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Caixa conclui processo de criação da gestora de recursos Caixa DVTM; Fenae critica medida

De acordo com o banco, sua subsidiária terá direito de exclusividade na gestão de recursos dos veículos de investimento sob sua administração e vice-versa, mas processo sofre crítica de funcionários

30 setembro 2021 - 10h56Por Redação SpaceMoney

Na última quarta-feira (29), a Caixa Econômica Federal comunicou que sua subsidiária integral Caixa DVTM (CAIXA Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.), finalizou os procedimentos de autorização junto ao Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o início de suas operações.

“Finalizados os processos de autorização e habilitação junto aos órgãos reguladores e autorreguladores, a Caixa DTVM está apta a atuar, e a Caixa inicia o processo de migração dos fundos para administração pela subsidiária”, informou o banco, em fato relevante.

Segundo a Caixa, a sua subsidiária terá o direito de exclusividade na gestão de recursos dos veículos de investimento administrados pelo banco. Do mesmo modo, o banco terá exclusividade na administração fiduciária e na distribuição dos veículos de investimento geridos pela asset.

Estão excluídos deste direito de exclusividade da Caixa DTVM o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FI-FGTS), os fundos de investimento dos quais o FI-FGTS está como único cotista e as Carteiras Administradas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços e do Fundo de Desenvolvimento Social.

“A exclusividade permite que ambas as partes fortaleçam ainda mais sua governança, possibilitando mais foco e maior concentração nos objetivos, e assim, mais capacidade de rentabilizar os negócios de gestão de recursos, administração fiduciária, custódia e distribuição, fazendo com que os serviços sejam mais eficientes e tenham mais sucesso na alocação de recursos“, conclui o comunicado.

Repercussão

Segundo Pedro Guimarães, presidente da Caixa, há um plano de transferir os ativos da Caixa Asset para a subsidiária nos próximos vinte dias e fazer o IPO da companhia já no início do ano que vem.

De acordo com a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), a Caixa Asset conta com 426 fundos e R$ 693,9 bilhões em ativos sob gestão, o que a coloca na quarta posição das maiores administradoras de recursos financeiros do país.

A prestação de serviços dos Fundos de Investimento e Carteiras Administradas representa a quarta maior receita da Caixa (mais de 9%).

Entre 2016 e 2020, as receitas do segmento cresceram 33,6%. “Abrir mão desse negócio é como vender nossos melhores ativos, aquilo que temos de mais valioso e pode comprometer a rentabilidade da Caixa”, alerta o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. 

A criação da DTVM segue os passos da abertura de capital da Caixa Seguridade, quando 17% da subsidiária foi vendida por meio de IPO. A gestão do banco ainda pretende abrir para o mercado outras subsidiárias, como a Caixa Cartões, as Loterias e o ainda nem criado Banco Digital – alguns dos setores mais estratégicos e rentáveis da estatal.  

“É um processo de fatiamento da estatal similar ao que foi feito com a Petrobras. O banco vai sendo desvalorizado aos poucos, até ser vendido totalmente por um valor baixo. A conta fica para as dezenas de programas sociais históricos da Caixa, que se tornam inviáveis. Não podemos permitir isso”, reforça o presidente da Fenae.

*Com informações da Fenae.

Tags: Caixa, Fenae

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