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Análise

AES Brasil: condições hídricas ruins impactam resultado do 1T; ação cai

Analistas do Goldman Sachs, da XP e da Ativa Investimentos mantêm recomendações divergentes

06 maio 2021 - 12h50Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag

Investing.com - As ações da AES Brasil (SA:AESB3) caíam 0,07% nesta quinta-feira (6) após a companhia apresentar lucro líquido de R$ 93 milhões no primeiro trimestre do ano, uma alta de 23% em relação ao ano anterior.

Perto das 12h45, os papéis eram negociados a R$ 14,67.

Os analistas do Goldman Sachs, apontam que o lucro da companhia veio acima das estimativas, uma vez que a maior depreciação por conta do reconhecimento da renegociação do risco hidrológico no quarto trimestre foi totalmente compensada por um reconhecimento adicional de R$ 36 milhões.

Ainda assim, eles mantiveram a recomendação de Venda por acreditarem que os múltiplos da ação estão caros em relação aos pares, especialmente a Cesp (SA:CESP6). O preço-alvo foi mantido em R$ 15.

XP Investimentos
Já a XP Investimentos apontou, em relatório, ter uma visão ligeiramente negativa dos resultados, com o EBITDA ajustado de R$ 313,2 milhões ficando um pouco abaixo das estimativas, refletindo principalmente uma menor margem de contribuição.

Segundo eles, isso reflete o impacto de elevados preços de energia no mercado de curto prazo e rebaixamento da garantia física da companhia dentro do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) devido ao cenário pressionado de condições de chuvas e reservatórios no período.

Eles reiteraram, no entanto, que a aprovação da distribuição de dividendos no valor de R$ 68 milhões, ou 0,1704 por ação, reafirma a posição da companhia na carteira recomendada Top Dividendos XP. Eles estimam um dividend yield de 8,5% em 2021.

Assim, a recomendação foi mantida em Compra, com preço-alvo de R$ 18.

Ativa Investimentos
A Ativa Investimentos, por sua vez, escreve que o EBITDA e o lucro líquido vieram levemente acima do esperado por conta de um surpreendente avanço anual de 8,3% da geração de caixa operacional ex-risco hidrológico, ou seja, de geração eólica e solar.

Ainda assim, escrevem, a queda de 22,1% na geração hídrica, o crescimento do endividamento líquido diante de um cronograma que assume maiores desembolsos em imobilizado em 2021 e 2022 e maiores custos operacionais e despesas gerais e administrativas devem fazer o mercado recepcionar o resultado de forma negativa.

Eles mantiveram a recomendação Neutra, com preço-alvo de R$ 16,35.

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