domingo, 07 de agosto de 2022
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IPP

IBGE: preços na indústria fecham 2021 com um avanço de 28,39%, recorde da série histórica

A inflação do setor retraiu 0,12% em dezembro frente a novembro, primeiro resultado negativo depois de 28 meses

01 fevereiro 2022 - 09h06Por Redação SpaceMoney

A inflação do setor industrial retraiu 0,12% em dezembro de 2021 frente ao mês anterior, primeiro resultado negativo depois de 28 meses.

Com isso, os preços na indústria fecharam o ano de 2021 com alta acumulada de 28,39%, recorde desse indicador na série histórica, iniciada em 2014.

Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta terça-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta de 2021 foi 9 pontos percentuais (p.p.) maior que o de 2020.

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De acordo como gerente de análise e metodologia da Coordenação de Indústria do IBGE, Alexandre Brandão, são muitas as variáveis que contribuíram para este comportamento dos preços na indústria brasileira.

"Podemos enumerar, o câmbio, cuja depreciação chegou a quase 10%; o comportamento do mercado ao longo do ano, com aumentos consideráveis no preço do minério de ferro, do óleo bruto de petróleo, de alimentos como açúcar e carne. Também não dá para desconsiderar a pandemia, que ainda tem tido impacto nas cadeias produtivas, além do clima, já que o inverno foi rigoroso e proporcionou problemas na safra do açúcar e do café, por exemplo”, enumera o especialista.

Desaceleração

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Embora tenha apresentado índice recorde no acumulado anual, o IPP demonstrou desaceleração no segundo semestre. Em junho, o acumulado de 2021 era 36,78%, e caiu ao longo dos meses até a taxa de 28,39%.

“Do meio para o fim do ano, houve uma atenuação muito por conta do setor de indústria extrativa, em específico o minério de ferro, cujos preços foram desacelerando a partir de setembro”, explica Brandão.

Por atividade

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O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Oito delas fecharam o ano com alta, destaque para refino de petróleo e biocombustíveis (69,72%), outros produtos químicos (64,09%), metalurgia (41,79%) e madeira (40,76%).

Já as principais influências no acumulado da indústria geral vieram do refino de petróleo e biocombustíveis (com 5,88 p.p.), outros produtos químicos (5,14 p.p.), alimentos (4,77 p.p.) e metalurgia (2,73 p.p).

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, o resultado anual se configura a partir da variação de 21,08% em bens de capital (com influência de 1,53 p.p.), de 35,15% em bens intermediários (19,58 p.p.) e de 19,66% em bens de consumo (7,28 p.p.), sendo 15,95% em bens de consumo duráveis (0,99 p.p.), e 20,41% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis (6,29 p.p.).

Em dezembro

Quanto ao resultado do mês de dezembro de 2021, a variação em comparação com novembro foi de -0,12% - em novembro, na comparação com outubro, a indústria havia registrado alta de 1,46%.

No último mês do ano, 17 das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram alta de preço ante novembro, embora a indústria geral tenha apresentado variação negativa.

Destaque para as duas maiores quedas, nas indústrias extrativas (-12,77%) e metalurgia (-3,27%), e as duas maiores altas, em outros produtos químicos (2,57%) e outros equipamentos de transporte (2,36%).

Em termos de influência, os destaques foram: indústrias extrativas (-0,71 p.p.), alimentos (0,49 p.p.), outros produtos químicos (0,26 p.p.) e metalurgia (-0,24 p.p.).

Entre as grandes categorias econômicas, a variação de preços na passagem de novembro para dezembro foi de 1,73% em bens de capital (com influência de 0,12 p.p.); -0,54% em bens intermediários (-0,32 p.p.); e 0,24% em bens de consumo (0,08 p.p.), sendo alta em bens de consumo duráveis de 0,76% (0,04 p.p.), e variação nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 0,14% (0,04 p.p.).

Sobre a pesquisa

O IPP acompanha a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, e sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país.

Trata-se de um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes e definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Cerca de 6 mil preços são coletados, mensalmente.

Com informações de Agência de Notícias IBGE.

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