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5 ações para segurar na carteira no longo prazo

Investidores já perceberam que, quando escolhidas com sabedoria e calma, algumas ações podem ficar por bastante tempo na carteira sem grandes riscos

07 maio 2021 - 08h38Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - Muitos investidores brasileiros já perceberam que, quando escolhidas com sabedoria e calma, algumas ações podem ficar por bastante tempo na carteira sem grandes riscos de perdas e mantendo boas perspectivas para o futuro.

Esses papéis, recomendados por analistas para a estratégia de “Buy & Hold”, ou comprar e segurar, podem servir para montar uma carteira de investimentos com foco na aposentadoria, na educação dos filhos ou na compra de um imóvel mais à frente, por exemplo - mas isso sem deixar de diversificar os investimentos com outros tipos de ativos e de sempre ficar atento às movimentações do mercado.

Para os especialistas ouvidos pelo Investing.com Brasil, essas ações não devem ser esquecidas na carteira e precisam passar por avaliações periódicas para que o investidor entenda se ainda estão entregando o retorno desejado no longo prazo, além de checar oportunidades de venda de determinado papel para a compra de outro mais vantajoso.

Dentre elas, algumas ações se destacam pelo perfil de boas pagadoras de dividendos, pelo espaço de crescimento em seus respectivos segmentos ou pela tradição das companhias, que garantem certa estabilidade mais à frente.

Para Igor Cavaca, especialista em investimentos da Warren, para investimento de mais longo prazo, faz sentido investir pelo menos uma pequena fração no mercado de ações.

“Quando aumentamos o horizonte de investimento, ainda que assumindo riscos menores, temos mais oportunidades de aumentar a rentabilidade do dinheiro”, diz. O segredo, ele explica, é saber diversificar também entre as empresas escolhidas para formar o portfólio.

Confira 5 ações recomendadas para se ter na carteira no longo prazo.

Vale (SA:VALE3)
Para Murilo Breder, analista da Easynvest, as ações da Vale podem ser opções interessantes para quem busca um posicionamento de longo prazo. Segundo ele, além do bom momento para o minério de ferro, que deve ter algum bom fôlego ainda, a ação está barata e é uma representante entre as boas pagadoras de dividendos, que podem chegar a 9% ainda este ano.

“Um ponto de atenção é a atuação ESG da companhia, é um dos pontos fracos, mas que a empresa parece estar trabalhando para mudar”, alerta”.

As ações da Vale eram negociadas nesta quarta-feira (5) a R$ 112,15, com alta de 2,9% nos últimos trinta dias e de 120% nas últimas 52 semanas.

Suzano (SA:SUZB3)
Para Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, outra companhia posicionada em commodities e que pode fazer sentido na carteira no longo prazo é a Suzano, do setor de papel e celulose e uma das mais elogiadas pelo mercado pela atuação ESG em que vem se posicionando.

“Essas empresas tendem a ter uma performance mais sólida, com o mundo colocando esse debate mais pauta. Suzano é um nome que vale a pena e que está dentro desse escopo”, diz.

Os papéis eram negociados a R$ 67,70, com queda acumulada de 2,19% nos últimos trinta dias e alta de 78,87% nas últimas 52 semanas.

B3 (SA:B3SA3)
Os analistas também lembram que boas opções para se ter em um portfólio pensando no longo prazo são papéis que paguem bons dividendos, o que, assim como a Vale, também é o caso da B3.

Para Pedro Serra, analista de investimentos da Ativa, a administradora da bolsa brasileira tem um posicionamento privilegiado no mercado por deter o monopólio de negociação de capitais, em um segmento que está em franca expansão e que deve continuar acelerando.

A ação da B3 era negociada a R$ 51,55, com alta acumulada de 0,16% nos últimos trinta dias e de 16,15% nas últimas 52 semanas.

PetroRio (SA:PRIO3)
Já Bruce Barbosa, sócio-fundador da Nord Investimentos, aponta que a PetroRio também pode ser uma opção para levar no longo prazo, considerando que a empresa atua em um segmento de exploração considerado menos arriscado.

“A companhia opera somente com campos maduros, que já têm produção ativa, e não paga dividendos para comprar mais campos. Assim, já tem conhecimento no assunto e não corre risco de produção porque não tem campo inexplorado”, aponta.

Para ele, o fato da companhia deter ainda uma parte ínfima do mercado de petróleo no país configura como uma boa oportunidade de crescimento.

A ação da empresa era negociada a R$ 97,37, com alta de 6,32% acumulada nos últimos trinta dias e de 214% nas últimas 52 semanas.

Azul (SA:AZUL4)
Serra, da Ativa, aponta ainda que para o investidor que quiser uma “pimentinha no portfólio”, ou seja, uma ação que representa um pouco mais de risco do que outras em segmentos mais consolidados, a Azul pode ser uma boa opção considerando o cenário de volta da pandemia.

“Partindo do pressuposto que a empresa não vai quebrar e que poderá abocanhar fatia de mercado das concorrentes que sofreram mais nos últimos anos, há bastante espaço para crescimento”, aponta.

As ações da Azul eram negociadas a R$ 38,09, com queda acumulada de 1,06% nos últimos trinta dias e alta de 166% nas últimas 52 semanas.

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