terça, 07 de dezembro de 2021
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Tesouro Direto: com a Selic na mínima histórica, ainda vale a pena investir?

03 março 2021 - 15h01Por Redação SpaceMoney

A taxa Selic, atualmente na mínima história de 2% ao ano, tem segurado a rentabilidade das aplicações em renda fixa e levado as atenções de investidores para outros tipos de ativos com perspectivas melhores de rentabilidade.

A B3, bolsa de valores brasileira, por exemplo, fez história em 2020 ao receber 1,5 milhão de novos investidores, um crescimento de 92% em relação a 2019. Quem tem baixa tolerância ao risco, no entanto, não costuma lidar bem com o sobe e desce do mercado acionário. Neste cenário, o Tesouro Direto, que é estável e de perfil conservador, pode ser uma boa opção.

Apesar do destaque dado à renda variável no último ano, ainda há vantagens que somente o Tesouro Direto oferece aos investidores. Confira abaixo em quais casos é uma boa ideia contar com este ativo no seu portfólio.

Não se esqueça de diversificar

Seja qual for o perfil do investidor, é sempre importante relembrar que diversificar a carteira entre aplicações com maior e menor risco é essencial para mitigar possíveis danos ao patrimônio. 

Uma das principais características do Tesouro Direto é justamente esta: segurança. Por se tratar de um título de dívida emitido pelo governo brasileiro, a chance de calote é baixíssima nunca aconteceu antes, vale ressaltar.

Características

Além da segurança, outro traço específico do Tesouro é que ele é feito para comprar e manter no portfólio a longo prazo. De acordo com o tempo e a rentabilidade pretendida, é possível escolher entre três títulos: Tesouro Selic, Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado.

O Tesouro IPCA, como indica o nome, tem a sua rentabilidade atrelada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), garantindo que o seu dinheiro sempre terá poder de compra acima da inflação vigente. Dessa forma, ele é ideal para quem está pensando em aplicar por mais de 10 anos para objetivos como a faculdade dos filhos, uma casa ou aposentadoria.

Já o Tesouro Selic é ajustado pela taxa que o nomeia e é geralmente indicado para aplicações de curto prazo, três anos ou menos. Uma boa opção para reserva de emergência, a baixa histórica da taxa de juros em 2020 fez essa aplicação ter pouca rentabilidade, mas é importante lembrar que nos últimos 10 anos ela já chegou a 16% e sempre esteve na média dos 8% ao ano.

Já o tesouro prefixado é um meio termo. Os juros são pré-definidos e, por isso, é possível saber quanto o dinheiro renderá no vencimento, independentemente dos movimentos da economia. Contudo, se o objetivo é pensar no longo prazo, há o risco de os juros fixados na compra do título rentabilizarem o investimento abaixo do IPCA. Por isso, considere o tesouro prefixado para aplicações de médio prazo, abaixo de 10 anos.
 

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