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Inflação

Brasil corre risco de hiperinflação, caso reformas não passem, diz economista

04 fevereiro 2021 - 14h32Por Redação SpaceMoney

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) acumula alta de 4,30% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a economista e professora da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Nadja Heiderich, a estagnação das pautas legislativas do governo podem levar o país a um cenário de hiperinflação.

"Caso as reformas administrativa e tributária não avancem no Congresso Nacional, e se o governo não tiver condição de realizar o ajuste fiscal para conter os gastos públicos, a gente pode migrar para um cenário de hiperinflação. Não é impossível, mas é pouco provável", explica.

A economista afirma, porém, que 2021 pode ser um ano mais tranquilo quanto à elevação de preços, se não retrocedermos nas medidas de distanciamento social. “Em 2021 a gente começa o ano já com a pandemia, diferente de 2020, que foi uma surpresa. Já estamos, de certa forma, acostumados com a situação e trabalhando para minimizar o impacto disso. As cadeias produtivas continuam a funcionar, então eu acredito que não haja surpresa com os preços até o final do ano, a menos que o cenário se deteriore".

Nadja também defende que para controlar o aumento de preços e outros gastos –  como o auxílio emergencial e a continuidade das políticas de combate à Covid-19 – é necessário dar continuidade às reformas e privatizações que estão nos planos do Governo Federal. “ É importante que o governo tenha controle dos gastos. Isso pode reverter a expectativa dos mercados e acabar repercutindo sobre a trajetória dos preços".

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