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Avaliação

Fundos de ações têm em outubro pior captação mensal desde janeiro; veja o que dizem os analistas

A captação líquida, que considera depósitos menos resgates, ficou negativa em R$ 6,1 bilhões no mês passado

10 novembro 2021 - 10h54Por Redação SpaceMoney
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 - Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostraram que os Fundos de Ações tiveram em outubro a pior captação mensal desde janeiro.

A captação líquida, que considera depósitos menos resgates, ficou negativa em R$ 6,1 bilhões em outubro, pior valor mensal já registrado desde janeiro, quando o saldo foi de R$ 23,1 bilhões.

Apesar disso, de janeiro e outubro deste ano, a captação líquida ainda é positiva, de R$ 2,6 bilhões ainda que represente apenas uma parte dos R$ 70 bilhões registrados entre janeiro e dezembro do ano de 2020.

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Segundo João Beck, economista e sócio da BRA, escritório credenciado da XP Investimentos, os fundos, principalmente de ações, respondem a rentabilidade recente. Com a rentabilidade ruim dessa classe de ativo, há uma resposta dos cotistas de pedirem os resgates desses fundos.

"A maioria dos cotistas dos fundos de ações vivencia pela primeira vez a queda consistente de bolsa (bear market). Houve uma migração muito grande nos últimos 5 anos de cotistas em busca de uma rentabilidade melhor e de um cenário melhor para o país, assim como a rentabilidade pequena que a alternativa da renda fixa oferecia. Esse cenário se inverteu", explica.

Ainda de acordo com Beck, a alta recente da taxa de juros assim como o próprio prêmio de risco dos títulos de renda fixa de prazos mais longos (alguns CDBs prefixados chegam a pagar acima de 12% ao ano) atraem esse investidor frustrado com os fundos de ações.

Para Leandro Vasconcellos, head da mesa de alocação da BRA, outro fator que explica a queda na captação mensal dos fundos de ações é que o investidor tem optado também por adquirir diretamente os títulos de renda fixa em vez de aplicar em um fundo para que este adquira os títulos em seu lugar.

"Essa mudança no comportamento do investidor está diretamente ligada à expansão do mercado de distribuição de títulos e valores mobiliários no Brasil. No passado, o investidor individual acessava o mercado de renda fixa apenas por meio dos fundos de investimento indicados pelos gerentes dos bancos onde se tinha conta. Hoje, nas plataformas das corretoras, o investidor tem acesso direto ao mercado de títulos. Essa concorrência pelo bolso do cliente acabou melhorando as taxas de retorno e aquecendo esse mercado", diz Leandro.

Ainda segundo a Anbima, a alta de juros fez com que as captações de fundos de renda fixa chegassem a R$ 17,4 bilhões, um valor alto, mas ainda menor que o registrado em setembro de R$ 40,6 bilhões.

"Com a forte alta dos juros e da inflação, títulos de renda fixa cuja expectativa máxima de retorno há poucas semanas era de 6% ao ano, passaram a render perto dos 14% ao ano. O investidor está atento a isso e é natural que diante de oportunidades com retorno fixo, baixo risco e taxas tão altas assim, ele opte por não se arriscar na bolsa, principalmente às vésperas de um ano eleitoral, em que os ruídos da política invariavelmente trarão bastante volatilidade ao mercado", afirma Leandro.

Segundo Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, assim como em outros produtos, quem investe em fundos precisa ficar atento a alguns cuidados para não perder dinheiro.

"É fundamental saber quem é o time de gestão, quanto tempo estão juntos, se performam bem, se está adequado ao grau de risco que o cliente quer entrar e entender também como o dinheiro será gerido. É uma análise quantitativa e qualitativa", diz.

Para Beck, outro cuidado deve ser com a taxa de administração que deve ser a justa para cada classe de fundo. Abaixo de 1% para os fundos de renda fixa tradicionais e em casos de fundos de ações não mais do que 2% ao ano.

"Também é preciso entender que se a compra direta de ações tem horizonte de longo prazo, fundos de ações também devem ser encarados da mesma forma e devem ser analisados em janelas de pelo menos 5 anos", completa.

Com informações de Hochmuller Multimídia.

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