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Black Friday, ata da reunião do Federal Reserve, PEC dos Precatórios e dados econômicos dos EUA e da Europa; veja o que você precisa saber para começar a sua semana

22 novembro 2021 - 08h42Por Investing.com
Campanha Black Friday 2021 - Warren

Por Noreen Burke, da Investing.com -- Os investidores estarão bem atentos à ata da reunião do Federal Reserve (Fed) de quarta-feira, em busca de novos insights sobre o impacto do aumento da inflação na trajetória futura das taxas de juros.

Os mercados também aguardam um pronunciamento do presidente Joe Biden quanto à sua escolha do líder do banco central dos EUA, com uma possível decisão esperada para antes do feriado de Ação de Graças de quinta-feira.

Haverá uma enxurrada de dados econômicos dos EUA na quarta-feira, véspera do feriado, enquanto os dados de PMI da zona do euro, do Reino Unido e dos EUA ao longo da semana vão esboçar o impacto das questões de cadeia de fornecimento e da inflação na atividade empresarial. Enquanto isso, a Black Friday dá início ao período crítico de compras de fim de ano.

No Brasil, as atenções estão voltadas para Brasília, especialmente com a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado e a divulgação do IPCA-15 de novembro.

Aqui está o que você precisa saber para começar a sua semana.

1. Ata do Fed

Na quarta-feira, o Fed publicará a ata da sua reunião de Novembro, na qual os dirigentes decidiram que a economia dos EUA estava forte o suficiente para começar a reduzir seu programa de compra de ativos, implantado a fim de estimular a recuperação após a eclosão da crise do coronavírus.

Desde então, a recuperação econômica continuou a se acelerar, com o aumento dos números de postos de trabalho e a escalada contínua da inflação, levando o Vice-Presidente do Fed, Richard Clarida, a convocar na semana passada uma discussão sobre uma redução mais rápida do programa de estímulo, fazendo o Fed elevar as taxas de juros mais cedo.

Na quinta-feira passada, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, conhecido pela sua postura dovish em termos de política monetária, disse que "sua mente está mais aberta" para um aumento das taxas de juros no ano que vem do que estava há seis meses. Separadamente, o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, indicou seu apoio para um aumento das taxas em meados de 2022.

O Fed deve publicar novas previsões trimestrais após a sua próxima reunião, em meados de dezembro, as quais poderão proporcionar uma melhor leitura sobre o quanto os pontos de vista dos dirigentes mudaram.

2. A escolha de Biden para o Fed

A Casa Branca disse na semana passada que o Presidente Joe Biden provavelmente decidirá antes do Dia de Ação de Graças se irá manter o atual Presidente do Fed, Jerome Powell, no cargo por mais um mandato ou se promove a atual Governadora do Fed, Lael Brainard, para o posto.

Os analistas esperam alguma volatilidade do mercado de ações em torno do anúncio, especialmente se Brainard for escolhida.

Powell, cujo mandato termina em fevereiro do ano que vem, foi nomeado em 2018 pelo então presidente Donald Trump. Brainard, faz parte do conselho do Fed desde 2014, é a preferida dos democratas progressistas e é vista como mais dovish que Powell.

Se Brainard for nomeada, os mercados podem reprecificar o calendário de futuros aumentos das taxas de juros, enquanto as perspectivas de taxas de juros mais baixas por mais tempo poderiam desencadear uma sequência de vendas dos títulos do Tesouro dos EUA, impulsionada pelas expectativas de inflação mais elevada.

3. Senado vota a PEC dos Precatórios? Qual texto?

O tópico é uma pergunta porque está prevista para próxima quarta-feira (24) a votação na CCJ. Caso aprovado, a tramitação segue para o plenário da Casa.

A incerteza é em relação à qual texto será apreciado: o que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2 turnos, ou se ele passível de alteração e até fatiamento, para acelerar a aprovação do trecho que destina recursos para o Auxílio Brasil, novo programa de transferência de renda que substitui o Bolsa Família.

Caso haja alteração ao aprovado na Câmara ou o fatiamento, a matéria precisa retornar a Câmara dos Deputados se for aprovado na CCJ e no plenário do Senado.

Em relação à divulgação de indicadores econômicos, o mais importante é o IPCA-15 de novembro. A expectativa é de alta de 1,1%, o que seria uma desaceleração do índice de outubro, quando foi registrado 1,2%. No entanto, não se descarta um dado acima da projeção, o que ocorre constantemente nos últimos meses.

Além do tradicional Boletim Focus na segunda-feira de manhã, a semana terá: Receita Tributária Federal, dados do mercado de trabalho do Caged de outubro, Confiança do Consumidor da FGV de novembro, Transações Correntes de outubro, Investimento Direto Estrangeiro do mês passado e Empréstimos Bancários em outubro.

4. Os indicadores econômicos no exterior

Os EUA vão divulgar uma série de dados econômicos na quarta-feira, antes do fechamento dos mercados para o feriado de quinta-feira. O destaque serão os números sobre renda e gastos pessoais, que incluem o índice central de preços PCE, que segundo rumores é o indicador de inflação favorito do Fed.

O calendário econômico também inclui dados revisados sobre o PIB do terceiro trimestre, pedidos iniciais de auxílio-desemprego, encomendas de bens duráveis, vendas de novos imóveis residenciais e sentimento do consumidor.

Os relatórios sobre vendas de imóveis residenciais existentes e dados de PMI de novembro, que deve indicar apenas uma modesta melhoria, serão anunciados na segunda e terça-feira, respetivamente.

Enquanto os dados do PMI de novembro dos EUA devem mostrar um aumento modesto na atividade comercial, pesquisas semelhantes da zona do euro e do Reino Unido devem indicar desaceleração das atividade dos setores de manufatura e serviços.

O aumento do número de infeções por coronavírus está acarretando novas restrições em algumas partes da Europa, ao passo que a escalada dos preços do gás natural está alimentando a inflação, agravada por uma crise global da cadeia de fornecimento.

O Banco Central Europeu está sob crescente pressão para apertar a sua política monetária extremamente frouxa a fim de compensar o impacto sobre o poder de gastos das famílias, mas a Presidente do BCE, Christine Lagarde, se mostrou contrária, argumentando que uma política mais rigorosa agora poderia sufocar a recuperação econômica.

Enquanto isso, o Banco da Inglaterra deve se tornar o primeiro dos grandes bancos centrais do mundo a elevar as taxas de juros desde o início da pandemia, com investidores e economistas esperando um aumento na sua próxima reunião, em 16 de dezembro.

5. Black Friday

A temporada de compras de fim de ano começa na sexta-feira, em um contexto de inflação crescente e escassez de fornecimento.

Havia certa preocupação que a inflação elevada poderia reduzir os gastos dos consumidores, mas um aumento nos números de vendas do varejo de outubro indicou que os americanos começaram a comprar cedo a fim de contornar a escassez de oferta. Os fortes resultados do varejo no terceiro trimestre também se somaram aos sinais positivos para as compras de fim de ano.

"Nos resultador do 3T, uma das tendências que vimos é a força retumbante do consumidor norte-americano", disse Jessica Bemer, gerente de portfólio da Easterly Investment Partners, disse à Reuters na sexta-feira.

"Esta semana, ouvimos relatos dos varejistas de que os consumidores estão de volta às lojas, desfrutando a experiência de compras e se preparando para o fim de ano. Faz sentido, mas foi realmente validado durante a temporada de resultados".

Com informações de Reuters.

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