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23 agosto 2021 - 08h56Por Investing.com
Jerome Powell, presidente do Federal ReserveJerome Powell, presidente do Federal Reserve

Por Noreen Burke e Leandro Manzoni, da Investing.com -- O principal evento da próxima semana é o simpósio anual do Federal Reserve (Fed), com investidores à espera de pistas sobre quando o Fed começará a frear o estímulo monetário que alavancou as ações para máximas históricas.

No Brasil, as atenções ficam concentradas novamente em Brasília, com novos capítulos do embate entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Supremo Tribunal Federal (STF), e o desenrolar da tramitação das reformas tributária e administrativa.

O calendário econômico também inclui uma série de dados da economia, dentre eles atualizações sobre vendas de imóveis residenciais, bens duráveis e renda e despesas pessoais nos EUA, enquanto no Brasil os destaques serão dados de inflação e do mercado de trabalho.

Os mercados de capitais podem estar diante de uma semana movimentada, depois que a ata do Fed agitou os investidores na semana passada.

As divulgações de balanços continuam nos EUA, com empresas como a Best Buy, a Dell e a HP entre as que farão seus anúncios, além dos dados de PMI da Zona do Euro, lançando um novo olhar sobre o desempenho da economia.

1. Simpósio Anual de Jackson Hole do Fed
Espera-se que o Fed anuncie os seus planos para desacelerar seu programa de compra de ativos no valor de US$ 120 bilhões por mês, o primeiro passo para um eventual aumento da taxa de juros.

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O Fed anunciou na sexta-feira (20) que seu simpósio anual seria realizado online, em vez do seu palco habitual em Jackson Hole, Wyoming. O simpósio será realizado entre quinta-feira e sábado, mas o evento principal será o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, marcado para sexta-feira, às 11:00h.

A ata da reunião de julho do Fed publicada na semana passada apontou uma maior probabilidade de que a redução do programa se inicie esse ano, e o discurso de Powell pode ser a última pista dos próximos passos do banco central antes da sua reunião de política monetária em setembro.

O receio dos investidores é que a perspectiva de redução dos estímulos ocorra justamente quando o crescimento começa a perder dinamismo e a variante delta do coronavírus ameaça reverter o processo de reabertura em todo o país.

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"Tivemos um apoio monetário tão tremendo do Federal Reserve para a economia durante algum tempo, de modo que o mercado apresenta trepidações sobre o tapering do Fed e o que isso vai fazer com o crescimento", disse Rob Haworth, diretor sênior de estratégia de investimento do U.S. Bank Wealth Management.

Na semana passada, os economistas do Goldman Sachs (NYSE:GS) reduziram a estimativa de acompanhamento do crescimento econômico dos EUA no terceiro trimestre, de 9% para 5,5%, devido ao impactos da variante delta.

Embora as ações ainda estejam próximas às suas máximas históricas, os três principais índices dos EUA registraram perdas semanais na última semana, depois da sensação de que pregões tumultuados e mais volatilidade provavelmente aguardam a próxima semana.

2. Bolsonaro x STF e julgamento da autonomia do Banco Central
A combinação da perspectiva de retiradas de estímulos pelo Fed com receios quanto à retomada econômica no exterior impulsionou o pessimismo no mercado financeiro local, com o Ibovespa recuando 3% e o dólar subindo 2,4% na semana.

E não falta tema para que os investidores fiquem cautelosos no Brasil: embate institucional entre a Presidência da República e o Poder Judiciário e incertezas quanto ao avanço da reforma tributária e da PEC dos Precatórios no Congresso.

Na última sexta-feira, o presidente Bolsonaro protocolou o pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes, acusando-o de "cercear a liberdade de expressão, o debate de ideias".

O pedido foi uma reação à autorização de Moraes de uma operação contra os articuladores dos protestos pró-governo agendados para o próximo 7 de setembro, dia da Independência.

O STF também é o centro das atenções na semana com o julgamento sobre a validade da lei de autonomia do Banco Central aprovada no início do ano pelo Congresso a partir da análise de uma ação de inconstitucionalidade movida por partidos de oposição.

O argumento de inconstitucionalidade envolve "vício de origem", pois a lei da autonomia do BC deveria ter sido iniciativa do governo federal, pois altera dispositivos legais em relação a cargos e organização administrativa do governo federal. O projeto de lei aprovado teve origem no Senado.

O julgamento ocorre na quarta-feira (25), 5 dias após a polêmica declaração creditada ao presidente Jair Bolsonaro, segundo a Associated Press, de que teria se arrependido de sancionar a lei de autonomia do Banco Central e que gostaria de interferir na política monetária, em um momento em que sua impopularidade atinge 54% - segundo XP/Ipespe - e de aceleração inflacionária com alta taxa de desemprego.

Por fim, as reformas continuam tramitando no Congresso.

O ministro da Economia Paulo Guedes vai se reunir com deputados para reconstrução do texto da reforma do Imposto de Renda após a votação do texto do relator Celso Sabino (PSDB-PA) ter a votação adiada na última terça-feira por falta de consenso.

No Senado, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) disse na última sexta-feira que vai entregar nesta semana parecer sua proposta mais ampla de reforma tributária, que é patrocinada pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Já a reforma administrativa terá um novo texto do relator na Comissão Especial da Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), substituindo a proposta do governo Bolsonaro.

3. Dados econômicos
Além do encontro anual do Fed, os observadores do mercado também terão de digerir uma variedade de dados econômicos na semana que se inicia, incluindo relatórios sobre as vendas de imóveis residenciais, bens duráveis e renda e gastos pessoais.

Os números sobre as vendas de imóveis residenciais existentes serão liberados na segunda-feira, seguidos no dia seguinte por um relatório sobre as vendas de imóveis residenciais novos.

Os dados sobre encomendas de bens duráveis serão disponibilizados na quarta-feira, e as informações sobre pedidos iniciais de auxílio-desemprego serão divulgadas na quinta-feira.

Os números revisados do PIB do segundo trimestre também saem na quinta-feira, mas a expectativa é que tragam pouca mudança.

A sexta-feira traz a divulgação dos dados de despesas pessoais junto com o núcleo do índice de preços core PCE, o indicador preferido do Fed para medir a inflação, que está próximo da maior alta em 30 anos.

No Brasil, os principais indicadores econômicos serão conhecidos na quarta e sexta-feira. Quarta-feira será a vez dos dados de Transações Correntes, Investimento Direto Produtivo e o IPCA-15 de agosto. Na sexta-feira, será a vez da inflação ao produtor e da evolução do emprego em carteiras assinadas Caged.

4. Balanços nos EUA
Embora a temporada de resultados do segundo trimestre tenha essencialmente terminado, ainda há algumas empresas que realizam suas divulgações durante a semana.

JD.com (NASDAQ:JD) (SA:JDCO34), Palo Alto Networks (NYSE:PANW) e Madison Square (NYSE:SQ) Garden (NYSE:MSGS) divulgam seus resultados na segunda-feira. Best Buy (NYSE:BBY) (SA:BBYY34), Nordstrom (NYSE:JWN) (SA:J1WN34), Urban Outfitters (NASDAQ:URBN) e Toll Brothers (NYSE:TOL) são alguns dos nomes com divulgação na terça-feira.

A Salesforce.com (NYSE:CRM) (SA:SSFO34) e Dick’s Sporting Goods (NYSE:DKS) têm divulgações previstas para quarta-feira.

HP (NYSE:HPQ) (SA:HPQB34), Dell Technologies (NYSE:DELL) (SA:D1EL34), Gap (NYSE:GPS) (SA:GPSI34), Abercrombie and Fitch Company (NYSE:ANF), Dollar General (NYSE:DG) (SA:DGCO34), Dollar Tree (NASDAQ:DLTR), Ulta Beauty (NASDAQ:ULTA) (SA:U1LT34) e Peloton (NASDAQ:PTON) farão todas seus anúncios na quinta-feira.

Esta tem sido uma temporada de resultados estelares - até agora, 476 empresas do S&P 500 divulgaram resultados, e destas, 87,4% superaram as expectativas, segundo os dados da Refinitiv.

5. Zona do Euro
A zona do euro vai publicar os dados PMI na segunda-feira e, embora se preveja que a redução de restrições impulsione a cadeia do setor de viagens, são esperados problemas na atividade manufatureira.

Ao mesmo tempo, a Alemanha publicará a última leitura do seu índice IFO, que deverá recuar ligeiramente em relação a uma máxima de dois anos e meio.

Na quinta-feira, o Banco Central Europeu publicará a ata da sua reunião de julho, quando revelou projeções atualizadas para as taxas de juros e implementou uma nova estratégia de política monetária visando a consolidar a inflação.

A ata será examinada em detalhes em busca de pistas sobre a possível evolução dos planos de estímulo depois da atual data planejada de encerramento do programa de compra de ativos do BCE, em março.

Com informações de Reuters.

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