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Ibovespa

Ibovespa acumula segundo mês de queda sem trégua em riscos locais

Percepção de aumento do risco fiscal e preocupações com a crise político-institucional são alguns fatores das perdas

31 agosto 2021 - 19h26Por Reuters

Por Paula Arend Laier, da Reuters - O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (31) acumulando o segundo mês consecutivo de perdas, com a percepção de aumento do risco fiscal e preocupações com a crise político-institucional no país prevalecendo sobre entradas líquidas de estrangeiros no mercado acionário brasileiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa acumulou em agosto uma perda de 2,48%, com a performance no ano agora negativa em 0,20%.

As maiores quedas no mês foram CSN ON (SA:CSNA3), com declínio de 23,35%, Via ON, com recuo de 17,47%, e Ultrapar (SA:UGPA3) ON, com perda de 17,25%. Na outra ponta, os destaques foram Embraer (SA:EMBR3) ON, com alta de 25,98%, CPFL Energia (SA:CPFE3), com ganho de 14,69% e Braskem (SA:BRKM5) PNA, com acréscimo de 14,27%.

Números recentes um pouco melhores sobre as contas públicas agradaram, mas não foram suficientes para dissipar temores de medidas populistas por parte do governo federal, com a eleição presidencial no próximo ano no horizonte e pesquisas mostrando queda na popularidade da atual administração.

Em paralelo, a crise entre os Poderes continuou adicionando volatilidade em agosto, principalmente os ataques do presidente Jair Bolsonaro a ministros do Supremo Tribunal Federal, enquanto o Congresso Nacional não avançou nas últimas propostas do Executivo sobre a reforma tributária e a PEC dos Precatórios.

De pano de fundo desse ambiente hostil, agentes financeiros monitoram uma crise hídrica que ameaça uma pressão ainda maior na já elevada inflação no Brasil, bem como a retomada da atividade econômica. Incertezas sobre a política de combustíveis da Petrobras (SA:PETR4) também ajudaram a minar os negócios.

Tal cenário ofuscou o saldo de capital externo positivo no segmento Bovespa de quase 6,6 bilhões de reais em agosto até o dia 27, após as saídas superarem as entradas em 8,25 bilhões de reais no mês anterior.

No exterior, o Federal Reserve centralizou os holofotes neste mês ao sinalizar que deve começar a reduzir os estímulos neste ano, com a diminuição nas compras de ativos (tapering), embora tenha ressaltado que continuará a ser cauteloso em sua abordagem para não desencorajar a recuperação da economia.

O movimento das commodities também fez preço na bolsa paulista nas últimas semana, com a correção de baixa nos preços do minério de ferro, em meio a medidas mais restritivas para a produção de aço na China e perspectiva de aumento na oferta da matéria-prima, endossando forte declínio das ações da Vale (SA:VALE3).

Nesta terça-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,80%, a 118.781,03 pontos, afastando-se das mínimas do pregão, quando chegou a cair a 117.910,97 pontos.

O volume financeiro somou 38,57 bilhões de reais. Além dos ajustes tradicionais de encerramento de mês, o último pregão de agosto ainda teve de pano de fundo operações relacionadas ao rebalanceamento de índices MSCI, referências para os mercados acionários globais.

Petrobras figurou entre as maiores quedas do dia, com perda de 3,92%, em meio a novos ruídos envolvendo os preços dos combustíveis do país após declarações de Bolsonaro. A apoiadores, ele disse: "Então, está saneada a Petrobras, a gente começa agora a trabalhar na questão do preço dos combustíveis."

B3 (SA:B3SA3) e Itaú Unibanco (SA:ITUB4) PN ajudaram a atenuar a pressão negativa no Ibovespa, subindo 2,7% e 1,31%, respectivamente, nesta terça-feira.

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