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Rating: veja como funciona e a importância dessa classificação de risco para os seus investimentos

Criado pelo mercado financeiro, o rating mensura o risco de agentes econômicos países, bancos, empresas e outros não honrarem com suas obrigações financeiras

29 setembro 2021 - 14h06Por Redação SpaceMoney

Todo investidor sabe que investir envolve risco. Ele pode ser baixo, médio ou alto, mas está sempre presente e esse sempre será um fator importante na hora de escolher entre diferentes opções de ativos, seja na renda fixa ou variável. Afinal, quem entra nesse universo não quer perder dinheiro. 

O rating é um instrumento criado pelo mercado financeiro para mensurar o risco de agentes econômicos – países, bancos, empresas e outros – não honrarem com suas obrigações financeiras. Mas como ele funciona? Confira!

Entre o D e o AAA

Em junho deste ano, a Standard & Poor’s – uma das principais agências classificadoras de risco do mercado mundial – classificou o Brasil como “grau de investimento” “BB-”, com perspectiva estável. O que isso significa?

rating é um sistema baseado em “notas”, que vão do “D”, mais baixa, ao “AAA” — ou “triple A” — quando o risco é quase zero.

Somente agentes muito seguros conseguem uma nota triple AAA, como os títulos públicos oferecidos pelo governo dos EUA ou da Alemanha, duas das economias mais fortes do mundo.

Para “calcular” a nota, os principais pontos analisados pelas agências de classificação de risco são o contexto político do país, o fluxo de caixa, o nível de alavancagem, as projeções de resultados futuros, a solidez do balanço patrimonial e a taxa de juros.

A “nota” dada ao Brasil, por exemplo, posiciona o país em grau especulativo, menos seguro que o das economias desenvolvidas.

rating também informa que o país está em “perspectiva estável”, isto é, segundo a Standard & Poor’s, a expectativa é que o país entre em ciclo de recuperação econômica em 2021.

Apesar de a palavra “especulativo” dar a ideia de que seja arriscado investir no Brasil, a nota dada pela agência indica, na verdade, que o país tem baixa probabilidade de inadimplência.

Quais são os parâmetros das três principais agências de classificação de risco de crédito?

Moody’s 

Aaa – Mais alta qualidade

Aa1, Aa2, Aa3 – Qualidade muito alta

A1, A2, A3 – Qualidade alta

Baa1, Baa2, Baa3 – Boa qualidade

Ba1, Ba2 – Especulativo

B1, B2, B3 – Altamente especulativo

Caa1, Caa2, Caa3 – Risco substancial

Ca – Risco muito alto

C – Risco excepcionalmente alto

Standard & Poor’s (S&P)

AAA – Mais alta qualidade

AA – Qualidade muito alta

A – Qualidade alta

BBB – Boa qualidade

BB – Especulativo

B – Altamente especulativo

CCC – Risco substancial

CC – Risco muito alto

C – Risco excepcionalmente alto

D – Inadimplente

Fitch Ratings

AAA – Mais alta qualidade

AA – Qualidade muito alta

A – Qualidade alta

BBB – Boa qualidade

BB – Especulativo

B – Altamente especulativo

CCC – Risco substancial

CC – Risco muito alto

C – Risco excepcionalmente alto

D – Inadimplente

Por que os agentes econômicos se preocupam com o rating?

Ao receberem as avaliações das agências de risco, as empresas e governos precisam adequar suas dívidas e seu prêmio de risco, que é a taxa de juros que eles pagam em empréstimos e que oferecem para os investidores que compram seus títulos.

Quem tem notas melhores, além de pagar menos, também consegue acesso a mais oportunidades de captação de investimentos.

Há grandes fundos de investimento institucionais, por exemplo, que só investem em títulos com “grau de investimento”, acima da nota “A”; então, estar abaixo desse patamar significa estar fora do radar desses grandes (e importantes) investidores estrangeiros.

Como o rating influencia os investimentos?

Por influenciar diretamente os juros que os agentes pagam sobre os títulos de dívidas que eles emitem, o rating ajuda a orientar os investidores na hora de montarem as suas carteiras.

Ao combinar aplicações com diferentes graus de risco (e também de rentabilidade) é possível criar um portfólio equilibrado, de acordo com o perfil do investidor. 

Os mais conservadores, claro, preferirão alocar seu patrimônio em opções com notas mais altas, enquanto os mais arrojados deixarão um espaço maior da sua carteira para papéis mais “arriscados”, com o objetivo de obter uma maior taxa de rentabilidade.

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