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Mercado de ações

Ibovespa perde fôlego nos ajustes e fecha quase estável apesar de NY e Vale

Índice de referência do mercado acionário teve variação positiva de 0,02%, desacelerando nos ajustes finais, pressionado particularmente por grandes bancos e ações de varejo

07 outubro 2021 - 20h01Por Reuters

Por Paula Arend Laier, da Reuters - O Ibovespa fechou quase estável nesta quinta-feira, (7) perdendo fôlego no final, apesar da trajetória positiva em Wall St e forte alta de Vale, bem como a disparada de Banco Inter após avanço nos planos para listar suas ações nos EUA.

Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa teve variação positiva de 0,02%, a 110.585,43 pontos, desacelerando nos ajustes finais, pressionado particularmente por grandes bancos e ações de varejo.

O volume financeiro da sessão somou 32,6 bilhões de reais.

Em Nova York, o S&P 500 avançou 0,83%, na esteira de acordo legislativo envolvendo aumento do teto da dívida dos EUA, enquanto agentes financeiros aguardam dados do mercado de trabalho na sexta-feira.

No melhor momento nesta quinta-feira, o Ibovespa chegou a 111.521,50 pontos. Mas o fôlego não durou.

Para o fundador e presidente-executivo da plataforma de análises independentes Ohmresearch, Roberto Attuch Júnior, com a performance do Ibovespa nos últimos dias e o desempenho dos mercados no exterior, a bolsa paulista poderia estar melhor.

Em outubro, enquanto o Ibovespa contabiliza variação negativa de 0,35%, o S&P 500 sobe mais de 2%.

Na visão de Attuch Júnior, questões domésticas continuam as ações domésticas em relação às praças acionárias globais, principalmente as mais sensíveis a perspectivas fiscais no país.

"A percepção no mercado é que a única agenda do governo é ganhar popularidade", afirmou, avaliando que a situação econômica não permite a ele chegar competitivo para a eleição no próximo ano.

"Parece que a única agenda que tem é como será financiado um aumento do novo Bolsa Família", acrescentou, citando que isso também tem provocado aumento na curva futura de juros e uma valorização do dólar frente ao real.

Nesta sessão, as taxas futuras de juros voltaram a subir, o que aumentaram a pressão vendedora, principalmente sobre setores atrelados ao mercado doméstico, como ações de varejistas.

Além disso, acrescentou o especialista, as projeções para o crescimento da economia brasileira no próximo ano seguem piorando. Ele não descarta um rali de final de ano nas bolsas globais, mas avalia que o Brasil deve ficar para trás principalmente por causa de questões locais.

Destaques

- VALE ON (SA:VALE3) valorizou-se 2,98%, ampliando o desempenho positivo em outubro, após perdas em julho (-3,97%), agosto (-9,27%) e setembro (-14,71%). A companhia disse que uma decisão judicial determinou retorno imediato das atividades de mineração de Onça Puma, no Pará.

- BANCO INTER UNIT (SA:BIDI11) disparou 12,06%, após concluir estudos da reorganização societária e anunciar que contratou bancos para assessorar a listagem dos seus papéis no mercado norte-americano. A alta vem após as units acumularem uma perda de 18,69% nas três sessões anteriores.

- ITAÚ UNIBANCO PN (SA:ITUB4) e BRADESCO PN (SA:BBDC4), por sua vez, perderam 2,12% e 2,5%, respectivamente.

- PETRORIO ON (SA:PRIO3) subiu 1,71%, renovando máxima histórica intradia, a 27,67 reais no melhor momento, tendo de pano de fundo expectativas sobre o desfecho envolvendo o processo de desinvestimento pela Petrobras (SA:PETR4) nos campos de Albacora e Albacora Leste, na Bacia de Campos.

- CVC (SA:CVCB3) BRASIL ON recuou 4,71%, renovando mínima de fechamento em um mês. A operadora de turismo revelou que alguns de seus sistemas seguem interrompidos após ataque de ransomware sofrido em seu ambiente de TI no último dia 2.

- RUMO ON (SA:RAIL3) caiu 3,24%, após alta de mais de 7% na véspera, quando a operadora de concessões de infraestrutura apresentou previsões ligadas ao terminal rodoferroviário que ligará Rondonópolis a Cuiabá e Lucas do Rio Verde.

- JBS ON (SA:JBSS3) cedeu 2,76%, tendo no radar notícia de que cerca de um terço do gado comprado pela empresa entre janeiro de 2018 e junho de 2019 teria vindo de áreas com problemas de desmatamento ou outras inconformidades, segundo auditoria do Ministério Público Federal do Pará.

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