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Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) disparam: preço do QAV vai seguir outros cortes da Petrobras?

Desempenho das aéreas sucede mudança da política de preços de combustíveis da estatal, além dos cortes em projeções para a inflação no ano

Aeronave da Azul (AZUL4) - Foto: NurPhoto/ Getty Images
Aeronave da Azul (AZUL4) - Foto: NurPhoto/ Getty Images

Por volta de 14:15 desta quarta-feira (17), as ações de Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) disparavam 11,73% e 7,13%, aos preços de R$ 13,81 e R$ 7,96, respectivamente.

O forte desempenho das aéreas sucedia a mudança da política de preços de combustíveis da Petrobras (PETR3)(PETR4), anunciada na última terça-feira (16) como uma “nova estratégia comercial”. 

Ontem, a estatal anunciou os seguintes cortes nos preços de:

  • – gasolina A: redução de R$ 0,40 por litro (-12,6%);
  • – diesel A: redução de R$ 0,44 por litro (-12,8%);
  • – gás de cozinha (GLP): redução de R$ 8,97 por botijão de 13 kgs (-21,3%).

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Com a medida, o Itaú (ITUB4) reduziu sua projeção de inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 2023: de 6,0% para 5,8%. Para 2024, a estimativa foi reiterada em 4,5%.

Agora, o setor aguarda possíveis reduções nos preços de combustíveis por aviação, o que, consequentemente, poderia impactar nos preços que as companhias oferecem em suas passagens.

Contudo, em entrevista à CNN Brasil, o presidente da estatal, Jean Paul Prates, adiantou que a petroleira não vai reduzir o preço do querosene de aviação (QAV) para ajudar as empresas aéreas a baratear as tarifas de passagens e citou que o nível atual não pode ser o único culpado pelos valores atuais.

“Existe uma questão estrutural nessa questão do transporte aéreo”, disse. O preço do QAV tem reajustes em todo primeiro dia do mês, pontuou uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.