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Febraban rebate pesquisa utilizada pela Zetta, com ataques ao Nubank e fintechs nas redes sociais

Federação afirmou que as empresas em nada se diferenciam dos bancos tradicionais

20 setembro 2021 - 12h30Por Redação SpaceMoney

Na semana passada, a Zetta - associação fundada pelo Nubank, Mercado Pago e Google - utilizou uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) que dizia que a maioria das tarifas avulsas dos cinco maiores bancos - Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander - saltou acima da inflação entre junho de 2020 e julho deste ano, em meio à crise do coronavírus.

De acordo com o levantamento do Idec, serviços como depósitos, saques e transferências subiram entre 9,00% e 25,00%, enquanto a inflação, medida pelo Índice de Preços Amplo ao Consumidor (IPCA), acumulada no mesmo período foi de 8,35%.

Agora, foi a vez da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) contra-atacar as alegações.

A entidade disse que o Nubank cobra juros mais altos dos seus clientes do que a média dos cinco ou dez grandes bancos brasileiros.

“A Zetta não contou, mas a página do Banco Central do Brasil traz a verdade: na última semana de agosto, a taxa média do juro do cartão rotativo do Nubank era de 291,67% ao ano, MAIOR que a média dos 5 grandes bancos, de 271,68%. No crédito pessoal não consignado, a taxa média cobrada pelo Nubank foi de 62,86% no final de agosto, enquanto a média dos 10 grandes bancos era de 54,54% ao ano e dos cinco grandes 60,65% ao ano”, disse a Febraban, em um post no LinkedIn.

Segundo a Febraban, as fintechs pagam bem menos impostos que as instituições bancárias, que pagam 45% sobre lucro, sendo 25% de Imposto de Renda e 20% de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

De acordo com a publicação, as fintechs pagam em torno de 9% a 15% de CSLL.

Em sua defesa, a Febraban reporta que os bancos geram mais de 500 mil empregos em todo o Brasil, mesmo com mais exigências, enquanto as fintechs não precisam seguir regras para contratação de bancários.

“A ‘verdade’ verdadeira é que as grandes fintechs gostam mesmo é de pagar apenas ‘meia entrada’ e em nada se diferenciam dos bancos. Aliás, só não são bancos para pagar menos impostos, gerar menos empregos, ter poucas obrigações regulatórias e trabalhistas”, prossegue a Febraban.

A entidade alega que os bancos contribuiram em R$ 5,7 trilhões para crédito e destinou cerca de R$ 2 bilhões para a Saúde no combate à pandemia de Covid-19.

“Não temos vergonha de sermos bancos, muito ao contrário, e também não nos escondemos atrás de letras, marketing e grifes”, concluiu, em nota, Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Com informações complementares de Valor Investe.

 

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