O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,51% na primeira quadrissemana de setembro, interrompendo o movimento deflacionário observado na reta final de agosto, quando o indicador havia recuado 0,37%. O número foi divulgado nesta quarta-feira (9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo a FGV, todas as sete capitais pesquisadas apresentaram aceleração no ritmo de variação entre a última medição de agosto e a primeira de setembro. O comportamento reforça o caráter sensível do IPC-S, um índice de alta frequência usado para antecipar tendências da inflação ao consumidor.

Aceleração nas sete capitais muda a leitura do início de setembro

O resultado nacional passou de uma taxa negativa de 0,37% para 0,51%, refletindo uma virada que não ficou restrita a uma única região. Na comparação entre as leituras, nenhuma praça pesquisada deixou de registrar aceleração, o que evidencia um movimento disseminado sobre os preços monitorados.

Porto Alegre saiu de -0,20% para 0,79%, enquanto o Rio de Janeiro passou de -0,37% para 0,73%. Brasília, que já operava com variação positiva de 0,16%, avançou para 0,70%, acompanhando o ritmo mais forte verificado nas capitais que lideram o ranking da primeira leitura de setembro.

Reversão se espalha por São Paulo, Belo Horizonte e Recife

São Paulo, que havia encerrado agosto com queda de 0,36%, abriu a primeira medição de setembro com alta de 0,46%. Belo Horizonte também mudou de sinal: saiu de -0,35% para 0,47%, deixando para trás a deflação registrada no período anterior.

Recife foi outra capital a interromper a trajetória de queda dos preços, partindo de uma taxa negativa de 0,86% para uma alta de 0,18%. Já Salvador, apesar de continuar no campo negativo, apresentou forte redução do ritmo de deflação, com o índice passando de -0,89% para -0,03%.

O que a nova leitura do IPC-S sinaliza para os preços

O resultado da primeira quadrissemana de setembro ganha relevância justamente por recolocar o índice em alta após um período de leituras negativas. Como o IPC-S é produzido semanalmente, o dado funciona como sinal de alerta para eventuais mudanças na dinâmica inflacionária antes da divulgação de índices mensais mais abrangentes.

A aceleração vista em todas as capitais, embora com intensidades distintas, sugere que a deflação concentrada no fim de agosto perdeu força de forma generalizada. A permanência de Salvador em território negativo, porém, mostra que ainda há diferenças regionais relevantes no comportamento dos preços.

Diante desse cenário, o mercado deve acompanhar as próximas medições para avaliar se a alta será sustentada ou se trata de um movimento pontual. Você pode acompanhar os principais desdobramentos e as notícias sobre economia em tempo real aqui na SpaceMoney.