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Petroleira brasileira

Petrobras sobe com decisão da OPEP+ por aumento da produção

03 dezembro 2020 - 16h29Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras (SA:PETR4) aceleraram a alta na tarde desta terça-feira (3) após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a OPEP+, anunciar um acordo para aumentar a produção de petróleo em 500 mil barris por dia a partir de janeiro.

Os papéis ordinários da petroleira brasileira subiam 2,78%, a R$ 27,40, enquando os preferenciais tinham alta de 3,09%, a R$ 26,72. O movimento foi impulsionado pela virada nos preços do petróleo no exterior, com o Petróleo Brent Futuros subindo 0,83% a US$ 48,65 e o Petróleo WTI Futuros avançando 0,68% a US$ 45,60.

Até então, o mercado havia assumido que o bloco manteria a produção no nível atual por três meses, evitando o compromisso de restaurar 1,9 milhão de barris por dia de produção a partir de 1º de janeiro.

Expansão para as Guianas

Os papéis da Petrobras sentiam também os comentários do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, de uma possível extensão das operações de exploração e produção para a Guiana, se o ambiente regulatório não melhorar no Brasil. Foi a primeira vez que a companhia admitiu interesse no país vizinho.

A empresa tem participações em blocos de exploração na costa norte do Brasil. Especula-se entre os geólogos que partes dessa área podem compartilhar uma geologia semelhante com a Guiana, que emergiu como importante província petrolífera.

Executivos da Petrobras já haviam sido questionados no passado sobre um possível interessa da estatal no país. No entanto, eles diziam com frequência que preferem manter o foco na exploração e produção de petróleo no Brasil.

Durante a conferência bianual Rio Oil & Gas, Castello Branco afirmou que exigências onerosas de licenciamento ambiental no Brasil estão fazendo com que a petroleira passe a considerar a Guiana.

"Nós temos (no Norte do Brasil) o potencial para uma grande bacia petrolífera e somos barrados. Enquanto isso, a Guiana está se aproveitando da situação", disse Castello Branco.

Propostas por refinarias

Hoje cedo, a companhia informou que recebeu propostas vinculantes para quatro refinarias, enquanto avança com seu programa de desinvestimentos de até R$ 35 bilhões em cinco anos, que tem nas unidades de refino parcela importante.

Segundo comunicado na noite de quarta-feira, a empresa recebeu propostas pelas refinarias Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

*Com informações da Reuters

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