O iPhone 18 Pro pode chegar ao mercado com estoque escasso e preços mais salgados, conforme alerta do analista de indústria Tim Culpan, que aponta a crise global de memória RAM como o principal vilão do lançamento.
A tese central do especialista se apoia em um gargalo incomum: a TSMC, fabricante contratada pela Apple para produzir o chip A20 Pro, já teria superado a marca de US$ 1 bilhão em processadores finalizados. O problema é que nenhum desses componentes pode ser embarcado em um smartphone sem os módulos de memória correspondentes, e é exatamente essa peça que está em falta no mercado.
A conta que não fecha: chips prontos, memória ausente
O cenário descrito pelo analista expõe uma contradição logística: enquanto a produção de semicondutores segue em ritmo acelerado, a disponibilidade de chips de memória RAM despencou. Essa escassez vem sendo alimentada por uma combinação de alta demanda por parte de data centers, expansão da inteligência artificial e capacidade limitada das fabricantes de DRAM.
Na prática, todos os processadores estão prontos nos galpões, aguardando apenas a chegada dos módulos de memória para que a montagem dos aparelhos seja concluída. Sem essa etapa, os estoques iniciais do iPhone 18 Pro ficam comprometidos, e a Apple precisa decidir como absorver o impacto.
Três caminhos possíveis para a Apple
De acordo com a análise, a gigante de Cupertino teria três alternativas clássicas diante de uma crise de abastecimento. A primeira é repassar integralmente o aumento dos custos para o consumidor final, o que elevaria ainda mais o preço dos iPhones. A segunda seria adiar o lançamento para esperar a normalização do fornecimento. E a terceira segue o cronograma original, mas com um volume de unidades muito abaixo da demanda esperada.
Entre as hipóteses, a primeira e a terceira são as mais comentadas nos bastidores. Especialistas acreditam que a Apple dificilmente adiará um evento já agendado para setembro, especialmente com um portfólio tão aguardado quanto o do iPhone 18 Pro e a possível estreia de um modelo dobrável.
Reajuste de preços como plano mais provável
O aumento de preços, aliás, já é tratado como quase certo por vários observadores da cadeia de suprimentos. A alta nos preços de chips DRAM, utilizados na memória RAM, e de chips NAND, usados em SSDs, vem pressionando os custos de produção de praticamente todos os aparelhos premium do mercado.
O movimento da Apple já sinalizava essa direção. Em junho, a companhia elevou o preço do MacBook Neo de entrada em R$ 1,2 mil, e o iPad padrão sofreu um reajuste de 33% na sua versão mais básica. Esses precedentes reforçam a tese de que o iPhone não ficará imune ao novo contexto econômico do setor.
Queda de braço com fornecedores e o papel da CXMT
Uma possível saída seria diversificar as fontes de memória, e rumores indicavam que a Apple tentou negociar com a chinesa CXMT. A ideia era criar uma alternativa às gigantes tradicionais, reduzindo a dependência de um grupo restrito de companhias.
Porém, as conversas fracassaram por divergências em torno de preços. Com isso, a Apple segue contando com Micron, SK Hynix e Samsung para abastecer sua linha de celulares, o que limita seu poder de barganha em um cenário de escassez global.
O que esperar do iPhone 18 Pro e do iPhone Ultra
O notório analista Jeff Pu já adiantou que os preços do iPhone 18 Pro podem ficar entre US$ 250 e US$ 300 mais caros, um acréscimo que, em conversão direta, representa algo entre R$ 1,3 mil e R$ 1,5 mil. Esse impacto deve ser sentido tanto no lançamento quanto nos meses seguintes, caso a crise de componentes persista.
Os dispositivos têm estreia prevista para setembro, junto ao aguardado iPhone Ultra, que pode ser o primeiro dobrável da Apple. No entanto, a escassez de RAM também afeta esse projeto, e novos relatos sugerem que o iPhone dobrável só deve ser comercializado com mais unidades a partir de 2027.
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Um mercado em ebulição: o preço dos dobráveis
Enquanto a Apple ainda engatinha no segmento de dobráveis, a Samsung já ocupa o terreno com modelos cada vez mais caros. A fabricante sul-coreana anunciou o Galaxy Z Fold 8 Ultra, que chega ao Brasil com preço inicial de R$ 14.599, um valor que ilustra bem a tendência de alta no setor.
Esse contexto coloca a Apple sob dupla pressão: além de lidar com a escassez de memória, a companhia precisa precificar seus novos iPhones de forma competitiva em um mercado onde até os dobráveis se aproximam da casa dos R$ 15 mil.
A combinação de fatores indica que o consumidor precisará se preparar para desembolsar mais pelo próximo top de linha da Maçã, seja para compensar o aumento de custos, seja pela raridade das unidades disponíveis na estreia.





