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EUA

Blue3: Payroll com sinais de retomada mais lenta pode adiar retirada de estímulos de bancos centrais

Relatório do mercado de trabalho norte-americano aponta criação de apenas 235 mil vagas de trabalho nos EUA em agosto, ante 943 mil abertas em julho

03 setembro 2021 - 10h16Por Redação SpaceMoney

Segundo informações do Bureau of Labor Statistics divulgadas nesta sexta-feira (3), a economia dos EUA criou 235 mil empregos não-agrícolas em agosto, abaixo do esperado e dos dados do último mês.

A previsão dos economistas era uma adição de 750 mil empregos no período.

O número mostrou uma desaceleração dos números revisados de julho, quando foram criadas 1,053 milhão de vagas. O resultado ainda havia apurado uma recuperação em relação aos números de junho, quando foram criadas 938 mil vagas.

A taxa de desemprego ficou em 5,2% da força de trabalho, queda em relação aos 5,4% de julho. Os analistas esperavam uma taxa de 5,2%.

Já o salário médio por hora no mês passado teve uma alta anual de 4,3%, acima da projeção do mercado de 4% e da alta revisada de 4,1% em julho.

Para Antonio Carlos Maturana Pedrolin, líder da mesa de Renda Variável da Blue3, o maior impacto de um payroll abaixo das expectativas vai ocorrer sobre o tapering  (redução gradativa das medidas extraordinárias de política monetária expansiva adotadas pelos bancos centrais).

"O processo de retirada de estímulos começará a medida que a economia estiver com sinais fortes de retomada e e um dos maiores indicadores é o payroll. Uma vez que o payroll mostra sinais de retomada mais lenta, talvez isso desestimule o início do tapering", diz.

Em junho e em julho, a economia americana criou 1,88 milhão de empregos. Pedrolin explica que se o desempenho de agosto atendesse as expectativas, 2,6 milhões de vagas seriam criadas, mas, ainda assim, haveria 5 milhões de empregos a menos do que em fevereiro de 2020.

"Há menos americanos dispostos a trabalhar, por conta do seguro-desemprego, que durou até agosto e não foi renovado. Com o fim dos cheques semanais, muitos terão de procurar emprego para pagar as contas", completa.

Payroll

Toda primeira sexta-feira do mês, às 8h30 no horário de Washington DC (EUA), o Bureau of Labor Statistics divulga um dos principais indicadores econômicos dos EUA e que costuma afetar o humor dos mercados das grandes economias globais: o relatório Payroll.

Com esse levantamento, os EUA mensuram toda a força de trabalho empregada e assalariada no país, excluídos os profissionais dos setores agrícolas, ligados a ONGs, autônomos, militares e empregados em domicílios particulares. Sendo assim, o material abrange cerca de 80% do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano.

Entre os itens destacados mês a mês pelo material estão o ganho médio por hora trabalhada nas principais indústrias norte-americanas, a balança comercial e o percentual de pessoas desempregadas.

Por isso, em todo o mundo, investidores sempre estão de olho para a divulgação do relatório. 

Day traders, que compram e vendem papéis no mesmo dia para ganhar com a valorização ou desvalorização dos ativos durante o pregão, ficam atentos porque sabem que, antes ou após a divulgação do Payroll, seus investimentos em renda variável podem apresentar volatilidade. 

Quem investe no mercado acionário americano, seja pelas BDRs (Brazilian Depositary Receipts – papéis de empresas estrangeiras ou brasileiras listadas nas bolsas americanas que são negociados na B3) ou, em ativos atrelados à economia americana, como contratos futuros de dólar ou até Forex, também são afetados pela divulgação do relatório.


 

Tags: bdrs, EUA, Payroll, PIB

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