sexta, 19 de abril de 2024
Ressignificando a LongevidadeCOLUNA

Ressignificando a Longevidade

Ida Nuñez

Editora-chefe do VRT Channel e apresentadora do programa Universo 50 (e muito) +, considerada pelo segundo ano consecutivo a jornalista mais influente no segmento sênior.

Futurismo: decifrando as profissões do amanhã

Longevos em alta, com sua experiência, tirarão de letra esse desafio

16 novembro 2023 - 15h00
Futurismo: decifrando as profissões do amanhã

Os empregos do futuro serão aqueles que desafiam a inteligência artificial e escapam de suas garras. Robôs têm limitações significativas quando se trata de perceber o mundo à sua volta. Enquanto conseguem identificar linhas, círculos e quadrados, falham em compreender a complexidade por trás dessas formas, como um rosto, uma cadeira ou um copo.

O reconhecimento de padrões é um dos maiores obstáculos para a inteligência artificial. Ela carece de senso comum, incapaz de compreender o comportamento humano e as nuances do mundo, como a sensação da água ser molhada ou a diferença entre puxar e empurrar rodas.

Diante desse cenário, surgem dois grupos de empregos que moldarão o futuro. Os trabalhos manuais repetitivos, como na indústria automotiva e têxtil, estão com os dias contados. No entanto, empregos manuais não repetitivos, como os de lixeiros, profissionais de saneamento, jardineiros, policiais e trabalhadores da construção civil, prosperarão, pois, cada um desses trabalhos é único e difícil de repetir.

Os empregos de escritório enfrentarão desafios. Funções repetitivas e burocráticas, como intermediários, contadores de baixo nível e caixas, estão ameaçadas de extinção. Quem se beneficiará nesse ambiente de transição para o capital intelectual são os trabalhadores engajados no chamado "capitalismo intelectual".

O capitalismo intelectual valoriza habilidades como criatividade, imaginação, liderança e análise. Contar uma piada, escrever um roteiro, criar uma obra de arte, ou mesmo liderar uma equipe se tornam habilidades essenciais.

Tony Blair explicou bem esse movimento afirmando que a Inglaterra obtém mais receita do rock do que da indústria do carvão: `estamos atravessando uma transição de um capital baseado em commodities, como o carvão, para o capital intelectual, representado pelo rock and roll`.

Assim, no futuro, as profissões que prosperarão serão aquelas que exigem pensamento criativo, inovação e compreensão profunda das complexidades humanas, enquanto as funções repetitivas e burocráticas enfrentarão a obsolescência. O capital intelectual se tornará o motor que impulsionará o mundo profissional à medida que navegamos por essa transformação.

 

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