sábado, 18 de maio de 2024
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Dasa (DASA3), Hapvida (HAPV3), Marisa (AMAR3), Petrobras (PETR4): quem movimentou a semana

Veja aqui as principais notícias das grandes empresas brasileiras, entre avisos aos acionistas, comunicados ao mercado, fatos relevantes e mais informações da imprensa especializada

08 abril 2023 - 10h00Por Lucas de Andrade
HapvidaHapvida - Crédito: Divulgação

Veja aqui as principais notícias das grandes empresas brasileiras, entre avisos aos acionistas, comunicados ao mercado, fatos relevantes e mais informações da imprensa especializada que movimentaram a semana de 3 a 6 de abril:

 

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Balanços

A Marisa (AMAR3) registrou um prejuízo líquido de R$ 188,6 milhões no quarto trimestre de 2022, alta de 670% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. 

Em 2022, o prejuízo da varejista totalizou R$ 391,0 milhões.

O prejuízo pró-forma foi de R$ 49,1 milhões entre os meses de outubro e dezembro passados. 

Os dados são não-auditados devido ao fato de que a auditoria contratada, Ernst & Young Auditores, não conseguiu concluir o trabalho em razão da revisão do braço financeiro da companhia.

 

A Westwing (WEST3) registrou um prejuízo líquido de R$ 24,573 milhões no quarto trimestre de 2022. Frente ao mesmo período de 2021, a companhia registrou uma melhora de 30,3% no indicador. 

O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 25,1 milhões. 

Entre outubro e dezembro, a receita líquida foi de R$ 69,57 milhões, uma queda de 14,6% na comparação anual. O resultado foi impactado pela perfomance  de volume de mercadorias brutas (GMV, na sigla em inglês) no período.

A descontinuidade da operação de marketplace em agosto também foi um dos fatores para a queda.

 

1ª prévia da nova carteira do Ibovespa

A B3 excluiu EcoRodovias (ECOR3) e Pan (BPAN4) da 1ª prévia da nova carteira do Ibovespa, que, uma vez consolidada, vai vigorar a partir de 2 de maio até agosto de 2023.

Na composição, a bolsa brasileira incluiu IRB (IRBR3).

Duas prévias foram programadas para os dias 17 e 26 de abril.

Vale (VALE3) (15,523%), Itaú (ITUB4) (6,646%), Petrobras (PETR4) (5,994%), Petrobras (PETR3) (4,922%) e Bradesco (BBDC4) (3,794%) são os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice.

 

Informe corporativo

Follow-on de Hapvida (HAPV3)

No domingo (2), a Hapvida (HAPV3) publicou o edital de seu follow-on (oferta subsequente de ações), com capacidade de arrecadar até R$ 1 bilhão - quando considerados o lote adicional de papéis e a cotação mais recente.

Pinheiro Koren de Lima, família controladora da operadora, vai subscrever um total de R$ 360 milhões.

A companhia vai disponibilizar um lote inicial de cerca de 330 milhões de ações ordinárias, com possibilidade de elevar esse volume em até 20%, ou cerca 65,9 milhões de papéis. 

A companhia pretende utilizar integralmente os recursos líquidos provenientes da oferta para fortalecimento de sua estrutura de capital.

A emissão das novas ações da oferta vai ser feita com exclusão do direito de preferência dos atuais acionistas.

 

Vice-presidentes de Eletrobras

A Eletrobras (ELET3) (ELET6) divulgou no sábado (1) os nomes que irão compor a diretoria executiva nos cargos de vice-presidentes da companhia. 

Os executivos devem assumir ao longo do mês de abriu. Os escolhidos são:

  • Antônio Varejão de Godoy (Operações e Segurança).
  • Italo Tadeu de Carvalho Freitas Filho (Engenharia de Expansão).
  • João Carlos de Abreu Guimarães (Comercialização).
  • Elio Gil de Meirelles Wolff (Estratégia).
  • Rodrigo Limp (Regulação e Relações Institucionais).
  • Elvira Baracuhy Presta (Financeira e de RI).
  • Camila Araujo (Governança).
  • Renato Costa Santos Carreira (Suprimentos).
  • José Renato Domingues (Gente, Gestão e Cultura). 

 

Novo CEO da Via (VIIA3)

A Via (VIIA3) informou que o seu conselho de administração aprovou a eleição de Renato Horta Franklin como o novo diretor-presidente (CEO) a partir de 1º de maio.

 

Méliuz (CASH3): a venda de Bankly ao BV

Na sexta-feira (31), a Méliuz (CASH3) chegou a um acordo quanto à estrutura final, condições econômicas e termos contratuais definitivos a respeito da venda da totalidade das ações que detém na Bankly ao BV.

A venda do Bankly e de até 100% das ações da Acessopar, subsidiária integral da companhia que detém 52,1% do capital social do Bankly, mediante o cumprimento de determinadas condições, vai ser realizada com base em um enterprise value de R$ 210 milhões.

O valor vai ser pago em parcela única, em dinheiro, no closing da operação, sujeito a determinados ajustes e correção pela variação positiva acumulada do CDI entre 31 de março e a data do efetivo pagamento do preço pelo banco BV à companhia.

A companhia reforçou que sua administração estuda distribuir a receita proveniente da venda do Bankly em forma de proventos para os seus acionistas. 

 

Luz no fim do túnel para Americanas (AMER3)?

Bancos credores de Americanas (AMER3) começaram a enxergar chance de consenso em torno da nova proposta de capitalização a ser feita pelo trio de acionistas de referência da varejista, os bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, apuraram as repórteres Fernanda Guimarães e Talita Moreira ao jornal Valor.

A companhia chegou a um montante considerado mínimo pelas instituições financeiras, de R$ 12 bilhões. De acordo com o veículo, a nova proposta de capitalização da Americanas foi apresentada no último fim de semana.

“Ainda tem uns detalhes finais, que são importantes, mas deve convergir”, disse uma fonte ao jornal.

 

Follow-on de Dasa (DASA3)

Na terça-feira (4), a Dasa (DASA3) protocolou, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pedido para registro de oferta pública primária de 176.470.590 novas ações orinárias de emissão da companhia. 

Se considerado o preço mínimo de R$ 8,50 por ação, o montante será de ao menos R$ 1,5 bilhão.

No comunicado, a companhia afirma que o valor foi definido considerando o preço médio ponderado por volume histórico nos últimos 60 dias contados do fato relevante divulgado em 24 de março. 

A Dasa também aplicou um deságio de cerca de 8,7% e considerou as entregas de bônus de subscrição como vantangem adicional, não promovendo a diluição injustificada dos atuais acionistas da companhia.

Adicionalmente, serão entregues, inicialmente, 17.647.059 bônus de subscrição aos subscritores das ações, que serão ofertados e alocados aos subscritores em lotes de 10 ações.

 

Desdobramento de ações de Kepler Weber (KEPL3)

A Kepler Weber (KEPL3) anunciou que vai desdobrar suas ações na proporção 2:1. O movimento diz respeito a ações da mesma espécie existente nesta data, sem alteração do valor do capital social.

Para cada ação ordinária de sua titularidade, o acionista vai receber, em função do desdobramento, mais 1 ação da mesma espécie, e ficar, ao final, com 2 ações ordinárias de emissão da companhia.

“Em razão da proporção adotada, não há que se falar em frações de ações”, acrescentou.

Como consequência da operação, o número de ações ordinárias em que se divide o capital social da companhia passou de 89.860.065 milhões de ações para 179.720.130 milhões de ações, e o limite do capital autorizado permanece em R$ 1,8 bilhão mediante emissão de ações.

 

Aquisição de Fleury (FLRY3)

Fleury (FLRY3) concluiu a operação de aquisição da Retina Clinic, por meio de sua subsidiária integral Fleury Centro de Procedimentos Médicos Avançados. 

O renomado centro de serviços clínicos e atividade médica ambulatorial especializado em consultas e exames no setor de retina e tratamentos em patologia no segmento posterior do olho atingiu R$ 23,4 milhões em receitas brutas no ano retrasado. 

A Retina Clinic atua em parceria com a Clínica de Olhos Moacir Cunha. 

A aquisição foi aprovada pelo conselho de administração da companhia e os valores acordados para a operação, da ordem de R$ 21,0 milhões, não sofreram alteração.

 

Cisão entre GPA (PCAR3) e Éxito

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3 (B3SA3) deferiram o pedido de registro do Éxito como companhia aberta categoria “A” e o pedido para listagem do Éxito e a admissão à negociação dos Brazilian Depositary Receipts Nível II (BDRs) de sua emissão perante a Bolsa, respectivamente, informou o Grupo Pão de Açúcar (GPA) (PCAR3) na última terça-feira (4).

De acordo com a companhia, a efetiva implementação da transação depende, ainda, da obtenção do registro do programa de American Depositary Receipts (ADRs) Nível II do Éxito na Securities and Exchange Commission (SEC) e das autorizações dos órgãos reguladores colombianos para efetiva transferência dos ADRs e BDRs de Éxito aos acionistas do grupo.

A companhia projeta que essas etapas sejam concluídas no segundo semestre deste ano.

A varejista relembrou, em comunicado, que as ações e ADRs de emissão do GPA continuarão a ser negociados, com direito ao recebimento dos BDRs e ADRs de Éxito, conforme o caso, até a data de corte, que, uma vez determinada, vai ser informada ao mercado.

A segregação de negócios possui um potencial de destravamento de valor a ser capturado de “forma isonômica” por todos os acionistas do Grupo Pão de Açúcar, declarou a companhia, em comunicado. 

 

Os planos de Natura (NTCO3) para The Body Shop e Avon após a venda de Aesop

Guilherme Castellan, CFO da Natura (NTCO3), afirmou durante uma webconferência realizada na última terça-feira (4) que a companhia não pretende se desfazer de nenhum outro ativo.

Para o executivo, os planos estratégicos são rejuvenescer a marca The Body Shop (TBS) nos países onde se faz presente, além de reforçar a integração com a Avon. Nela, “a equipe da administração está centrada em estabilizar a linha de frente do negócio principal e implementar economia de custo”.

Ele esclareceu aos investidores que já trabalham com a Avon Internacional, “com os principais mercados onde há crescimento de fato”, com foco central no segmento de cosméticos, já que as margens são mais fortes.

 

Aumento de capital de Pague Menos (PGMN3)

A Pague Menos (PGMN3) informou que o seu conselho de administração homologou um aumento de capital de forma parcial.

No âmbito da operação, foram subscritas 20.049.023 novas ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, ao preço de subscrição total de R$ 3,68.

O capital social integralizado da companhia saltou de R$ 1.241.689,677, divididos em 443.781.062 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, para R$ 1.315.470.081,64, divididos em 463.830.085 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal.

De acordo com a empresa, as novas ações emitidas nesta transação serão idênticas aos papéis já existentes. Ambos farão jus ao recebimento integral de dividendos ou juros sobre o capital próprio (JCP).

Farão jus ainda a quaisquer outros direitos eventualmente declarados, a partir da homologação do aumento de capital, em igualdade de condições.

Oportunamente, uma assembleia-geral vai ser convocada para deliberar sobre a alteração em Estatuto Social, para contemplar o novo valor do capital social integralizado e a quantidade de ações emitidas para viabilizar esta operação.

 

Política de preços de Petrobras (PETR3)(PETR4)

À GloboNews, em entrevista ao jornal Conexão GloboNews, o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD-MG), afirmou que vai haver mudança na política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras (PETR3)(PETR4).

Silveira classificou as atuais diretrizes como um “verdadeiro absurdo” e adiantou que a estatal vai passar a considerar o mercado nacional, o que deve provocar uma redução entre R$ 0,22 e R$ 0,25 no preço do diesel.

Implementação da medida vai ser iniciada após reunião do conselho de administração da empresa, prevista para o fim de abril.

A diretoria executiva da empresa já foi consolidada e a mudança do colegiado administrativo deve ser submetida a assembleia-geral de acionistas. “A partir daí, o equilíbrio entre o conselho e a diretoria vai visar buscar a implementação dessa nova política de preço”, afirmou.