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Avaliações

Burger King (BKBR3), C&A (CEAB3) e Guararapes (GUAR3) estão vulneráveis a rating negativo, diz Fitch

Agência de classificação de risco prevê, em geral, um ano de muitas incertezas para o varejo devido a deterioração macroeconômica do país

12 maio 2022 - 12h06Por Redação SpaceMoney
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Burger King/Reprodução - FacebookBurger King/Reprodução - Facebook - Crédito: Burger King/Reprodução - Facebook

Em relatório em que analisa as empresas de varejo brasileiras, a agência de classificação de risco Fitch elencou as ações de Burger King (BKBR3), C&A (CEAB3) e Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo, como as mais vulneráveis rating negativo.

As avaliações destas empresas estão em perspectiva negativa, o que reflete o desafio que elas possuem de fortalecer a geração de caixa e a rentabilidade, a fim de restabelecer os índices de alavancagem em patamares compatíveis com as atuais classificações, pontuou a Fitch.

Os ratings de Americanas (AMER3), Assaí (ASAI3), Companhia Brasileira de Distribuição S.A., Espaçolaser (ESPA3), Grupo Mateus (GMAT3), Mercado Livre (MELI34) e Raia Drogasil (RADL3) estão em perspectiva estável, porque apresentam perfis de negócios mais estáveis ou/e métricas de crédito mais fortes frente às margens de elevação/rebaixamento de seus ratings.

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Destas, duas são classificadas com ratings internacionais:

  • Americanas S.A. (Americanas, IDR (Issuer Default Rating – Rating de Inadimplência do Emissor) em Moeda Estrangeira ‘BB’/Perspectiva Negativa; IDR em Moeda Local ‘BB+’/Perspectiva Estável; Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’/Perspectiva Estável); e
  • MercadoLibre, Inc. (MELI, IDRs em Moedas Estrangeira e Local ‘BB+’/Perspectiva Estável).

As classificações de Nissei S.A. (Rating Nacional de Longo Prazo ‘BBB+(bra)’/Perspectiva Positiva) e de Pague Menos (PGMN3) (Rating Nacional de Longo Prazo ‘A+(bra)’/Observação Positiva) refletem a concentração de seus negócios no segmento farmacêutico, que se beneficia de suas características anticíclicas, além do crescimento de escala e da geração de caixa operacional ou de métricas fortes para as atuais categorias de rating.

O rating da SmartFit (SMFT3) (Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA-(bra)’) também está em perspectiva positiva, sustentado pela forte posição de liquidez da companhia, que foi favorecida pela oferta pública de ações ocorrida em 2021. Isto deixa seus demonstrativos financeiros mais fortes, ainda que a recuperação dos negócios precise ser testada antes de uma ação de rating positiva, diz a Fitch.

Varejo

Em geral, o fraco ambiente macroeconômico brasileiro aumenta as incertezas para as empresas de varejo do país e vai pressionar o headroom de dívida de seus ratings em 2022, no entender da Fitch Ratings.

A demanda vai se manter impactada devido aos altos índices de inflação, a taxas de juros de dois dígitos, ao baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), à elevada taxa de desemprego e à renda familiar em declínio, que tem reduzido as margens das varejistas e seus fluxos de caixa das operações (CFFOs).

A Fitch acredita ser improvável a reversão das condições macroeconômicas do país a curto prazo, o que implica o aumento das pressões no perfil de crédito de diversas varejistas, particularmente as mais expostas ao consumo discricionário, como as dos segmentos de vestuário e de bens de consumo duráveis.

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A Fitch espera um aumento do custo financeiro das dívidas, devido à elevação das taxas de juros do país e ao crescimento do saldo de dívidas nos últimos dois anos, para financiar as eventuais queimas de caixa ocorridas durante o período de interrupção dos negócios na pandemia.

Geração de caixa operacional menor e maior queima de caixa com despesas de juros enfraquecerão o CFFO das empresas de varejo, projetam os analistas.

Planos de investimento para expansão e para o desenvolvimento das plataformas de e-commerce também devem impactar os fluxos de caixa livre (FCFs) das companhias, e gerarão aumento da alavancagem e maiores necessidades de liquidez.

Por outro lado, o ambiente de oferta de crédito no Brasil permanece favorável, e deve limitar maiores riscos de refinanciamento ao longo de 2022.

O bom perfil de liquidez da maior parte das varejistas permanece um importante fator de suporte aos ratings, apesar da expectativa de fluxos de caixa mais pressionados este ano.

A flexibilidade financeira das companhias também se apoia nos recebíveis livres para serem antecipados, e estas têm sido bem-sucedidas nas rolagens de dívidas a prazos mais longos e custos competitivos, apesar do aumento na taxa-base de juros.

De dezembro passado a abril deste ano, Assaí (ASAI3), Burger King Brasil (BKBR3), C&A (CEAB3), Guararapes (GUAR3), Grupo SBF (SBFG3) acessaram o mercado de capitais e emitiram novas debêntures de longo prazo e somaram R$ 5,1 bilhões - o que se refletiu na melhora de suas posições de liquidez.

Segmento alimentar

A demanda no varejo alimentar, mais resiliente, deve apresentar resultados mais favoráveis que os dos pares que atuam nos segmentos discricionários, escreveram os analistas.

No entanto, o acirramento da competição neste segmento deve limitar o repasse dos aumentos de custos para os preços, e os tíquetes médios mais baixos também devem contribuir para uma rentabilidade menor dos negócios.

Segmento farmacêutico

O segmento farmacêutico deve continuar a se favorecer de sua característica anticíclica e do reajuste de preços já aplicado em 2022, de 10,9%, o que deve trazer maior proteção à geração de caixa operacional das companhias, estima a Fitch.

PIB e inflação

A Fitch estima que, em 2022, o crescimento do PIB seja de 0,5% e que a inflação atinja 6,5% ao final do ano.

 

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