segunda, 08 de agosto de 2022
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"Resultado do PIB não é ruim, mas o país precisa ficar alerta", aponta head de Renda Fixa da Blue3

Eliseu Hernandez explica que a queda da economia e da taxa de investimento pode significar uma crise de oferta.

01 setembro 2021 - 16h01Por Redação SpaceMoney

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 0,1% no segundo trimestre de 2021, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (1). 

No primeiro semestre, a economia brasileira avançou 6,4% e, no acumulado de 12 meses, o PIB registrou alta de 1,8%. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, período em que o país foi mais afetado pela primeira onda da covid-19, o PIB cresceu 12,4%. 

O desempenho da economia no trimestre veio do resultado negativo da agropecuária, que teve uma queda de 2,8%, e da indústria, que recuou 0,2%.  

De acordo com o sócio e head de Renda Fixa da Blue3, Eliseu Hernandez, odesempenho não foi ruim. "O desempenho é cíclico e, geralmente, o segundo trimestre do ano é pior em relação aos outros. Na comparação de 12 meses, a variação foi muito alta, já que o segundo trimestre do ano passado foi o mais impactado pela pandemia do coronavírus", explicou.

Taxa de investimento também recuou no trimestre

O resultado do PIB trimestral também refletiu o consumo das famílias, ainda impactado pelos efeitos da pandemia, o consumo do governo, que teve alta de 0,7%; e os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo), que recuaram 3,6%.

Hernandez explica que estes os investimentos não são financeiros, como ações e renda fixa por exemplo, mas de natureza produtiva, com compra de máquinas, equipamentos, construção civil etc, que são utilizados para produzir bens futuros. Ele explica que essa queda mostra que o Brasil precisa ficar atento. "Quando a gente tem essa queda marginal do PIB, junto com uma inflação alta, parece que a crise é de oferta, não de demanda", explicou. 

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"Então não adianta o país estimular a demanda, o consumo. Precisa corrigir o lado da oferta, que foi muito atingida pela pandemia com a quebra na cadeia de produção e inflação mundial mais alta, que estimulou a alta dos preços", completou.
 

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