias de serviços (sobretudo aquelas mais relacionadas à demanda das empresas) apresentaram resultados muito fracos em outubro.

“Serviços Técnico-Profissionais” despencaram 4,2% ante setembro, resultado que mais do que compensou o ganho de 2,7% observado na divulgação mensal anterior.

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Além disso, os “Serviços de Informação e Comunicação” recuaram pelo segundo mês consecutivo, acumulando contração de 2,5% no período.

A XP destaca também o tombo adicional registrado na atividade de “Serviços de Transporte Aéreo” (-9% em setembro e -5,3% em outubro), que provavelmente reflete a forte elevação dos preços das passagens aéreas recentemente.

Com os resultados de outubro, as receitas reais do índice geral do setor de serviços ficaram 2,1% acima do patamar pré-pandemia (fev/20), mas ainda com diferenças significativas entre os segmentos.

Por exemplo, enquanto os “Serviços de informação e comunicação” mostram receitas correntes cerca de 8% superiores às do nível pré-crise, os “Serviços Prestados às Famílias” e “Serviços de Transporte Aéreo” situam-se cerca de 13,5% e 23,0% abaixo daquela referência, respectivamente.

Por ora, a XP estima ligeira alta do faturamento real do setor de serviços entre outubro e novembro (alta de 0,2%, o equivalente a uma expansão de 7,2% ante nov/20).

Impacto sobre as projeções de IBC-Br (out/20) e PIB do 4º trimestre de 2021:

A XP projeta queda de 0,4% para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) entre setembro e outubro. Com relação a outubro de 2020, a proxy mensal do PIB deve exibir retração de 0,8%.

O IBC-Br vai ser divulgado pela autoridade monetária amanhã (15/12). Se a estimativa da XP estiver correta, o efeito de carrego estatístico para a variação do indicador no 4º trimestre será de - 0,7 p.p..

Por fim, a estimativa de alta frequência da XP para o PIB do 4º trimestre indica recuo de 0,2% ante o 3º trimestre, já descontados os efeitos sazonais (e aumento de 0,7% ante o 4º trimestre de 2020), implicando um carrego estatístico de -0,3 p.p. para a variação do PIB de 2022.  

A XP projeta que o PIB total crescerá 4,5% em 2021 (ligeiro viés de baixa) e ficará estável (0%) em 2022.

Com informações de Agência Fato Relevante.

Tags: PIB, serviços, XP

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