quinta, 26 de maio de 2022
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Congresso aprova parte da PEC dos Precatórios

Como houve a opção de fatiar a análise, apesar da aprovação, dispositivos modificados pelos senadores ainda precisam de nova votação na Câmara, o que, segundo Arthur Lira, deve acontecer na próxima terça-feira (14)

08 dezembro 2021 - 18h08Por Redação Spacemoney

O Congresso Nacional promulgou no final da tarde desta quarta-feira (8) parte da PEC dos Precatórios. A decisão de fatiar o texto foi anunciada na noite de terça (7) pelos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após um impasse envolvendo as duas Casas.

Agora, passa a valer a parte que foi aprovada tanto por deputados quanto senadores. A proposta abre espaço fiscal que será usado para bancar o Auxílio Brasil, programa social do governo Bolsonaro que substituiu o Bolsa Família e que custará R$ 54 bilhões. O governo pretende pagar, no mínimo, R$ 400 mensais aos beneficiários do programa.

Um dos trechos promulgados altera a regra de correção inflacionária do teto de gastos. Apenas esse dispositivo, segundo a Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados (Conof), abriria um espaço fiscal de R$ 64,9 bilhões no próximo ano. Já o Ministério da Economia estima um valor um pouco mais baixo, de R$ 62,2 bilhões.

Entretanto, conforme a Economia, boa parte do valor (R$ 42,7 bilhões) já seria consumida por gastos obrigatórios inadiáveis e independentes da PEC, como a correção dos benefícios do INSS pela inflação, a parte do teto reservada aos demais poderes e os pisos para as despesas com saúde e educação.

Nesta conta, sobrariam R$ 19,5 bilhões de espaço no teto de gastos, menos que o necessário para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400 até o fim de 2022. Desta forma, o governo teria que cortar despesas não obrigatórias do Poder Executivo no próximo ano para conseguir custear o Auxílio Brasil.

Outra votação

Como houve a opção de fatiar a votação, apesar da aprovação, dispositivos modificados pelos senadores ainda precisarão de nova análise da Câmara, o que, segundo Arthur Lira, deve acontecer na próxima terça-feira (14).

A nova análise será feita diretamente no plenário da Câmara, em dois turnos, e exige o mínimo de 308 votos favoráveis.

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