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Agenda Econômica

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Aqui está o que você precisa saber para começar a sua semana

20 setembro 2021 - 08h05Por Investing.com

Por Noreen Burke e Leandro Manzoni, da Investing.com - A reunião do Federal Reserve (Fed) será o destaque da próxima semana, e embora nenhuma mudança seja esperada, seus dirigentes provavelmente darão sinais de que se aproximam da redução das medidas de estímulo.

Além da reunião do Fed, o calendário econômico dos EUA será leve, com atualizações do mercado imobiliário e alguns resultados.

Vários outros bancos centrais também irão realizar reuniões na semana à frente, como o Banco do Japão e o Banco da Inglaterra. Além do Banco Central do Brasil na quarta-feira.

Enquanto isso, o incorporador imobiliário chinês Evergrande, envolvido em dificuldades, se depara com a possibilidade de moratória de suas dívidas, causando receios de contaminação que poderiam se espalhar para mercados fora da China.

Aqui está o que você precisa saber para começar a sua semana:

1. Reunião do Federal Reserve

O Fed irá iniciar a sua reunião de política monetária de dois dias na terça-feira, véspera do seu anúncio na tarde de quarta-feira, e os investidores estarão atentos a qualquer indício sobre os planos do banco central para o início da redução do seu programa de estímulo de emergência mensal de US$ 120 bilhões.

O cronograma do Fed para reduzir o estímulo econômico é importante, pois representa um primeiro passo na direção de eventuais aumentos das taxas de juros.

Diversos dirigentes do Fed já disseram que a redução gradual deveria começar este ano, uma perspectiva até compartilhada pelo Presidente do Fed, Jerome Powell, embora, ao mesmo tempo, enfatizem que uma escalada das taxas de juros ainda está distante.

O Fed pode manter uma abordagem cautelosa, considerada a incerteza econômica em função do aumento dos casos de Covid-19 e os fracos números do emprego de agosto.

2. Dados econômicos dos EUA e do Brasil

O calendário de dados dos EUA está concentrado nos números do mercado imobiliário, que devem se estabilizar após uma ligeira alta nas aprovações de hipotecas para compras de residências nas últimas semanas.

A divulgação dos dados sobre novas construções residenciais e licenças de construção estão programados para terça-feira, seguidos pelos números de vendas de imóveis residenciais existentes na quarta-feira e os dados sobre vendas de novas residências, previstos para serem anunciados na sexta-feira.

Os observadores do mercado também estarão atentos ao relatório de quinta-feira sobre pedidos iniciais de auxílio-desemprego em meio a preocupações com o impacto da disseminação da variante Delta do coronavírus sobre a recuperação econômica no trimestre em curso, especialmente entre as pessoas que hesitam em se vacinar.

No Brasil, a semana inicia sempre com o Boletim Focus, desta vez com mais indicadores, como os componentes do IPCA e do PIB.

Na quarta-feira, serão conhecidos os números de fluxo cambial estrangeiro.

O dia mais movimentado será sexta-feira - isso sem contar a quarta-feira de decisão de taxa de juros do Copom.

Serão conhecidos os dados do setor externo, como Transações Correntes e Investimento Direto Produtivo, como também o IPCA-15, a primeira prévia da inflação de setembro.

3. Mercados de ações

O anúncio da política do Fed de quarta-feira será o principal motor para os mercados de capitais na semana que vem.

Além das preocupações sobre o prospecto de uma política monetária mais rigorosa em função do tapering do Fed, os mercados de capitais estão sendo fustigados por temores de que a variante Delta do coronavírus possa desacelerar o crescimento econômico nos próximos meses, bem como a perspectiva de aumentos dos impostos sobre corporações.

Setembro, que é tradicionalmente um mês fraco para o mercado de ações, tem visto um recuo de quase 2% no S&P 500 até agora.

Os investidores também estão atentos a uns poucos anúncios de resultados, com FedEx (NYSE:FDX) (SA:FDXB34), General Mills (NYSE:GIS) (SA:G1MI34), Nike (NYSE:NKE) (SA:NIKE34) e Costco (NASDAQ:COST) (SA:COWC34) na lista.

As ações da Nike sofreram um golpe na semana passada após o downgrade do BTIG devido a questões relacionadas com a cadeia de fornecimento.

4. Reuniões de bancos centrais

Além do Fed, vários outros grandes bancos centrais do mundo também irão realizar reuniões nos próximos dias.

Espera-se que o Banco do Japão, que também se reúne na terça e quarta-feira, mantenha sua política estável, mas possa emitir um alerta para crescentes riscos nas exportações devido a interrupções no fornecimento.

Na quinta-feira, o banco central da Noruega deverá se tornar o primeiro do mundo desenvolvido a aumentar as taxas de juros desde o início da pandemia, elevando a sua principal taxa de 0% para 0,25%.

O Banco da Inglaterra não deverá alterar sua política na reunião de quinta-feira, mas poderá indicar se ainda considera a inflação transitória.

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve confirmar a alta de 100 pontos-base da taxa Selic, em linha com a expectativa do mercado e que foi anunciada no comunicado da última reunião.

A projeção de elevação desta magnitude se confirmou após o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, afirmar em um evento nesta semana que não vai intensificar o endurecimento da política monetária após divulgação de dados de alta de frequência negativos.

Dessa forma, Campos Neto dissipou as apostas de alta de 125 pontos-base e 150 pontos-base, que se estabeleceram no mercado de juros futuros após o IPCA de agosto subir 0,87%, acima da expectativa.

Além disso, o próprio Copom anunciou que poderia intensificar as altas da Selic caso os dados econômicos sinalizassem uma elevação dos níveis de preço acima do esperado pelo cenário-base da instituição.

5. Hora da verdade para Evergrande

A incorporadora chinesa Evergrande (OTC:EGRNY), afundada em dívidas, tem um pagamento de juros de obrigações de US$ 83,5 milhões com vencimento na quinta-feira, e os investidores estão precificando suas ações com uma alta probabilidade de moratória.

O fato de que um valor tão pequeno poderia ser o catalisador da derrocada de um gigante de US$ 355 bilhões, com mais de 1.300 empreendimentos em toda a China e um passivo de mais de US$ 300 bilhões mostra como a situação é terrível.

A segunda maior incorporadora da China tem se esforçado em levantar fundos, com vendas relâmpago de apartamentos e vendas de participação na sua extensa rede de negócios, porém com pouco sucesso.

A preocupação de que a Evergrande possa entrar em moratória se espalha nos mercados financeiros da China e ameaça contaminar inclusive mercados externos.

Com informações de Reuters.

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